Chapecoense barra na Justiça documentário que ela mesma autorizou

ESPN.com.br

A Justiça de Santa Catarina aceitou em caráter de urgência uma ação da Chapecoense para que o documentário "O Milagre de Chapecó", produzido pelo uruguaio Luiz Ara, não seja veiculado nos cinemas - tem data de estreia marcada para 30 de novembro.

Além disso, o clube catarinense busca a rescisão contratual com a empresa Trailer Ltda, que a própria diretoria deu autorização para realizar o filme.

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Na ação, a Chape afirma que em 21 de setembro "contratou serviços de produção de longa-metragem da requerida, tendo objetivado (...) a produção de documentário que priorizasse a exposição, de forma cronológica, do histórico de evolução da Associação Chapecoense de Futebol que precedeu ao acidente aéreo que vitimou sua delegação (...), bem como expor o sentimento de reconstrução que sucedeu a trágica ocorrência".

O clube explicou que pediu à produtora para informar os detalhes do desenvolvimento do filme "além de ter sido condicionada a materialização do documentário à prévia aprovação do plano de filmagens".

No entanto, conforme noticiado na semana passada, uma das viúvas do trágico acidente de 28 de novembro de 2016 na Colômbia assistiu ao trailer do documentário antes de um filme infantil e levou o caso à reunião entre Associação dos Familiares e Amigos das Vítimas do Voo da Chapecoense (AFAV-C).

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A diretoria da Chape foi alertada e já na última sexta-feira protocolou ação judicial por "descumprimento do objeto do referido documentário".

O juiz Marcos Bigolin, da 3ª Vara Civil, afirmou que "aparentemente, não houve aprovação da requerente nem para a realização do plano de filmagem e tampouco para a divulgação do documentário, ou a definição de data de estreia ou veiculação por internet".

"Considero que, em princípio, não foi excluída na avença as referências à tragédia que envolveu a associação e as tantas vítimas. Nada obstante, reconhece-forte forte um possível descumprimento contratual pela demandada. O próprio ajuizamento de ação que visa obtenção de provimento de urgência no sentido de 'bloquear exibição do trailer' e sua disponibilização ao público, confere verossimilhança e plausabilidade aos argumentos".

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Com isso, Marcos Bigolin aceitou a argumentação da Chapecoense, cobrando que a Trailer Ltda "se abstenha de promover a veiculação de materiais publicitários envolvendo o documentário produzido", "seja instada a suspender sua divulgação ou exposição por qualquer meio sob pena de multa diária a qual arbitro no importa de R$ 50 mil, limitado ao importe de R$ 500 mil" e "suspenda-se a estreia do documentário por tempo indeterminado".

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