Campeão, Renato é nova mostra que no Grêmio técnico precisa ser gaúcho

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LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA
Renato Gaúcho durante a segunda partida da decisão da Copa do Brasil
Renato Gaúcho durante a segunda partida da decisão da Copa do Brasil

Acabou a espera, torcedor gremista. Após 15 anos de jejum, o Grêmio voltou a erguer uma taça na noite de quarta-feira ao empatar o segundo jogo contra o Atlético-MG em 1 a 1 e ficar com a taça, tornando-se o primeiro clube a se tornar pentacampeão da Copa do Brasil.

E o título veio com aquele que pode ser considerado o maior ídolo da história do clube: Renato Portaluppi, o Gaúcho.

Agora campeão como treinador, foi o antigo dono da camisa 7 que colocou o time azul de Porto Alegre no cenário global do futebol. Revelado no Olímpico no começo dos anos 80, se tornou herói em 1983. Na final da Libertadores, contra o Peñarol, ergueu uma bola pela direita e encontrou César, de peixinho dentro da área, que garantiu o campeonato continental.

No Japão, fez dois gols sobre o Hamburgo, o Grêmio venceu por 2 a 1 e levantou o título Mundial.

Assista aos gols do empate entre Grêmio e Atlético Mineiro por 1 a 1!

Já em 2016, Renato assumiu o comando técnico do time pela terceira vez na carreira. Para substituir Roger Machado, levou um porto-alegrense como coordenador. Curiosamente, Valdir Espinosa era o técnico gremista no histórico 1983.

Jeferson Guareze/Agif/Gazeta Press
Espinosa em 2016; foi campeão da Libertadores e do Mundial há 33 anos
Há 33 anos, Espinosa levou Libertadores e Mundial

A dupla é exemplo do sucesso tricolor com gaúchos na função de treinador do clube.

Seja no bicampeonato do Brasileiro, bi da Libertadores, Mundial ou penta da Copa do Brasil, apenas um técnico campeão não tem origem no Rio Grande do Sul.

Dois anos antes da taça no Japão, o Grêmio venceu o Brasileiro pela primeira vez com Ênio Andrade, também natural de Porto Alegre - já havia conquistado com o Inter, em 1979. No bicampeonato nacional, em 1996, Luiz Felipe Scolari foi campeão pela última vez com a camisa gremista.

Gazeta Press
Scolari com o Grêmio no Brasileiro de 1996
Scolari com o Grêmio no Brasileiro de 1996

Nascido em Passo Fundo, Felipão ainda levou a Copa do Brasil de 1994 e a Libertadores de 1995. No campeonato sem um gaúcho no comando, o time era a continuação do "Esquadrão Imortal" montado por Scolari. Foi na Copa de 1997 que, com o carioca Evaristo de Macedo, o Grêmio foi tri.

A última taça gremista antes da conquistada na noite de quarta foi, há 15 anos, levantada por Tite. Agora na seleção brasileira, o caxiense surgiu para o tricolor em 2000 quando, com o próprio Caxias, bateu o Grêmio na final do Campeonato Gaúcho. Um ano depois, levou o Estadual com os azuis e passou pelo Corinthians para sagrar a equipe tetracampeã da Copa do Brasil.

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