Em resposta a decreto de Trump, Irã proíbe americanos no Mundial de Luta Livre

Espn.com.br com Agência Efe
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Donald Trump assina decreto na Casa Branca
Donald Trump assina decreto na Casa Branca

As autoridades iranianas anunciaram hoje que não vão permitir a participação de atletas estadunidenses no Mundial de Luta Livre que acontece este mês no país. A medida aumenta a tensão entre os dois países, que vem crescendo nas últimas semanas.

O atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recentemente decretou veto de quatro meses à entrada de cidadãos de sete países de maioria muçulmana, incluindo o Irã.

O diretor legal do Centro Anti-Discriminação Árabe Americano em Washingon, Abed Ayoub, declarou ao Times que a medida não tem a ver com a segurança nacional, "é islamofobia e xenofobia."

Bahram Qasemi, porta-voz da chancelaria iraniana, disse à agência oficial IRNA (Em inglês, Agência de Notícias da República Islâmica) que um comitê especial formado para estudar este assunto se opôs a participação da equipe americana no Mundial. O ato é uma resposta a Trump.

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A Federação Mundial de Luta Livre expressou, em comunicado publicado na última semana, sua esperança de que o Ministério de Relações Exteriores do Irã permita a participação da equipe estadunidense.

"A cooperação entre as duas federações (do Irã e dos EUA) se tornou prioridade para o nosso esporte. Os atletas destes países sempre demonstraram o maior nível de espírito esportivo" e isso é "sinônimo de como a luta livre tem a capacidade de transcender questões políticas."

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Joice Silva luta durante os Jogos Olímpicos
Joice Silva luta durante os Jogos Olímpicos

A Copa do Mundo de Luta Livre acontecerá na província iraniana de Kermanshah nos próximos dias 16 e 17 de Fevereiro.

O novo Governo dos Estados Unidos vem criticando um teste com míssil balístico efetuado pelo Irã e já prometeu que responderá aos atos.

Trump, inclusive, alertou por meio de seu twitter oficial o Irã está "brincando com fogo", porque ele não será tão "gentil" como seu antecessor, Barack Obama. O tweet foi postado pouco depois de Washington informar que planeja aumentar as sanções ao país islâmico.

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Hassan Houhaní, presidente do Irã
Hassan Houhaní, presidente do Irã

O presidente do Irã, Hassan Rouhaní, não ficou aquém nas declarações, chamando o americano de "novato" no mundo da política. Ali Akbar Velayati, conselheiro de assuntos internacionais do líder supremo do Irã, Ali Jameneí, assegurou que nesta situação os EUA "serão os perdedores finais."

Velayati lembrou que "não é a primeira vez que uma pessoa ingênua dos Estados Unidos ameaça o Irâ" e que as medidas adotadas vão ser "muito prejudiciais" aos interesses estadunidenses.

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Já Masood Soltanifar, Ministro da Juventude e do Esporte, tentou aliviar as tensões. "Daremos boas vindas aos lutadores estadunidenses" caso o Ministro do Exterior emita vistos a eles.

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