Tite diz que Felipão não respondeu seus chamados e deixa Argentina fora da lista de favoritos da Copa

ESPN.com.br
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Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, o técnico da seleção brasileira, Tite, admitiu que o Brasil chegará à próxima Copa do Mundo como um dos grandes favoritos à conquista do título, principalmente pela ótima campanha realizada nas eliminatórias sul-americanas após a saída de Dunga e à sua chegada. 

"Sim, (a seleção brasileira) é uma das favoritas. Não só pela campanha nas eliminatórias para a Copa, mas também pelo desempenho. A minha exigência é de desempenho, de alta performance. Isso eu controlo e exijo", disse.

"Mas controlar resultado, não faço. Isso oprime, engessa e é desumano. Eu não tenho controle sobre resultado. Tenho sobre desempenho, posso exigir. Jogar bem para vencer", completou.

No entanto, o treinador deixou a Argentina de fora deste seleto grupo de candidatos ao título, colocando outras quatro seleção ao lado do Brasil. Vale lembrar que a Albiceleste se classificou para o Mundial na "bacia das almas", já que começou a última rodada das eliminatórias fora até da zona de repescagem.

"Alemanha, Espanha, França e Bélgica são os melhores", cravou.

Tite também disse que jamais conversou com seus comandados sobre a humilhante goleada por 7 a 1 sofrida na última Copa do Mundo, e que no momento não pensa em levar um psicólogo para trabalhar a cabeça dos jogadores na Copa-2018. 

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"Não conversei (sobre o 7 a 1). Esse impacto foi quando o Dunga assumiu. Quando eu assumi a pressão era outra, era pela classificação do Brasil. Era estar olhando para a tabela, ter um terço de competição rodado e  estar na 6ª colocação. Eu vi preocupação e ansiedade. Os jogadores olhavam para mim e eu me sentia pressionado por eles. Com se dissessem: 'Cara, me diz o que nós temos que fazer?'. No Equador [1º jogo de Tite à frente da seleção] eu me sentia assim, especificamente. Tamanha era a falta de confiança que eles estavam", ressaltou. 

"Eu não presenciei nada (de conversar sobre 7 a 1). Foi desumana a cobrança nos profissionais em 2014. Talvez por ser no Brasil. Tudo que fosse menos que jogar bem e ganhar a competição era pouco. Foi tudo exagerado. Antes, de expectativa; depois, de exigência; e depois, de cobrança. Ela foi desumana, pesada. Para mim, ela passou do ponto", disparou.

"Já trabalhei com profissionais (de psicologia) em clubes. Na seleção, vejo dificuldade pelo curto espaço de tempo. O psicólogo tem que estar inserido dentro da comissão técnica. Tem que sentir o vestiário quando perde, sentir quando ganha, quando o cara está 'puto'. No momento, eu não vi ainda. Não tenho isso fechado", salientou.

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Tite ainda revelou que, assim que assumiu a seleção, tentou conversar com técnicos célebres do passado para iniciar seu trabalho. Zagallo, campeão do mundo em 1958 como jogador e em 1970 como técnico lhe atendeu bem, mesmo com a idade avançada. Já Luiz Felipe Scolari, campeão em 2002, não lhe deu qualquer retorno.

"Sim, todos (os técnicos anteriores que estão vivos) eu procurei. O maior deles é o Zagallo. Fiz umas seis, sete visitas. É um ícone, um visionário. Em 1970, ele enxergava à frente. Fazia marcação por setor. Estar com ele gera tranquilidade", contou.

"Tentei conversar com todos. Com ele (Felipão) não foi possível. Tentei contato por e-mail duas vezes e não obtive resposta, aí vi que não ia ter diálogo e desisti", afirmou - vale lembrar que Scolari e Tite, outrora mentor e aprendiz, romperam relações depois de uma briga que tiveram em 2010, quando comandavam Palmeiras e Corinthians, respectivamente. 

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O atual comandante da seleção só não tentou conversar com Dunga.

"Eu pensei que que não gostaria que houvesse a conversa se eu estivesse no lugar dele. A ferida estava muito aberta ainda, por ter saído (da seleção). Respeitei isso. Tenho um relacionamento profissional com ele. Não tomei a iniciativa", disse.

Por fim, Tite se recusou a dizer se seguirá no Brasil após a Copa-2018.

"Eu procuro não fazer um planejamento a médio e longo prazo. Gostaria de fazer um ciclo inteiro. Gostaria de fazer esse ciclo (de quatro anos). Mas vai depender do trabalho e do resultado", encerrou.

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