Lenda olímpica do Brasil, Robert Scheidt se aposenta dos Jogos e não vai a Tóquio 2020

ESPN.com.br

Aos 44 anos, Robert Scheidt se aposenta da vela olímpica e fala sobre futuro

Maior medalhista olímpico da história do esporte brasileiro, Robert Scheidt anunciou neste domingo que não irá aos Jogos de Tóquio em 2020.

Em entrevista à TV Globo, o velejador de 44 anos explicou sua decisão - nesta temporada, ele competiu em uma nova classe, a 49er, ao lado de Gabriel Borges.

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"Uma decisão como essa de não dar sequência à minha carreira olímpica, é uma decisão das mais difíceis que tive que tomar na minha vida, são 25 anos de esporte de alto rendimento. É uma decisão dificílima de tomar, sempre acha que pode mais, teu instinto diz que você quer mais. Então, chegar à uma decisão dessa é sempre dificílimo. Espero poder contribuir da melhor forma para a equipe olímpica, torcer por esse legado, para que esse esporte, que já deu tantas medalhas para o Brasil, continue a ter muito sucesso. E acho que vai ter", falou. 

"Queria continuar a dar sequência, mas chega em um momento no qual você tem que avaliar a sua vida. Tenho dois filhos em casa, quero passar mais tempo com eles. Quando você viaja, sempre perguntam: 'Quando você volta?'. Isso pesou também", disse o multicampeão.

"O volume de treinamento que eu teria que fazer nos próximos dois anos seria muito grande e eu acabei optando por não dar sequência nesse projeto. Para mim sempre foram importantes duas coisas na minha carreira, gostar do que está fazendo e ser competitivo, chegou o momento que eu não estou me sentindo muito competitivo. Um pouco do fator físico pesou, já que pequenas lesões vão minando sua capacidade de volume muito grande de treinamento, que é o que eu precisaria na classe 49. E um barco mais radical, comecei a velejar com 43 anos, não é fácil você se adaptar a um barco já vindo de 20 anos navegando em barcos diferentes", continuou.

Dono de dois ouros (Atlanta 1996 e Atenas 2004, ambas na classe Laser), duas pratas (Sydney 2000 na Laser e Pequim 2008 na Star) e um bronze (Londres 2012 na Star), Scheidt é o grande nome brasileiro nas Olimpíadas ao lado de outro velejador, Torben Grael (dois ouros, uma prata e dois bronzes).

Além disso, ele possui na carreira 12 títulos mundiais na carreira, nove na Laser e três na Star, e foi porta-bandeira do Brasil na Olimpíada de Pequim.

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Sua última participação nos Jogos, assim, fica sendo no Rio de Janeiro em 2016, quando ficou na quarta colocação e não conseguiu o sexto pódio consecutivo. "Aquele quarto lugar deixou um gosto muito amargo na boca", reconheceu.

"O quarto lugar na Olimpíada é um bom resultado, mas ninguém lembra, é aquele 'quase medalha'. Não posso me queixar de nada, foi uma caminhada muito longa, foram 25 anos sonhando com a próxima Olimpíada, tentando sempre subir aquela montanha, chegar lá no alto e tentar um pódio olímpico. Com muito sucesso, foram cinco medalhas olímpicas. Com muito trabalho e muita dedicação, eu consegui chegar lá, realizar meus sonhos dentro do esporte. Cada Olimpíada foi uma história diferente, uma montanha diferente para subir. Esse momento chegou, chegou sem avisar muito, tive que tomar essa decisão. Foi a decisão correta para o momento, mas não me arrependo de nada, não, foi uma trajetória maravilhosa", completou.

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