Baladas, famosos, tapetes vermelhos e até F-1: como Lewis Hamilton está curtindo a vida adoidado

Sempre acelerando

 

Rihanna na praia. Drake na balada. Kendall Jenner ao seu lado. Lewis Hamilton, dominante piloto da F-1, está curtindo a vida adoidado.

Por 
Wayne Drehs*

 

Lewis Hamilton é o 84º no ESPN World Fame, o ranking com os 100 atletas mais famosos do mundo. A reportagem faz parte da "ESPN The Magazine", veiculada em 12 de junho de 2017.

 

TRINTA E SEIS HORAS depois da sua corrida mais sombria da jovem temporada da Fórmula 1, Lewis Hamilton tem um problema. Ele voou de Sochi, da Rússia, para Nova Iorque, nos EUA, e precisa deixar seu quarto de hotel nos próximos 20 minutos para o mais seleto evento social de celebridades, o Met Gala. Mas ele não está pronto.

O problema de Hamilton não é o smoking de veludo verde, perfeitamente sob medida, oferecido pela Dolce & Gabbana. Não é a discreta gravata borboleta preta apertada sobre a gola, para que não fique torta em nenhuma foto no tapete vermelho. E com certeza não é o chamativo mocassim, preto e dourado, que ele está usando sem meias. É o seu cabelo.

A sua habitual estilista de 32 anos acabou de ter um bebê, então há alguém novo responsável pela cabeça de Hamilton. Mas ao invés dos cachinhos que ele prefere, o resultado final ficou com cachos mais soltos. E quando Hamilton vê algo novo que não lhe agrada, ele não deixa passar. O seu jeito perfeccionista é a razão pela qual seus amigos o chamam de Falcão; ele vê coisas que ninguém vê, seja uma abertura estreita para fazer uma ultrapassagem na pista ou um único fio fora do lugar durante uma sessão de fotos. E numa noite como esta, que a aparência é o mais importante, um cabelo ruim é simplesmente inaceitável.

Há cinco anos, isso não teria sido um problema. A antiga equipe da Fórmula 1 de Hamilton, a McLaren, o teria desencorajado a atravessar o Atlântico para um evento tão visado pelos tabloides. O pai de Lewis, Anthony, que já foi seu empresário, também não teria aprovado. “Era muito restritivo”, afirma Hamilton agora. Mas em 2010, ele demitiu seu pai. Em 2012, Hamilton saiu da McLaren e foi para a Mercedes. Agora ele celebra a Páscoa com Kim Kardashian e Kanye West, vai a festas com Rihanna em Barbados e é figurinha carimbada nas primeiras fileiras dos maiores desfiles de moda do mundo.

Mais liberdade trouxe mais bandeiras quadriculadas, com Hamilton vencendo seu segundo e terceiro campeonatos em 2014 e 2015 e terminando em segundo lugar no ano passado. Com cinco corridas na temporada de 2017 e indo para Mônaco, ele ficou novamente em segundo lugar, com seis pontos atrás de Sebastian Vettel, da Ferrari.

O sucesso na pista e o elevado status de celebridade vieram assim que Hamilton entrou na fase final da sua carreira automobilística, o que levou a um pensamento (que já fora absurdo): será que Lewis Hamilton conseguirá se tornar não apenas o maior piloto de F-1 da sua geração, mas também uma das maiores celebridades, em geral, do mundo?

No momento, o Met Gala, com entradas a US$ 30 mil e uma lista de convidados exclusivíssima, contando com nomes como Taylor Swift, Beyoncé e Jay Z, o aguarda. Hamilton manda uma mensagem de texto para sua estilista de moda e os reforços chegam em minutos. Há água, um pouco de mousse e um toque de spray de cabelo. Os cachos são remodelados, um a um. Depois do hidratante, do perfume e um rápido corte de unhas, Hamilton dá o aval. Hora de ir.

“Isso não é diversão”, afirma Hamilton. “São negócios. Tudo faz parte do controle.”

 
 

 

 

Com o cabelo, enfim, arrumado, Lewis Hamilton chegava ao Met Gala 2017, em Nova York, usando um smoking verde de veludo da Dolce & Gabbana - Foto: Taylor Hill/FILMMAGIC

 

 


 
 

PARA A MAIORIA DOS pilotos de F-1, a rotina pós-corrida é simples: Vá para casa, coma, durma, descanse, repita. “Eles acordam e respiram corrida”, afirma Hamilton. “Mas não se trata só disso. Você tem que se diverter.”

