Pai queria que Balbuena estudasse, mas ele virou jogador, capitão aos 20 e hoje brilha no Corinthians

Antônio Strini, do ESPN.com.br
Balbuena se tornou capitão do Corinthians, pilar da defesa e 'letal' no ataque
Balbuena se tornou capitão do Corinthians, pilar da defesa e 'letal' no ataque Daniel Vorley/ Agif/Gazeta Press

Não há dúvidas: Fabián Balbuena vive, hoje, a melhor fase de sua carreira.

O "General" do Corinthians firmou-se como um dos melhores zagueiros em ação no Brasil - inclusive lidera sua posição no prêmio ESPN Bola de Prata Sportingbet -, é o capitão alvinegro e está se destacando inclusive no ataque, tendo balançado as redes cinco vezes em 2017.

A vocação ofensiva, no entanto, já está com o defensor de 25 anos desde o começo de sua carreira. O ESPN.com.br conversou com o uruguaio Eduardo Rivera Mort, primeiro técnico de Balbuena e que o descobriu na base do Cerro Porteño. Não El Ciclón de Assunção, mas o modesto time de Presidente Franco, município localizado ao lado de Ciudad del Este, na divisa com o Brasil.

À época, o Cerro Porteño-PF militava na segunda divisão paraguaia, e Eduardo Rivera assumiu a equipe em 2010.

 Fabián Balbuena em treino do Cerro Porteño de Presidente Franco
Fabián Balbuena em treino do Cerro Porteño de Presidente Franco paraguay.com

"Nosso objetivo era subir o time à primeira divisão e conseguimos. Eu o subi para o profissional com 18 anos, e ele não só foi titular em nossa campanha como também era o capitão", relembrou Eduardo Rivera, hoje técnico do Deportivo Minga Guazú, do terceiro nível do futebol local.

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Ele conta que para efetivar Balbuena no profissional precisou dobrar o pai do zagueiro. "Antes de subi-lo, tive a oportunidade de falar com seu pai, que queria que ele estudasse, mas eu conversei e expliquei que em dois anos Balbuena seria profissional", afirmou o treinador.

Em 2011, o Cerro Porteño-PF conseguiu o feito de chegar à elite paraguaia com Balbuena, então com 20 anos, como um "verdadeiro líder", nas palavras do antigo técnico.

"Ele tem muita personalidade, grande qualidade. É um verdadeiro líder, tem bom trato com os companheiros, é um jogador muito disciplinado", conta.

Eduardo Rivera, então, relembra que o zagueiro de 1,90m também foi destaque no ataque do Cerro-PF. "Já era característica dele, não só defender como também atacar. Ele fez sete gols na campanha em que subimos para a primeira divisão", afirmou.

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O uruguaio de 66 anos fala com carinho do ex-pupilo, com quem mantém contato até hoje.

"É um filho adotivo, não só esportivamente, mas também como pessoa. É um grande exemplo. Depois do jogo (contra o Patriotas, na última quarta-feira), enviei minhas felicitações pela vitória e pelo gol no Corinthians", disse.

Rivera, por sinal, tem um aliado para saber como está o desempenho de Balbuena por aqui: "Tenho um treinador de goleiros que é fanático pelo Corinthians e me mostra tudo o que é possível dos jogos do Corinthians. Ele é brasiguaio, de Pedro Juan Caballero".

Após uma briga com a diretoria, Fabián Balbuena deixou o Cerro Porteño-PF e foi para o Rubio Ñú, onde atuou por apenas seis meses, no Apertura paraguaio de 2013. O principal dirigente lá é um nome que traz excelentes lembranças aos corintianos: Carlos Gamarra, um dos maiores jogadores da história do clube. 

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À reportagem, o ex-zagueiro elogiou a passagem breve do compatriota no pequeno time. "Foi muito boa. Jogador sério, forte nas bolas aéreas, sempre foi um jogador dedicado. É uma coisa que atualmente no futebol moderno é exigência, tem que ter altura", analisou.

Para Gamarra, uma coisa foi fundamental na rápida adaptação de Fabián Balbuena ao Corinthians: "Ele cresceu muito, ajudou muito que ele já falava português, e fala muito bem".

 Depois do Rubio Ñú, o defensor passou por Nacional e Libertad antes de chegar ao clube de Parque São Jorge em 2016.

Campeão brasileiro em 1998 pelo Corinthians, Gamarra acredita que Balbuena seja, hoje, o melhor zagueiro paraguaio. Mas ainda vê uma coisa faltando para que ele deslanche de vez.

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"Eu acho que sim, tem vários que jogam bem, mas ele ainda precisa se confirmar aqui no Paraguai. Está esperando essa chance (na seleção), mas se destacando no Corinthians, daí ele logo vai ter a chance de ser titular e se destacar também na seleção. Só depende dele", garantiu.

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