Fazendo sucesso na Alemanha, Red Bull tem meta ambiciosa no Brasil: chegar à Série A

André Donke e Vladimir Bianchini, do ESPN.com.br
Red Bull Brasil/Divulgação
Thiago Scuro retornou para ser o CEO do Red Bull Brasil
Thiago Scuro retornou para ser o CEO do Red Bull Brasil

Há dez anos o Red Bull Brasil dava seus primeiros passos dentro de campo. Desde então, muita coisa aconteceu para a franquia. Enquanto a equipe viria rapidamente a se estabelecer na nata do futebol paulista, ela via duas 'irmãs', como o próprio clube se refere, brilharem pelo mundo.

Na Áustria, o 'primogênito' Salzburg, clube que foi refundado com a parceria com a empresa em 2005, estabeleceria uma hegemonia - são sete títulos nas últimas dez edições do Campeonato Austríaco. Já na Alemanha, o Leipzig ascendeu da quinta para a primeira divisão em sete anos. Em seu ano de estreia, faz campanha excelente e é o vice-líder da Bundesliga.

Em meio ao rápido sucesso alcançado em uma década no futebol, a companhia dos energéticos agora espera expandir sua influência no esporte em solo brasileiro. Para isso apostou em um velho conhecido.

O diretor de futebol Thiago Scuro não renovou seu contrato com o Cruzeiro ao término do ano passado e agora retorna ao clube paulista, de Campinas, pelo qual foi diretor esportivo entre 2014 e 2015. Agora, irá exercer a função de CEO. "A ideia é que o Red Bull Brasil centralize as operações na América do Sul, que a gente abra um pouquinho o leque de atuação do clube", contou o dirigente em entrevista por telefone ao ESPN.com.br.

Ter novas equipes em outros países latino-americanos não é algo que está no planejamento. De qualquer forma, esta ampliação evidencia a ambição do clube que sonha com voos maiores no país do futebol.

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Misael retornou ao clube paulista após empréstimo ao Bahia
Misael retornou após empréstimo ao Bahia

"Nossa expectativa é que possamos neste ciclo novo ampliar ainda mais a qualidade, a nossa atuação como clube formador, ter o Red Bull Brasil como referência significativa no futebol brasileiro e que a equipe principal possa crescer em nível nacional como cresceu no estado de São Paulo. Aproveitando a oportunidade de pela primeira vez iniciar o ano sabendo que terá a Série D no segundo semestre", disse.

Campeão da quarta e da terceira divisão estadual em 2009 e 2010, respectivamente, o Red Bull chegou à elite do Paulista ao conquistar o vice da Série A2 em 2014. Nos dois primeiros anos no topo, a equipe foi bastante convincente e foi até as quartas de final, sendo eliminado pelos gigantes São Paulo e Corinthians.

Já na esfera nacional, o debute veio na Série D de 2015, na qual ficou na quarta e penúltima posição de seu grupo, não passando da primeira fase. Depois da ausência no ano passado, o clube começa a temporada já sabendo que irá disputar a quarta divisão no segundo semestre - devido a uma mudança no regulamento -, o que ajuda no planejamento e enche de esperança em meio a um plano ambicioso.

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"A intenção é conseguir superar o desempenho dos últimos anos. A classificação (ao mata-mata do Paulista) é um objetivo direto nosso, que consigamos ir além das quartas. Para isso, não diria apostamos, mas optamos por um treinador (Alberto Valentim) que tem uma vivência muito grande nas principais divisões do futebol brasileiro, já dirigiu o Palmeiras interinamente, já teve vivência no Atlético-PR, se preparou muito para ter uma oportunidade como essa, tem a identidade que buscamos para o clube. E, em torno disso, estamos trabalhando a formação de um elenco forte o suficiente para o Paulista, mas que tenha cada vez mais uma característica de jogadores que possam ter uma permanência no clube a médio, longo prazo", declarou Scuro.

"Mantivemos (uma base que disputou a Copa Paulista) e alguns jogadores que chegaram, chegaram com a perspectiva de temporada inteira. Estamos tentando fugir daquela situação de montar uma equipe, acabar perdendo grande parte para ter que montar de novo. E com isso naturalmente temos colocado a média de idade um pouco para baixo para que esses jogadores tenham margem de evolução dentro do próprio clube", afirmou.

Com o calendário já definido, o Red Bull aposta nisso para aplicar os conceitos que têm funcionado muito bem na Alemanha e na Áustria. Baseando-se nos modelos de fora, o Red Bull Brasil busca manter a ascensão, mas sem deixar de "consolidar uma identidade própria."

"Um ponto que eu destaco, apesar que o futebol brasileiro tenha evoluído muito neste sentido, é a questão do comportamento defensivo das equipes, de como nossas equipes podem pressionar mais o adversário quando está sem a bola, alguns parâmetros no que diz respeito aos atletas em formação, das capacidades físicas, existem processos bem estruturados das confederações desses países. Acho que em todas as áreas existem contribuições que temos aproveitado para aplicar no desenvolvimento do Red Bull Brasil", disse o dirigente.

"Focamos muito no comportamento dos atletas dentro de campo. A questão do sistema não é uma questão prioritária para nós. Então estabelecemos algumas linhas de comportamento, como posse de bola, tomar iniciativa do jogo, pressionar o adversário, buscar o gol, ser bastante agressivo, procuramos desenvolver em todas as categorias esse comportamento nos atletas."

Diz o site oficial do clube que o "Red Bull Brasil ganhou asas, aprendeu a voar e decolou. O sonho é pousar de novo só na Série A do Campeonato Brasileiro, quem sabe, daqui a alguns anos."

Será que este pouso irá ocorrer?

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