'Chuto com as duas': tenista sul-coreano explica uma raridade no tênis, ser ambidestro

Antônio Strini, do ESPN.com.br
Kim Cheong-Eui em foto de 2011, quando começou a golpear também com o braço esquerdo
Kim Cheong-Eui em foto de 2011, quando começou a golpear também com o braço esquerdo Divulgação

Kim Cheong-Eui é um tenista sem grandes feitos na carreira.

O sul-coreano de 27 anos teve como melhor ranking o 296º lugar em junho de 2015 - atualmente é o 409º - e ganhou até hoje em premiação menos de US$ 100 mil, mais precisamente US$ 81.029 (R$ 255 mil).

O jogador, no entanto, se notabilizou nos últimos anos por possuir uma habilidade rara no tênis: ser ambidestro.

Aquilo que no futebol costumou-se a ouvir de "chuto com as duas pernas", Kim Cheong-Eui faz com a raquete - consegue ter um forehand tanto com o braço direito quanto com o esquerdo.

Veja Kim Cheong-Eui, o ambidestro do tênis, em ação com as duas mãos no mesmo ponto

Os vídeos do sul-coreano batendo a chamada "direita" com ambas as mãos viralizaram na internet nas últimas semanas, e o ESPN.com.br conseguiu entrevistar o "fenômeno".

"Comecei a jogar tênis com meu pai quando eu tinha oito anos e comecei a jogar com as duas mãos seis anos atrás", revelou Kim Cheong-Eui à reportagem.

O tenista explicou a razão para golpear com ambas as mãos: "50% para melhorar meu jogo, 50% por causa de uma lesão".

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"Você sabe que no tênis o forehand é melhor do que o backhand: mais força, mais alcance. E eu tive uma pequena lesão no braço direito", explicou. "Eu usava um backhand de duas mãos e queria ter um bom backhand. Então eu tentei praticar o forehand de esquerda e agora eu uso ambos".


O sul-coreano admite que prefere atuar usando o braço direito, mas segue focado em "tornar grande" também seu golpe com o esquerdo. Algo que surpreende os rivais.

"Os jogadores normais ficam surpresos. Nas partidas, eles não gostam de jogar comigo. Alguns jogadores dizem que meu estilo os confundem", revelou.

Kim Cheong-Eui atua nos chamados Challengers, torneios de menor expressão, e voltará às quadras no ITF de Zhangjiagang, na China, em 4 de setembro.

Na história do tênis, são raros os casos de jogadores ambidestros - o francês Nicolas Rosenzweig, ainda em atividade, é um deles.


Há, porém, um ambidestro que superou qualquer barreira: o norte-americano Luke Jensen conquistou o título de duplas em Roland Garros 1993, além de ter sido finalista em duplas mistas tanto no Australian Open quanto no Grand Slam francês em 1996.

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