Hamilton, o esportista mais rico da Inglaterra, que vale cerca de US$ 250 milhões, encontra diversão sem culpa em carros milionários, um jato particular vermelho cereja e casas em Monte Carlo e no Colorado. Ele vive com uma mala 300 dias por ano, viajando aqui e ali para o último evento de tapete vermelho. Enquanto outros pilotos fazem de tudo para agradar a elite da F-1, Hamilton segue seu próprio plano. Há selfies sem camisa e mostrando seu abdômen trincado no Instagram. É o seu logotipo pessoal, à la Jordan, Tiger ou Messi. Ele namorou Nicole Scherzinger, do grupo Pussycat Dolls. E é perfeitamente normal ser visto com Beyoncé, Bieber ou uma Kardashian no pódio da F-1, torcendo pelo seu carro nº 44 da Mercedes.

No ano passado, a F-1 o instruiu a não usar o Snapchat na pista. Ele usou mesmo assim, usando filtros de coelho e raposa em si e em outro piloto. Não caiu muito bem para a mídia britânica, e Hamilton saiu da coletiva de imprensa após sugerir que todos pegassem mais leve. Você também não faz amigos ao vencer 33 vezes nas últimas quatro temporadas enquanto outros pilotos ativos venceram 11, no total.

Na última corrida de 2016, seu companheiro de equipe, Nico Rosberg, precisava terminar em terceiro para vencer o campeonato. Hamilton liderou, mas com Rosberg em segundo, ele desafiou a Mercedes e reduziu a velocidade para deixar que os outros pilotos pudessem competir com ele. A sua aposta não funcionou. Hamilton ganhou a corrida, e Rosberg, o título. “Eu gosto de sorrir, dar risada e me divertir”, afirma. “Tendo dito isso, eu sou teimoso? Lógico que sim, p***. Eu odeio perder? Lógico que sim, p***. As pessoas dizem que terminei em segundo e eu deveria ficar feliz com isso? Não, p***! Eu treinei muito para ser o primeiro. Não o segundo, o primeiro. E, às vezes, se esquecem disso.”

“Ele não é julgado com base no que faz, mas nas expectativas das pessoas do que ele deveria fazer”, afirma o diretor de comunicações da Mercedes, Bradley Lord. “Ele é uma peça quadrada tentando se encaixar no buraco redondo. Quando ele desiste e diz que não se importa mais em se encaixar no buraco, isso irrita as pessoas.”

Dois dias depois do Met Gala, no porão de uma academia de muay thai em Nova Iorque, Hamilton está deitado na lona azul de um ringue de boxe, olhando para o teto enquanto o suor desce pelas bochechas. Ele está na metade do treino de 90 minutos de artes marciais. “Aparentemente, minha frequência cardíaca tem um limite”, diz, rindo.

Durante sua série de 200 abdominais, um grupo de crianças aparece para o karatê depois da escola. Este era ele em Stevenage, na Inglaterra, nos anos 1990: o garoto tímido que sofria bullying na escola e que pediu ao seu pai para entrar no karatê. Hamilton chegou à faixa preta antes de se dedicar à corrida. “Gostaria de nunca ter parado”, afirma. “Era ótimo para a mente e para o corpo.”

Muay thai é a mesma coisa. Ele constrói a resistência mental e fortalece seu abdômen sem adicionar músculos. Ele se dedicou a perder peso nos últimos anos (mais uma vantagem). Hoje, são 100 flexões de articulações, pular cordas com pesos de 9 kg e 10 minutos de chutes com o joelho e a canela no saco de pancadas. Quando ele finalmente sobe no ringue para lutar, ele está esgotado.

Na mesma hora, do outro lado do Atlântico, a equipe da Mercedes de Hamilton está na oficina, na Inglaterra, fazendo um upgrade em seu carro que será levado a Barcelona para o Grande Prêmio da Espanha. Todos querem evitar um desastre, como em Sochi, em que Hamilton terminou em quarto lugar, 36 segundos atrás do vencedor, o colega de equipe da Mercedes, Valtteri Bottas.

Para Hamilton, o segredo é se afastar. Nas duas semanas de folga entre as corridas, ele irá voar de Sochi para Nova Iorque, para Los Angeles, para Londres e, finalmente, para Barcelona. A sua equipe o encoraja ativamente. “No momento em que você o coloca numa caixa e tenta espremê-lo em um quadro de obrigações, o seu desempenho irá sofrer”, afirma o chefe da F-1 da Mercedes, Toto Wolff. “Foi isso que aconteceu na McLaren. Como ele está preparado, ele quer se libertar. O nosso objetivo é ajudá-lo a ter um bom desempenho.”

