Julgamento de Marin começa com escolha do júri entre 240 convocados

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José Maria Marin foi preso em maio de 2015 e está em prisão domiciliar nos EUA
José Maria Marin foi preso em maio de 2015 e está em prisão domiciliar nos EUA Getty

Presidente da CBF entre 2012 e 2015, José Maria Marin, 85, começou a ser julgado nesta segunda-feira pelo Tribunal Federal do Brooklyn, nos Estados Unidos, após quase dois anos da prisão em Zurique, na Suíça, por participação no chamado "Fifagate".


Marin tem sete acusações formuladas pelo governo dos EUA que se referem basicamente a recebimento de propinas e desvio de milhões de dólares destinados a competições ou a entidades. Ele nega todos os crimes e conta com quatro advogados de defesa.

O julgamento iniciado nesta segunda-feira deve durar pelo menos dois meses. Assim, a sentença só deve ser conhecida em 2018.

Neste primeiro dia, o Tribunal começou a escolher 12  jurados para integrar o júri. Há cerca de 240 candidatos. Todos que se apresentaram receberam um formulário com questões para marcar "sim" ou "não". Os temas tem relação com o caso, com perguntas como "Você conhece a Fifa?".

A juíza Pamela Chen é quem está à frente deste caso e ela pode solicitar mais perguntas para garantir que o perfil dos 12 jurados seja o ideal, isto é, pessoas que conheçam o assunto, mas sejam isentas e sem qualquer relação com os réus.

Os trabalhos no Tribunal referentes a este caso vão ser retomados na quarta-feira.

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Além do ex-presidente da CBF, o paraguaio Juan Ángel Napout, ex-mandatário da Conmebol, e o peruano Manuel Burga, ex-presidente da federação do Peru, também começaram a ser julgados de participação no "Fifagate" nesta segunda-feira.

Os três são acusados de receberem propinas para beneficiar empresas de marketing esportivo em três contratos: venda de direitos da Copa do Brasil, da Copa Libertadores e da Copa América. Em cada um dos contratos, eles também são acusados de fraude e lavagem de dinheiro. Além da acusação de fazerem parte de uma organização criminosa que atuava fazendo extorsões no mundo do futebol. 

Os réus neste processo já apresentaram suas defesas. Do lado da acusação, são três promotores representantes dos EUA, sendo dois ligados ao FBI.

Os três citados declararam-se inocentes, mas a investigação conduzida pelo governo do FBI já obteve deleção de pelo menos 25 dos 42 investigados neste caso. 

Entre os citados que já foram punidos estão o ex-presidente da federação da Guatemala, Héctor Trujillo, 63, que deverá cumprir oito meses de prisão, e o britânico Costas Takkas, 60s, ex-dirigente da Federação das Ilhas Cayman, condenado a 15 meses de prisão após se dizer culpado de conspiração para lavar US$ 3 milhões (cerca de R$ 9,8 milhões) em propina. Takkas deverá devolver a mesma quantia à União Caribenha de Futebol.

Marin foi preso em maio de 2015 e desde então cumpre prisão domiciliar em Nova York, nos Estados Unidos.

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