Ex-diretor do Corinthians culpa administração por má fase da Portuguesa

ESPN.com.br com agência Gazeta Press
Luiz Paulo Rosenberg em apresentação na Portuguesa, em 2015
Luiz Paulo Rosenberg em apresentação na Portuguesa, em 2015 Gazeta Press

Luís Paulo Rosenberg, ex-vice-presidente do Corinthians, surgiu em 2015 como um possível salvador para a Portuguesa, entretanto, sua passagem no clube do Canindé durou pouco e a equipe não seguiu os passos que o executivo tentou plantar. Em entrevista ao site Gazeta Esportiva, o braço direito de Andrés Sanchez lamentou o potencial desperdiçado pela Lusa e culpou a diretoria pela fase vivida pelo Rubro-Verde

“Foi uma pena (o projeto não ter dado certo). Ali tem um potencial enorme de sucesso mercadológico. Existe uma vinculação da torcida muito grande e até uma ligação com raízes históricas e culturais. É uma grande vantagem ter cerca de quatro mil padarias só na cidade de São Paulo dispostas a ajudar a Portuguesa. É um time querido, porque qualquer são paulino, palmeirense, santista e corintiano tem uma quedinha pela Portuguesa, mas ela precisa ter uma solução interna”, comentou.

“Ela tem uma divisão muito grande. Tem pessoas com muita paixão dentro da diretoria, mas ela não consegue ter uma unidade. Veja como exemplo: quando a gente briga no Corinthians, brigamos feio, não é brincadeira, mas nunca colocamos em risco o sucesso do clube. E, infelizmente, depois daquela queda tão absurda, a Lusa nunca mais se conseguiu uma união e isso é pré-condição para qualquer plano de sucesso. Fazer um bom plano de marketing para a Portuguesa eu até faço”, completou Rosenberg, que ainda contou que não assumiria outro grande por causa da sua ligação com o Corinthians, mas que não negou a possibilidade de ir para clubes de médio porte, como o Figueirense, que foi citado por ele.

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O ex-diretor do Timão ainda voltou a destacar que equipes com problemas políticos não conseguem ser vitoriosos e afirmou que a Lusa precisa de um plano bem organizado para conseguir se reerguer.

“Uma coisa que a gente aprende no futebol é que não há como o clube ter problemas políticos e o time ir bem. E a Portuguesa vem mostrando isso há muitos anos. Enquanto não houver união, um projeto de salvação nacional, equacionar bem a questão do estádio e como aquilo pode se reverter em uma fonte de renda permanente para o clube, o time vai sofrer muito”.


Além disso, Luís Paulo Rosenberg comentou o cenário das gestões das equipes no Brasil. Para ele, o Flamengo é “quem dá à luz da modernidade futebolística” e o Atlético-PR é o grande exemplo de clube que vem sendo bem gerido há anos. Ele também vê uma evolução no país inteiro apesar da demora a inconstância para a modernização.

“Acho que não é um movimento (de modernização) contínuo, que vai na direção correta o tempo todo. Mas a tendência tem sido muito boa. Se você examinar, a cada ano mais um time ganha mais lucidez. Se você pega o que é a gestão do Flamengo, o que sempre foi a gestão do Atlético-PR, os gaúchos com muita lucidez, Minas vem melhorando”, declarou. “Acho que mesmo dentro da CBF mudou o padrão de gestão. Tem muito mais profissionalismo hoje do que tinha no passado. É triste quando você pensa na velocidade que isso poderia estar acontecendo, muito maior do que a atual, mas é promissor porque, pelo menos, está indo na direção correta”.

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