 
 

 

 

Hamilton é o mais popular e o mais impopular do "circo" da F-1. Muitos o amam, muitos o odeiam, um ou outro é indiferente - Foto: David Ramos/Getty

 

 


 
 

NA TARDE ENSOLARADA de quinta-feira, antes do Grande Prêmio da Espanha, próximo a Barcelona, um rebanho de fãs se espreme nas arquibancadas, pressionado contra uma barreira de metal, com braços e varas de selfie totalmente estendidos. Em um período de 20 minutos, Hamilton assina seu nome mais de 150 vezes. Ele posa para mais de 30 selfies. Em cada passo em direção à garagem da Mercedes, alguém está esperando: fãs, paramédicos, voluntários, seguranças e até jornalistas. Eles caminham ao lado de Hamilton, colocam suas câmeras em seu rosto, se curvam e batem a foto. É a mesma coisa em toda corrida, 20 vezes no ano. Há alguns anos em Austin, uma mulher desmaiou depois de conhecer Hamilton.

“Não entendo”, afirma Hamilton. “Quando as pessoas me conhecem e ficam fascinadas comigo, eu acho estranho. É claro que já conheci pessoas que admirava, como Nelson Mandela, mas não ao ponto de gritar ou desmaiar.”

Uma hora depois da sessão de autógrafos, Hamilton e outros pilotos da F-1 voltam à pista, posando para uma foto com um grupo de crianças antes de uma corrida de go-kart. Para a maioria dos pilotos, é uma rápida foto e um "oi e tchau". Hamilton fica quase 30 minutos gravando vídeos em seu celular enquanto cumprimenta cada uma das crianças. Um dos garotos que estava andando tropeçou nos pés de Hamilton. O piloto esticou o braço e pegou a criança. Quando os carros do go-kart saem, o cheiro de gasolina invade o ar. “Eu sinto falta deste cheiro”, afirma Hamilton.

A sua história começou no kart, com Anthony Hamilton trabalhando em vários empregos, esvaziando suas economias e hipotecando a casa pela segunda vez para ajudar o filho a perseguir seus sonhos da F-1. É uma história que Hamilton afirma que se espelha na história da equipe de bobsled jamaicana e no filme Jamaica Abaixo de Zero.

“Quando eles saem do maldito bobsled e todos param e falam ‘Que diabos?’ Eu juro que quando o meu pai e eu chegamos, todos pararam e olharam para nós daquele jeito”, afirma Hamilton. “E quando o meu pai tinha que sair à procura de patrocinadores e perguntar às pessoas se gostariam de patrocinar o primeiro piloto negro da F-1, eu não tenho certeza se elas riam como em Jamaica Abaixo de Zero, mas certamente poucas pessoas nos apoiavam”.

Aqueles foram os últimos dias de vida normal. Aos 13 anos, Hamilton fazia parte do programa de desenvolvimento de jovens pilotos da McLaren. Aos 22 anos, Hamilton participou da sua primeira corrida de F-1. Ele venceu quatro corridas como novato, terminando em segundo lugar geral. Depois, continuou e venceu mais cinco vezes e conquistou seu primeiro campeonato em 2008.

Mas por dentro ele se sentia um robô. Hamilton afirma que a McLaren e seu pai lhe instruíam em tudo, desde o que vestir até o que dizer. Ele nem tinha controle sobre sua conta bancária. “Eu venci corridas, mas tinha um sentimento de estar preso. Como quando você está velho o suficiente para seguir em frente, mas ainda mora na casa dos pais e se sente preso”, afirma.

Foi por isso que ele decidiu deixar a McLaren e não trabalhar mais com o seu pai, uma decisão que, segundo ele, foi uma das mais difíceis da sua vida.

“Foi como meu último degrau de independência como um homem”, afirma. “A Mercedes queria crescer. Eu fui muito direto com eles: ‘Este sou eu. Este é quem vocês estão comprando’. E eles já sabiam disso. Eles aceitaram.”

