Venezuelano que nunca tinha visto neve viajou para Mundial, foi deportado e virou 'pior esquiador do mundo'

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Adrian Solano, de 22 anos, disputou o Campeonato Mundial de Esquí Nórdico de Lahti, na Finlândia
Adrian Solano, de 22 anos, disputou o Campeonato Mundial de Esquí Nórdico de Lahti, na Finlândia

Adrian Solano, de 22 anos, nunca tinha visto neve na vida. Ainda assim, viajou para a disputa do Campeonato Mundial de Esquí Nórdico de Lahti, na Finlândia. O venezuelano até conseguiu competir, mas não sem antes passar pelo constrangimento de ser deportado pela polícia da França.

A história que beira o surreal tem início em janeiro, quando Solano deveria ter desembarcado na Suécia para reunir-se com seu treinador, o também esquiador venezuelano César Baena, e iniciar a preparação para o Mundial. Ao chegar em Paris, porém, foi detido pelas autoridades migratórias locais.

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Solano se equilibra para chegar em Lahti
Solano se equilibra para chegar em Lahti

Segundo os franceses, Solano queria, na verdade, estabelecer-se em solo europeu de forma ilegal para escapar da crise econômica na Venezuela. "Só tinha 28 euros comigo quando cheguei a Paris, e a polícia pensou que estava fugindo do meu país porque as coisas iam mal", disse ele, à agência AFP.

"Discriminaram-me pelas roupas, pela minha cara e por minha aparência", acrescentou o esquiador, que precisou recorrer ao consulado venezuelano para, enfim, poder competir no torneio que teve início nesta quarta-feira. "Participei com desvantagem. Perdi um mês de prática", completou.

A descida, de dez quilômetros, de fato, foi difícil para Solano. O venezuelano mostrou sérias dificuldades para manter-se em pé nos esquis, acumulando quedas nas tentativas de fazer as curvas do circuito. O esquiador, que só completou metade da etapa, acabou em último entre 156 competidores.

Através do Twitter, a ministra de Assuntos Exteriores da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou que o governo venezuelano apresentará um "forte protesto" contra os franceses pela deportação. Segundo ela, as autoridades europeias são as principais responsáveis pelo fracasso de Solano.

O esquiador, por sua vez, diz que voltará à Venezuela para buscar recursos financeiros que o permitam treinar, para que possa voltar a disputar o Campeonato Mundial de Esqui Nórdico.

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