Por que a lateral direita virou a posição mais desvalorizada no futebol mundial

Marcus Alves, do ESPN.com.br
JOSEP LAGO/AFP/Getty Images
O Barcelona sofre para encontrar substituto para Daniel Alves
O Barcelona sofre para encontrar substituto para Daniel Alves

A lateral direita virou a posição mais desvalorizada do futebol mundial.

O diagnóstico é geral, mas não soa suficiente para motivar uma mudança nesse panorama. Preteridos nas invocações táticas, eles foram obrigados, em sua maioria, a virarem alas. Mais afeitos ao ataque do que à defesa, trocam de lugar em campo ao longo de suas carreiras. O resultado disso é um cenário em que hoje os clubes têm de gastar cada vez mais para encontrar soluções.

Esse é o exemplo do Barcelona ao se desfazer de Daniel Alves.

Na caça por um substituto do brasileiro, os catalães devem ver sua conta chegar a R$ 175 milhões na próxima janela de transferências.

Foram trazidos Douglas, ex-São Paulo, e Aleix Vidal, ex-Sevilla, improvisado Sergi Roberto e agora deve ser a vez de de voltar ao mercado por Cancelo, do Valencia.

A escassez de alternativas assusta.

Segundo o site alemão Transfermarkt, especializado em transferências internacionais, o lateral direito com maior valor de mercado hoje é o espanhol Dani Carvajal, do Real Madrid, que está atrás de quatro laterais esquerdos e ocupa apenas a 107º lugar no mundo.

Outro indício nesse sentido é dado pela revista francesa France Football, que não tem nenhum atleta da posição entre seus 30 melhores de 2016. O jornal inglês The Guardian, por sua vez, segue a mesma linha e inclui apenas o alemão Philipp Lahm, do Bayern de Munique, e Daniel Alves, da Juventus, em seus 100.

No Brasil, nunca houve a mesma abundância na direita que se via na esquerda. Ainda assim, sem qualquer paralelo com o que se vê hoje.

O vencedor do prêmio ESPN Bola de Prata SPORTINGBET nesta temporada foi o palmeirense Jean, que, na verdade, é volante de origem.

Ele foi seguido, por ordem, por Pará, do Flamengo, William, do Inter, Victor Ferraz, do Santos, e Fagner, do Corinthinas.

Bola de Prata: Jean e Fábio Santos são os laterais

A exceção do promissor William, agora rebaixado à Série B, nenhum nome de encher os olhos. A revelação colorada de 21 anos foi reserva no ouro olímpico com a seleção brasileira na Rio-2016 e viu o santista Zeca, que, em seu clube, atua na esquerda, ficar com a vaga de titular.

Fabinho, que atua no Monaco, era o preferido para o lugar, mas não foi liberado após deixar o Brasil ainda cedo. É a principal esperança para a faixa direita.

Dodô, 18, do Coritiba, é outro que surge bem e foi chamado para a Sul-Americano Sub-20.

Defeito de fábrica? Não resta dúvida.

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