BPL: Do celular para a tela da ESPN, entenda o competitivo de 'Clash Royale'

Roque Marques/ESPN.com.br
James Cao/ESWC
Clash Royale foi uma das atrações na ESWC, uma das maiores feiras de games do mundo, no ano passado
Clash Royale foi uma das atrações na ESWC, uma das maiores feiras de games do mundo, no ano passado

O crescimento constante dos eSports não está restrito aos computadores ou aos videogames. As disputas invadiram também os celulares e tablets, e Clash Royale, atração da ESL Brasil Premier League que está sendo transmitida pelos canais ESPN, é um exemplo disso.

O jogo da finlandesa Supercell é derivado de outro sucesso de público, o Clash of Clans, e fará sua estreia na BPL e na tela da ESPN+ nesta quinta-feira (23), às 18h30. A competição reunirá os oito principais competidores do Brasil em sete semanas de ação para a primeira fase da competição. Os quatro melhores avançam para a fase final.

Em conversa com a ESPN, Caue "CaueMP" Mariano Peres, do canal Well Played, e Lucas Felix, do site Clash Dicas, contaram como funcionam as partidas e o cenário competitivo do jogo, que em pouco mais de um ano já virou febre mundial.

Como funcionam as partidas?

As partidas são sempre no um contra um e o objetivo é destruir as torres adversárias. Cada confronto tem 3 minutos de duração, que pode se estender em uma morte súbita de no máximo outros 3 minutos. Se ninguém conseguir destruir uma torre, é decretado o empate.

Para conseguir cumprir o objetivo, os jogadores têm acesso a um deck de 8 cartas, e 4 delas vêm aleatoriamente na mão. Não há turnos para fazer as jogadas, mas a existência do elixir, que funciona como a mana, impede que os competidores simplesmente joguem várias cartas na arena.

"Funciona diferente, mas eu gosto de comparar com o League of Legends. Tem como objetivo básico levar as torres do inimigo", afirmou CaueMP. "Quem jogou Clash of Clans tem mais ou menos uma base do jogo", completou Lucas.

Montagem dos decks

Segundo a dupla, a montagem dos decks varia bastante no estilo de jogo, mas elas partem de duas estratégias: a "pesada", onde os jogadores usam cartas com maior custo de elixir, e a "rápida", onde as de menor elixir são aposta principal, permitindo um maior número de jogadas.

CaueMP contou que o meta game é bastante influenciado pelos líderes do ranking global, mas, nos torneios, a aposta é em explorar as fraquezas da estratégia adversária. "Os jogadores de torneio se baseiam muito no jogador que está em alta, se preparam para os deck dos adversários", afirmou.

"Você tem uma noção nas escolhas do adversário e, durante a partida, faz uma leitura. Você vê as primeiras cartas que ele utiliza, compara com a do meta atual e consegue ter uma ideia de quais serão as outras cartas que ele vai jogar", completou o youtuber.

Balanceamento

Lucas afirmou que não há uma data certa para patchs de balanceamento, e que muitas vezes eles ocorrem com o lançamento de uma nova carta. "Às vezes lançam uma carta muito forte, passam 15 ou 30 dias, vem outra e muda isso", contou. "Mas também existem os nerfs e buffs em cartas existentes", completou CaueMP.

Investimento para chegar ao topo

Assim como a maioria dos jogos mobile, Clash Royale cresceu com a fama de ser um jogo "pay to win", ou seja, é necessário um investimento financeiro para poder suceder. Apesar de reconhecer que isso está mudando com o tempo, CaueMP afirmou que o dinheiro ainda é importante.

"Não tem como falar que o investimento não ajuda", cravou. "Mas claro que no nível competitivo você consegue chegar sem investir", completou o youtuber, que mantém duas contas no jogo, uma investindo e outra não.

Importância da televisão na popularização

A dupla também destacou a importância da transmissão do torneio nos canais ESPN. Para Lucas e CaueMP, as primeiras partidas servirão como uma introdução para novos fãs e também vai satisfazer os atuais jogadores.

"A comunidade de jogadores vai curtir a abraçar bastante as transmissões", afirmou Lucas. "Vai atrair muitas pessoas, pode ser que a pessoa assista, se interesse, baixe o jogo e vá entendendo melhor durante as semanas", completou.

"O cenário está crescendo, o pessoal está indo atrás de time. Logo depois disso, o público vai começar a acompanhar mais. O jogo ainda é recente", afirmou CaueMP.

Mandrake é favorito ao título

Questionados sobre quem é o favorito para ficar com o título da BPL, a dupla não titubeou e apontou João "Mandrake" Vinhal, da 2Kill Gaming.

Reprodução/YouTube
Mandrake é o grande nome do cenário nacional e venceu a BGC no ano passado
Mandrake é o grande nome do cenário nacional e venceu a BGC no ano passado

"Ele venceu na BGC no ano passado e foi para a França disputar um presencial", contou Lucas. "Mandrake está mandando muito bem e é o único que jogou um presencial. Se ele passar, vai crescer muito na fase final", completou CaueMP.

Confrontos da primeira rodada

Favorito, Mandrake terá seu primeiro duelo transmitido pelo ESPN+. O jogador enfrenta Victor "Victor" Araujo, da Black Dragons, às 18h30 desta quinta-feira (23). Às 18h55, Niobson "LecoCR" Fonseca, do Caju Royale, e Guilherme "Guilherme" Felix, do BR Esports, também terão seu duelo televisionado. As demais partidas serão transmitidas nos canais oficiais da ESL, na internet.

Comentários

BPL: Do celular para a tela da ESPN, entenda o competitivo de 'Clash Royale'

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.