Quando apareceu, técnico do tiroteio Cavani x Neymar definia quem batia penalti

Vladimir Bianchini, do ESPN.com.br

Unai Emery, comanda a equipe do Paris-Saint Germain
Unai Emery, comanda a equipe do Paris-Saint Germain Divulgação/PSG

No centro da polêmica entre Cavani e Neymar, o técnico Unai Emery precisará recorrer à fórmula que utilizou há 10 anos no seu primeiro trabalho de destaque. Ao contrário do que acontece no Paris-Saint Germain, durante as temporadas em que comandou o Almería, da Espanha, ele tinha muito bem definido quem era o cobrador de penalidades da equipe.

"Nosso batedor número um era o [atacante espanhol] Álvaro Negredo. Ele cobrava todos os pênaltis sempre. Caso ele não estivesse em campo, vinha o [meia nigeriano] Kalu Uche e depois pela ordem o Miguel Corona.  Se eu ou alguém que não estivesse na fila quisesse bater, não podia. Isso era muito bem resolvido na nossa equipe", disse o lateral Guilherme Santos, ex-jogador do Almería e atualmente no Paysandu, ao ESPN.com.br.

Dos 14 gols marcados por Negredo naquela competição, três foram de pênalti, incluindo o anotado na vitória por 2 a 0 sobre o poderoso Real Madrid no estádio Mediterráneo, em partida válida pela 22ª rodada do torneio.

Mesmo sendo um time recém-promovido da segunda divisão, o Almería fez uma campanha de destaque: terminou o Campeonato Espanhol na oitava posição com 52 pontos ganhos. Foi a partir dali que o nome de Unai Emery passou a ficar conhecido na Europa, mesmo com apenas 36 anos.

"Ele gosta muito de trabalhar e mudava de tática até mesmo durante os jogos. Nós começávamos com uma formação. Caso não estivesse dando certo, ele fazia um gesto combinado antes com a gente nos treinos. Isso significava que tínhamos que mudar de tática de um 4-4-2 para um 3-5-2, por exemplo. Isso com a bola rolando", recordou Guilherme.

Fissurado pelo jogo de computador "Football Manager," o técnico espanhol é considerado um estudioso do futebol.

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"Unai era muito corajoso e nós jogávamos para frente até mesmo contra os grandes. Era um fã de linhas, falava disso o tempo todo. Não foi à toa que subiu tão rápido na carreira até chegar ao PSG", analisou Guilherme.

Após ficar de 2008 até 2012 no Valencia, o treinador teve uma curta passagem pelo Spartak até chegar ao Sevilla, no qual foi tricampeão da Liga Europa. Em sua última temporada (2015/2016) no time espanhol, o atacante francês Kevin Gameiro era o responsável por cobrar as penalidades.

"Na época, era ele que sempre batia, até porque ele estava muito bem, em um grande momento", lembrou o lateral Mariano, que atualmente defende o Galatasaray.

Ano passado, Emery se transferiu para o Paris-Saint Germain, que tinha Cavani como batedor oficial antes da chegada de Neymar. Após a polêmica entre os jogadores, Guilherme aposta que seu ex-comandante irá tomar uma atitude mais drástica.

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"Conhecendo o Unai como eu o conheço, já que trabalhamos dois anos juntos, ele vai colocar ordem no vestiário em relação à isso. Vai definir o batedor e não será pelo nome, mas pela competência. Ele não diferencia as estrela dos jogadores mais novos. Ele cobra demais para fazer sempre o melhor", falou Guilherme.

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