 
 

 

 

Sempre que possível, Hamilton gosta de levar seus buldogues, Roscoe (na foto acima) e Coco, para as corridas - e eles são celebridades na F-1 - Foto: Mark Thompson/Getty

 

 


 
 

NA QUINTA-FEIRA À NOITE, três dias antes do Grande Prêmio da Espanha, a suíte de hospitalidade se esvaziou quase que por completo, com exceção de Hamilton e seu fiel companheiro, um bulldog chamado Roscoe. No mesmo piso de madeira em que o chefe da Mercedes estaria nas próximas 48 horas, Roscoe persegue uma garrafa de água de plástico vazia, trombando em uma fileira de cadeiras. Hamilton ri. Ele tem dois bulldogs que o acompanham sempre que possível.

“[Os cães] não se importam se você ganha ou perde”, diz. “Eles são muito puros. No meu mundo, todos sempre sorriem. Você não sabe quem faz isso com sinceridade. Com eles, você não tem dúvida.”

Após um calmo jantar de salmão grelhado, Hamilton pega o seu celular. Quando as mãos de Hamilton não estão na direção, estão quase sempre segurando o celular. Hamilton aponta para a sua foto de fundo de tela, o retrato de uma bela mulher.

“Esta é a minha titia”, afirma. “Ela está comigo todos os dias.”

Hamilton explica que a sua tia Diane faleceu há cinco anos, após uma breve batalha contra o câncer. Um dia antes de morrer, ela disse ao seu sobrinho que não acreditava que o seu tempo estava acabando. Havia tantas coisas que ela queria fazer. “Ela me fez prometer não perder mais tempo, a viver cada dia como se fosse o último. E eu absorvi aquela lição como nunca havia feito na vida”, afirma.

No trabalho diário de Hamilton, o seu mundo voa a 322 km/h. Por mais impossível que pareça, ele tenta manter o mesmo ritmo da pista. “Ninguém chega ao fim e deseja ter mais dinheiro”, afirma. “Quando chegar a minha hora, eu quero poder dizer, ‘C***, minha vida foi boa. Eu fiz tudo o que podia’. Isso significa que, quando estiver aqui, eu quero fazer m***.”

Isso significa dominar a pista nos domingos, sem se importar com os concorrentes. Isso significa praticar sandboard nos Emirados Árabes Unidos ou travar uma batalha de cócegas com a sua sobrinha e seu sobrinho. Ou se gabar sobre o Met Gala. Hamilton diz que são negócios, mas parece diversão. Então por que o homem que luta por uma vida livre de julgamentos e que aprecia a companhia incondicional dos cães está normalmente em um dos lugares mais supérfluos do mundo: o tapete vermelho?

“Eu não posso realmente dizer que tenho amigos ali. Eu tenho conhecidos, mas eu poderia ligar para eles se tudo neste mundo desmoronasse? Claro que não”, afirma. “Nenhuma das pessoas que eu lembre estaria lá para mim. Estes são meus garotos no bobsled. Eles são a minha família.”

No seu ponto de vista, Hamilton está construindo relacionamentos no mundo do entretenimento para cimentar a base da sua vida pós-corridas, a qual ele diz que chegará entre cinco e 10 anos. Ele já gravou várias músicas de hip-hop que não foram publicamente lançadas, mas que compartilhou com amigos próximos, como Drake, Kanye e Pharrell. A empresa que cuida da sua RP, a Purple, também representa Adele e Alicia Keys.

“Eu não permito que isso seja tudo ou nada da minha vida”, afirma Hamilton. “Há mais para mim. Este é o meu hobby. Há outras coisas nas quais eu sou bom e tenho interesse. Quando eu parar, isso será apenas o próximo capítulo. Mas para fazer essas coisas, eu preciso transpassar estes muros. Da mesma maneira que fico animado em correr aos domingos e estar na Fórmula 1, eu também fico animado com o futuro.”

 
 

 

 

Hamilton sabe que ele não estaria onde está hoje sem os sacrifícios de seu pai, Anthony. Por isso, demiti-lo como seu empresário, em 2010, foi a decisão mais difícil de sua carreira - Foto: Mark Thompson/Getty

 

 


 
 

ANTES DE ENTRAR NO SEU carro para ir até a pista na manhã da corrida, Hamilton se ajoelha e acaricia o focinho de Roscoe. “Vejo você mais tarde, amigo”, afirma. Ter conquistado a pole no GP da Espanha por um vigésimo de segundo no dia anterior lhe deu uma enorme vantagem em uma corrida cujas ultrapassagens são difíceis. Mas no início da corrida, Hamilton gira seus pneus. Antes da primeira curva, a Ferrari vermelha de Vettel o ultrapassa.

