Hackers invadem site do Boa Esporte e perguntam: 'Bruno já disse onde está o corpo da Eliza?'

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Página principal do site oficial do Boa Esporte neste domingo
Página principal do site oficial do Boa Esporte neste domingo

Um grupo de hackers denominado Anonymous Brasil invadiu o site oficial do Boa Esporte neste domingo (12), e colocou como principal destaque uma foto de um homem utilizando uma mascara de cachorro e a seguinte questão: "E aí, Bruno já disse onde está o corpo da Eliza?".

Ao acessar o link, a "matéria" entitulada "O QUE DIZER DA CONTRATAÇÃO DO ATLETA BRUNO? E aí, Bruno já disse onde está o corpo da Eliza?", traz novamente a foto, a questão repetidas vezes, e a assinatura dos responsáveis pela invasão "Hacked by @anonbrnews".

A foto e a pergunta, claramente, fazem alusão ao caso que levou Bruno à cadeia. Ele estava em prisão preventiva desde 2010, acusado de envolvimento no assassinato de Eliza Samudio. Ele viria a ser, em 2013, condenado a 22 anos e 3 meses de prisão pelo assassinato e ocultação de cadáver da ex-namorada.

Minutos após o questionamento, a página principal foi mais uma vez alterada, agora com uma mensagem de repúdio à contratação do atleta e em protesto contra o feminicídio. Confira:

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Após sair da prisão, goleiro Bruno é o novo reforço do Boa Esporte

O goleiro Bruno foi contratado na última sexta-feira pelo clube mineiro. O acerto ocorre duas semanas depois de o atleta de 32 anos te deixado a prisão, já que o arqueiro teve habeas corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal, o que lhe permitiu responder ao processo em liberdade.

Sem atuar desde 2010, o goleiro, que passou por Atlético-MG e Corinthians e ganhou destaque no futebol nacional no Flamengo, irá fazer parte do elenco que disputa a segunda divisão do Campeonato Mineiro e jogará na Série B do Brasileirão.

Ainda na sexta-feira, a empresa fornecedora de suplementos alimentares Nutrends rompeu seu patrocínio com o Boa Esporte, depois da contratação do goleiro Bruno pelo clube.

  • Boa Esporte se manifesta

O clube publicou uma nota oficial neste domingo defendendo a contratação do jogador e explicando que todos os cidadão têm direito a reinserção e a um julgamento justo.

"Diante desses argumentos podemos afirmar que o Boa Esporte Clube não foi o responsável pela soltura e liberdade do atleta Bruno, mas o clube e sua equipe, enquanto empresa e representada por seres humanos, dotada de justiça e legalidade, podem dizer que tentam fazer justiça ajudando um ser humano, mais, cumprem a legalidade dando trabalho a quem pretende se recuperar", justifica a diretoria através da publicação.

Desde que anunciou o novo reforço do elenco para a temporada de 2017, o time de Varginha-MG foi alvo de críticas na internet. O Facebook oficial do Boa foi invadido por uma enxurrada de comentários ofensivos e manifestações de repúdio por conta da contratação do goleiro.

"A regra legal brasileira é a que todos, inclusive os criminosos mais perigosos, sejam submetidos a um julgamento honesto, imparcial e que a lei seja o fundamento da punição. Por sua vez, quando pensamos na aplicação da lei, certo ou não, suficiente o bastante ou não, justa o suficiente para o caso ou não, o que não podemos deixar de entender é determinado pelo cumprimento da lei. As consequências do erro humano possuem fundamentos de pena corporal. A lei dos homens indica a aplicação de penas variáveis de acordo de uma série de crenças, costumes e ideologias", aponta a nota, também divulgada nas redes sociais.

Leia a nota completa:

O que dizer da contratação do atleta Bruno?

O Boa Esporte clube. Equipe de futebol profissional em minas gerais, clube reconhecido nacionalmente, sendo campeão Brasileiro da Série C.

Convive nos últimos dias com uma avalanche de comentários nas redes sociais após noticia da contratação do atleta Bruno.

A cidade de Varginha que é conhecida pela possível aparição de um extraterrestre (ET) convive com a notícia da contratação do atleta Bruno.

A regra legal brasileira é a que todos, inclusive os criminosos mais perigosos, sejam submetidos a um julgamento honesto, imparcial e que a lei seja o fundamento da punição. Por sua vez, quando pensamos na aplicação da lei, certo ou não, suficiente o bastante ou não, justa o suficiente para o caso ou não, o que não podemos deixar de entender é determinado pelo cumprimento da lei. As consequências do erro humano possuem fundamentos de pena corporal. A lei dos homens indica a aplicação de penas variáveis de acordo de uma série de crenças, costumes e ideologias.

No Brasil os criminosos serão apenados com a prisão e, via de regras, colocados em liberdade, deve ser orientado, acompanhado e, não menos, pelo caminho de Deus.

Com certeza um dos motivos da evolução da pena que ela não seja transferida para outras pessoas, que seja pessoal, que não seja definida pela lei do Talião (olho por olho, dente por dente).

O tão procurado estado democrático de direito, a sociedade justa e fiel, a vida em sociedade, segundo critérios civilizados indicam de longa data que o criminoso colocado em liberdade deve ter atenção do estado, atenção suficiente para que possa restabelecer uma vida em sociedade. E ninguém pode negar que não existe vida em sociedade mais digna vida no trabalho. Quem nunca ouviu: o trabalho dignifica o homem? Então o argumento seria asqueroso, nojento ou imoral (a contratação do atleta Bruno), antes de mais nada, legalmente, faz parte da obrigação social da empresa, da sociedade em cooperar com a recuperação de um ser humano. Aqui não se condena a morte ou prisão perpetua. Enquanto isso não refletir a regra legal, a regra é que o egresso, o criminoso colocado em liberdade, possa obter meios de viver em sociedade, trabalhando e procurando dignidade em sua vida.

Onde estaria a contribuição de uma empresa esportiva quando cumpre a lei? Diante desses argumentos podemos afirmar que o Boa Esporte Clube não foi o responsável pela soltura e liberdade do atleta Bruno, mas o clube e sua equipe, enquanto empresa e representada por seres humanos, dotada de justiça e legalidade, podem dizer que tentam fazer justiça ajudando um ser humano, mais, cumprem a legalidade dando trabalho a quem pretende se recuperar.

O Boa Esporte Clube não esta cometendo nenhum crime conforme a legislação Brasileira e perante a lei de Deus.

Boa Esporte Clube.

Rone Moraes da Costa

Presidente

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