'League of Legends': Riot Games vence disputa judicial contra criadores de programa malicioso

ESPN.com.br
Riot Games
Nova lista que está sendo organizada por hackers possui mais de 10 mil nomes
Nova lista que está sendo organizada por hackers possui mais de 10 mil nomes

Após longos seis meses, a Riot Games venceu a disputa judicial contra hackers alemães que criaram o serviço de script chamado LeagueSharp. O site dos criadores, que disponibilizava e vendia cheats e scripts para milhares de usuários, terá que cessar suas operações até 28 de fevereiro.

O ato de "scripting" envolve a utilização de scripts que facilitam a jogabilidade de forma injusta. Em League of Legends, scripts conseguem modificar tanto campeões, automatizando suas habilidades, quanto a própria jogabilidade, facilitando esquivadas, por exemplo.

Apesar de ser praticamente impossível utilizar scripts em campeonatos oficiais da Riot Games, o cheat pode ser facilmente utilizado em partidas ranqueadas, o que estraga completamente a qualidade do jogo e do matchmaking.

Em agosto de 2016, a Riot Games foi atrás dos criadores da LeagueSharp, o maior serviço de hacking e de bots do jogo, determinando que o site fosse encerrado com medo de que o serviço levasse League of Legends ao seu fim. Inicialmente, a empresa entrou com um processo contra os hackers, citando a quebra do Direitos Autorais do Milênio Digital e a facilitação da violação dos termos de uso do jogo por milhares de jogadores.

Em resposta, o trio de hackers alemães por trás da organização - Matthias "Jodusmame" Oltmann, Stefan "0hm" Stefan Delgato e Tyrone Tom "Beaving" Pauer - tentou diversas maneiras de escapar da justiça, como a criação de uma empresa de fachada no Peru para disfarçar sua atividades ilegais.

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Exemplo de script utilizado em League of Legends
Exemplo de script utilizado em League of Legends

A Riot Games, no entanto, conseguiu descobrir o esquema e adicionou a situação ao processo, alegando que os hackers "destruíram e esconderam evidências", se escondendo por trás da empresa de fachada peruana para escapar da justiça. Pressionados, os alemães decidiram piorar a situação e divulgaram na internet dados de um funcionário da Riot Games, ato conhecido como "doxxing".

"Os réus, ou aqueles trabalhando em conjunto a eles, disseminaram informações pessoas e não-públicas de um funcionário da Riot Games, o ameaçaram e postaram comentários ofensivos em suas redes sociais", afirmou o processo da empresa. Sem saída judicial, os acusados concordaram em encerrar suas atividades.

"Como alguns sabem, a Riot Games abriu um processo contra a LeagueSharp e deixou claro que violamos seus Termos de Uso. Como resultado, concordamos em encerrar o desenvolvimento e o suporte ao LeagueSharp e qualquer outra ferramenta relacionada à Riot Games. Vocês devem saber que utilizar qualquer ferramenta de terceiros no League of Legends pode resultar em suspensão ou banimento de sua conta", escreveram os alemães no site, que já foi retirado do ar. "Pedimos desculpas por todo o problema que causamos aos jogadores de League of Legends".

A Riot Games suspeita que os serviços do LeagueSharp tinham uma extensa comunidade, com milhares de jogadores pagando assinaturas e enriquecendo os hackers. Apesar de não informar se irá atrás dos usuários do site, a Riot Games certamente não terá problemas em suspender e/ou banir contas que utilizam scripts e processar outros serviços semelhantes.

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