Depois de uma troca de pneus, na volta 38, Vettel sai dos boxes enquanto Hamilton voa na reta. Lado a lado, os dois carros roncam para fazer a primeira curva, com os dois pilotos se recusando a ceder um centímetro sequer. A Mercedes prata de Hamilton desliza um pouco para fora da pista. A garagem da Ferrari se anima. Mas Hamilton sabe que correr com pneus mais macios e rápidos tem sua vantagem. Pelas próximas sete voltas, Hamilton magnetiza o seu carro ao de Vettel. Na primeira curva da volta 44, Hamilton vê uma abertura. Ele ultrapassa. Não há nada que o alemão possa fazer. Hamilton assume a liderança.

Pelos próximos 30 minutos, a equipe de Hamilton senta na garagem, monitorando tudo com nervosismo, desde o desgaste do pneu até a temperatura do motor. Tudo parece perfeito. Vettel não tem chances. Hamilton artisticamente pinta seu carro em torno da pista ensolarada nas próximas 22 voltas. Ele recebe a bandeirada, sua 55ª vitória na F-1, com o segundo melhor tempo da história, ficando atrás de Michael Schumacher, em 1991. Hamilton estaciona seu carro e pula para frente, socando o ar. Ele corre para as arquibancadas, onde o jogador de futebol alemão Mats Hummels, o ator James Marsden e sua namorada e a cantora britânica Edei estão aplaudindo. É uma presença modesta de celebridade para Hamilton, mas é o esperado, com a proximidade de Mônaco no calendário.

Nas próximas duas horas e meia, Hamilton não para. São quase 90 minutos de entrevistas, que não começam até que Hamilton use o espelhado de seus óculos para ter certeza que o boné está em ordem e seu rosto não está com suor. Depois de trocar de roupa, há mais fotos e a guerra de champanhe de praxe com a sua equipe. Finalmente, ele se retira para a suíte da Mercedes. Alguém traz uma bandeja cheia de coquetéis especiais de vodca e a nova bebida energética Monster, sabor uva, que Hamilton ajudou a criar. Marsden fica maravilhado com a maestria com que a bebida disfarça a vodca. Hamilton limita-se a um gole, mas ele também fica espantado.

“Que loucura”, afirma Hamilton. “Sério, quanta vodca você colocou aqui? Isso pode realmente te f***.”

Este é o ápice da loucura da festa. Um dia antes, havia planos de ir para Londres, depois Nova Iorque por um dia e então voltar para Londres antes de voltar para casa, em Mônaco. Mas Hamilton está exausto. Ele não se lembra da última vez que uma corrida o desgastou tanto. Há relatos de que ele perdeu pouco mais de 2 kg durante a corrida. O homem que jurou que sua energia era infinita, de alguma forma, esvaziou seu tanque. Ele só quer ir para casa, para o seu sofá e sua cama. Quando chegar lá, ele vai fazer uma caminhada com Roscoe na praia. Vai pedir comida do seu restaurante favorito de sushi. E assistir a um filme.

“Sem festas hoje”, afirma. “É isso. Vou para casa. Vou dormir por dois dias. E depois irei me preparar para Mônaco. Aquilo sim será uma festa.”

 
 

 

 

O amfAR Gala, em Cannes, na França, reúne anualmente, em maio, celebridades no tapete vermelho, e Hamilton comparece todos os anos. Na foto, ele está ao lado do ator Chris Zylka, à esquerda, e de Paris Hilton - Foto: Gisela Schober/Getty

 

 


 

Mesmo antes de conquistar o seu primeiro título mundial de F1, em 2008, Hamilton já transitava no mundo das celebridades, como o jantar com o músico e produtor Sean "Puffy" Combs - Foto: Dave M. Benett/Getty

 

 


 

Antes de todas as corridas do calendário da F-1, celebridades fazem sua visita a Hamilton. Na Austrália, no ano passado, foi a vez da cantora Kelly Rowland com seu filho, Titan - foto: Paul Ripke

 

 


 

Astro do mundo musical, Pharrell Williams é uma das poucas pessoas no planeta que ouviur a canção que Hamilton escreveu e produziu - Foto: Dave M. Benett/Getty

 

 


 

Depois de conquistar a vitória no GP de Monaco em 2016, Hamilton dividiu a garrafa de champanhe dada ao vencedor com Justin Bieber - Foto: Pascal Le Segretain/Getty

 

 

 
   

*Wayne Drehs Drehs is a senior writer for ESPN. Edição de Ricardo Zanei. O conteúdo original, em inglês, pode ser acessado em "Wheels Up And Hammer Down".

 
 

 


 

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