Para Hulk, casos de racismo não ocorrerão no Mundial

Gazeta Press

Atualmente Hulk joga no futebol chinês
Atualmente Hulk joga no futebol chinês VCG/VCG via Getty Images

Há dois anos, o brasileiro Hulk denunciou que estava sofrendo frequentes casos de racismo na Rússia, onde atuava pelo Zenit. Na época, relatou que, a cada partida, ouvia imitações de macaco vindas da torcida adversária. 

Neste ano, voltou ao país para acompanhar a Copa das Confederações. Em entrevista ao canal de televisão norte-americano CNN, ele conta sua percepção sobre esse problema, afirmando que não ocorreu na Copa das Confederações, assim como não ocorrerá no Mundial de 2018.

“Tenho certeza que não acontece mais. Não aconteceu em nenhum momento na Copa das Confederações e tenho certeza que no Mundial também não vai acontecer”, disse. 


Ainda de acordo com o atleta, os casos de racismo aconteceram principalmente no seu primeiro ano no país. Mas, com o tempo, o ambiente foi melhorando. 

“Fui me adaptando ao futebol russo. O pessoal russo foi me abraçando mais, e um ano antes de eu sair do Zenit, já não existia mais isso”, contou.

Quando perguntado se ele atribui as ocorrências à ignorância e falta de educação ou à maldade, Hulk acredita que as provocações tinham o intuito de distraí-lo.

“Quando acontece uma vez, duas vezes, você pensa: ‘ah querem desconcentrar’. Mas a partir da terceira, quarta vez, começa a ser um pouco de maldade”, declarou. O jogador também acredita que o crescimento do futebol no local, o respeito aos jogadores passou a aumentar. 

Sobre perdoar aqueles que o insultaram, Hulk disse que não guarda rancor. 

“Eu prestava muita atenção nisso e me desconcentrava do jogo. Ficava muito triste, principalmente por dentro. Com o passar do tempo, depois que aconteceu diversas vezes, eu comecei a relaxar. Tanto que quando a torcida começava com ato de racismo, imitar o som do macaco, eu mandava beijos para a torcida”, finalizou.

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Hoje no Shangai SIPG, da China, o jogador afirma ainda que o futebol vem crescendo bastante no país, e espera que a Copa do Mundo de 2018 fique na história.

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