Promessa da seleção sub-20 explica por que 'preferiu' Lille a Fla e Palmeiras: 'Coisas boas virão com Bielsa'

Marcus Alves e Vladimir Bianchini, para o ESPN.com.br
Divulgação
Gabriel
Zagueiro Gabriel Magalhães chegou nesta temporada ao Lille, da França

Em 22 de janeiro, a seleção brasileira sub-20 entrou em campo para enfrentar o Paraguai, pela terceira rodada do Sul-Americano da categoria, disputado no Equador.

Pouco antes do pontapé inicial, o celular do titular Gabriel virou. O destino 'sorria' para ele.

"Quando eu estava lá na partida, eu recebi a notícia que iria depois da competição me apresentar na França para resolver a situação", conta.

O então zagueiro do Avaí havia sido negociado com o Lille por 3 milhões de euros (ao redor de R$ 10 milhões, de acordo com a cotação da época). O assédio durante a competição era comum: Richarlison, David Neres, Lyanco, Caíque e outros receberam também investidas de europeus. Gabriel foi o primeiro, no entanto, a resolver o seu futuro e selar a sua ida para o exterior.

Na ocasião, o presidente dos catarinenses, Francisco Battistotti, ligou ao então coordenador de base da CBF, Erasmo Damiani, pedindo os documentos do atleta para formalizar a transferência.

Revelação dos avaianos, o jovem jogador de 19 anos havia sido procurado por Palmeiras e Flamengo ao longo da última temporada.

"Eu fiquei sabendo que o Palmeiras e Flamengo mostraram interesse em mim. Não fui além porque quando parece coisas assim eu procuro não ficar indo atrás, deixo acontecer e meu agente Bruno Balssimelli, da Unique Sports, cuidar disso. É melhor para não perder o foco dentro de campo", afirma ao ESPN.com.br.

"O que pesou foi que o Palmeiras e o Flamengo não chegaram com propostas concretas. O Lille chegou com uma proposta clara com valores e como iriam fazer. Pesou isso e o fato do Lille ser um clube da Europa, que era o meu sonho na carreira. Era meu grande objetivo. Claro que seria ótimo ter jogado uma Série A do Brasileiro por esses clubes, mas a Ligue 1 é um campeonato muito diferente do Brasil. Está sendo muito bom e estou aprendendo muitas coisas aqui", completa.

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Em seu novo clube, Gabriel, que desembarcou no início do semestre, terá a chance de trabalhar com o argentino Marcelo Bielsa a partir da próxima temporada.

Não dá para esconder a ansiedade.

"Agora teremos o Bielsa como treinador, gera uma expectativa ainda maior. Creio que outras coisas irão mudar para o Lille crescer ainda mais. Coisas boas virão, com certeza. É um excelente treinador, referência de muita gente, que irá nos ajudar muito. Eu acho que também vou aprender muitas coisas com ele, principalmente na parte tática", analisa.

Com novo proprietário, o Lille tenta repetir o mesmo modelo de sucesso do Monaco.

O clube tem o português Luis Campos, que passou pelos monegascos, como chefe de captação e indicou o ex-vice-presidente do Barcelona, Marc Ingla, como novo diretor de futebol.

Ao lado do empresário brasileiro Giuliano Bertolucci, ele foi o responsável por 'varrer' o Brasil atrás de reforços: Vitor Bueno, do Santos, e Luiz Araújo, do Sâo Paulo, foram sondados. Podem ser alternativas na próxima janela de transferências e fazer companhia a Gabriel.

"Eu vou começar as aulas de francês para me adaptar o mais rápido possível. Às vezes tenho dificuldade na comunicação, mas algumas coisas eu já entendo. Me viro com o tradutor para alguma emergência ou pedir algo. Eu vim com meus pais para me ajudarem e ficarem comigo", revela.

Reprodução/Instagram
O zagueiro Gabriel, do Avaí, ao lado do santista Thiago Maia (esq.)
Gabriel ao lado do santista Thiago Maia (esq.)

Para driblar o idioma francês, ele conta com o auxílio do português Eder.

"Não tinha nenhum brasileiro para conversar, mas peguei muita amizade com o Eder, atacante português que fez o gol do título da Eurocopa de 2016. Ele é um cara fora de série, uma humildade gigantesca. Ele me ajuda demais dentro e fora de campo com a questão do idioma", diz.

"Me ajuda nos treinos e está sempre me aconselhando. Ele fala com todo mundo e tem um respeito gigantesco. Mesmo sendo nosso jogador mais famoso, ele brinca com todos e corre muito. Não tem essas de ‘ah, eu jogo ao lado do Cristiano Ronaldo e tal'. Nada disso. É um cara parceiro que se propôs a me ajudar. Já postamos fotos juntos no Instagram e até brinquei com ele. Ele tem curiosidade de saber como é o futebol brasileiro, já me perguntou algumas vezes", acrescenta.

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Em fase de transição, Gabriel aposta em rápida adaptação.

"Eu fiz umas partidas pela equipe B e fiz minha estreia pelo time principal contra o Guingamp. A minha estreia foi muito boa. Creio que muitas coisas boas virão. Quero me firmar aqui no Lille, quem sabe disputar grandes competições como Champions league e Liga Europa em um futuro próximo", conclui.

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