A que ponto chegamos: cachorros são flagrados dopados em corrida de trenó nos Estados Unidos

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Dallas Seavey com um de seus cachorros após o título no Iditarod em 2014
Dallas Seavey com um de seus cachorros após o título no Iditarod em 2014 Getty

Não há limites para ser bem-sucedido em uma disputa esportiva. Muito menos em uma na qual as estrelas não são humanos e, sim, cachorros.

Um caso ganhou repercussão nos Estados Unidos com a descoberta de que quatro cães de Dallas Seavey, tetracampeão da tradicional corrida Iditarod (que acontece no Alasca), foram flagrados em exame antidoping na edição deste ano.

De acordo com o New York Times, a substância encontrada nos animais foi Tramadol, opiáceo utilizado como analgésico - ou seja, para aliviar dores.

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Dallas Seavey ficou em segundo na competição de 2017 - perdendo para a equipe de seu pai, Mitch - e não conseguiu o quarto título seguido. Em longo vídeo de 17 minutos, o norte-americano clamou inocência no caso (veja abaixo) e levantou a hipótese de ter sido sabotado.

"Sabotagem é um caso provável. Se não foi outro condutor - e acreditem, eu espero que não -, existem muitas outras pessoas que podem fazer a mesma coisa", falou.


O principal jornal dos EUA ouviu diversas pessoas e competidores envolvidos na Iditarod, e todos acreditam na inocência de Dallas Seavay. Inclusive citam a possibilidade de alguém envolvido com a proteção de animais tê-los dopado (grupos acreditam que os cães são maltratados nessas competições).

A competição acontece em todo mês de março, por cerca de oito dias, com os concorrentes percorrendo mil milhas (1.600 quilômetros) pelo Alasca com a largada em Anchorage, no leste, e a chegada em Nome, no oeste.

Ashley Patterson em treino para corrida de cachorros de 250 milhas
Ashley Patterson em treino para corrida de cachorros de 250 milhas Getty

Os cachorros fazem testes de urina durante o torneio (uma vez em Anchorage, outra em Nome, e algumas vezes nos 13 check-points espalhados pelo estado mais remoto dos Estados Unidos). Nesses pontos de parada, normalmente os cachorros são alimentados, descansam, assim como os condutores.

Quinto colocado na edição de 2017, Jessie Royer faz um alerta ao NY Times: "Você tem que lembrar o quão remota essa corrida é. Se alguém realmente quer fazer algo, eu acredito que eles possam. Normalmente isso não é um problema, pelo menos não no passado".

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