Amigo de técnico do Paris-Saint Germain, Felipe Melo diz: 'Ele não foi campeão porque é bonitinho, mas porque trabalha muito'

Vladimir Bianchini, do ESPN.com.br

Unai Emery comanda o Paris-Saint Germain
Unai Emery comanda o Paris-Saint Germain Getty Images

Atualmente treinador do Paris-Saint Germain, Unai Emery tem uma relação antiga com jogadores brasileiros. Se hoje enfrenta problemas com Neymar, a situação era completamente diferente em seu primeiro trabalho de destaque na Europa à frente o modesto Almería, da Espanha.

O espanhol comandou o goleiro Diego Alves, atualmente no Flamengo, o lateral Guilherme Santos, hoje no Paysandu, e Felipe Melo. Do volante do Palmeiras, aliás, o técnico virou um grande amigo.

"Para mim foi uma surpresa muito boa. Eu jogava no Racing de Santander e ele fez questão de me levar ao Almería. Até então eu não o conhecia, mas ele tinha feito um excelente trabalho. Ele tinha tirado o time da segunda divisão e conseguido o acesso para a primeira. Eu fui contratado e também chegaram caras como Diego Alves e o Negredo", disse Felipe Melo, ao ESPN.com.br.

A identificação entre o treinador basco e o volante brasileiro foi imediata. Ambos eram obcecados pela parte tática, hiperativos e amantes de Football Manager, jogo virtual que simula a rotina de treinador.

“É um cara voltado para o trabalho. Os times dele fazem muitos gols de bola parada porque ele trabalha muito mesmo. Conhece tudo de tática. É um dos melhores treinadores que trabalhei na minha vida e considero hoje um dos melhores do mundo”, disse.

Felipe Melo e Unai Emery fizeram o clube recém-promovido se destacar na temporada 2007/2008.

Derrotaram o Real Madrid por 2 a 0, superaram o Sevilla e ficaram em oitavo lugar na Liga espanhola. O volante brasileiro marcou sete gols na competição.

Felipe Melo nos tempos de Almería
Felipe Melo nos tempos de Almería Getty

“O trabalho que foi feito foi muito especial. Se eu não estou enganado foi a melhor posição da tabela na história do Campeonato Espanhol. Ganhamos de quase todos os grandes menos o Barcelona, que empatamos.  Vencemos o Real Madrid, Sevilla fora e goleamos o Valencia. Fizemos um excelente campeonato”, recordou.

Com o desempenho, a saída das principais peças no Almería foi inevitável.

“Foi muito bacana porque começamos ater aquele reconhecimento no cenário no futebol espanhol e mundial. Porque fazendo em um clube que estava em ascensão obviamente os grandes clubes europeus começam a te olhar de outra forma. Saindo dali eu fui para a Fiorentina, Juventus e seleção brasileira”, contou.

O treinador foi para o Valencia e depois para o Sevilla, no qual faturou a Liga Europa por três vezes seguidas (2014,2015 e 2016).

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“Ele não foi tricampeão da Uefa porque é bonitinho e tem cabelo liso, não, mas é porque trabalha muito! É um cara muito honesto naquilo que ele faz e verdadeiro. Conversa com os jogadores olhando nos olhos”, elogiou.

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Alguns anos depois, os amigos quase se reencontraram em um clube. No meio de 2015, o treinador tentou contratar Felipe Melo para o Sevilla, mas não conseguiu.  O jogador, que estava no Galatasay, da Turquia, se transferiu para a Inter de Milão.

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