Gringo, 'invisível', ídolo e promessa: os quatro 'quase Bolas de Prata' de 2016

Igor Resende, do ESPN.com.br
Gazeta Press
Mina, Ezequiel, Diego e David Neres poderiam 'cavar' vaga na seleção do Bola de Prata
Mina, Ezequiel, Diego e David Neres poderiam 'cavar' vaga na seleção do Bola de Prata

Quatro jogadores estiveram a um passo de serem agraciados no Prêmio ESPN Bola de Prata SPORTINGBET. A alguns jogos, para ser mais exato. Eles até tiveram média suficiente para estarem na seleção dos melhores do Brasileirão, mas não completaram 19 partidas na competição, número mínimo de atuações para se tornar elegível à premiação.

A primeira ausência talvez seja a mais notada da lista: Yerry Mina, do Palmeiras. O colombiano foi uma das grandes contratações do time no ano e rapidamente se tornou um ídolo da torcida, tanto pelas boas atuações defensivas quanto pelos gols que marcou - inclusive sobre o Corinthians, o maior rival do clube.

Mina, de fato, teve a maior média entre os zagueiros: 6,38 (contra 6,09 de Réver e 6,08 de Pedro Geromel). Só que ele chegou no meio da competição e disputou só 12 partidas (foram 13, mas o jogo contra o Botafogo acabou desconsiderado por ele ter ficado apenas 12 minutos em campo).

A defesa da seleção ainda teria outra mudança. Na lateral-direita, o cruzeirense Ezequiel teve média suficiente para ganhar a vaga do palmeirense Jean (6,09 a 6,04). Contratado junto ao Criciúma no final de julho e quase não chamou a atenção, mas resolveu o problema da lateral-direita do Cruzeiro, que tinha Mayke lesionado e Lucas em má fase. Mas só com 11 jogos, Ezequiel ficou fora da disputa.

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No meio, o nome mais famoso ‘prejudicado' pelo número de partidas. Diego chegou com pompas no Flamengo e correspondeu a toda expectativa dentro de campo. Foram seis gols e ainda três assistências, mas apenas em 17 partidas. A média foi de 6,41.

Na seleção dos melhores, ele ‘roubaria' a vaga do palmeirense Dudu, que teve 6,30 de média.

No ataque, o jogador que menos atuou, mas que mais dá esperanças para o futuro. Já na reta final do torneio, o São Paulo resolveu apostar na base e mandou David Neres a campo. Foram três gols do atacante que lhe renderam uma média excelente de 6,44, mas apenas em oito jogos.

Para se ter uma ideia, seria a segunda melhor média de todo o Campeonato Brasileiro, apenas 0,04 atrás de Gabriel Jesus, o Bola de Ouro. No ataque, ele roubaria o lugar de Robinho, que teve notas de 6,41.

Ainda vale mais uma menção na lista: Marinho, do Vitória, até cumpriu o número de jogos suficientes para ser elegível, mas ficou de fora da seleção justamente pela quantidade de vezes que entrou em campo. Explica-se: ele teve os mesmos 6,41 de Robinho, mas perdeu no critério de desempate, que era justamente o número de partidas (29 a 27 em favor do atleticano).

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