Agora, Internacional, que está na degola, propõe fim do Brasileiro: 'Estamos abalados'

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Veja a entrevista de Píffero e o elenco do Inter sugerindo o fim do campeonato

O presidente do Internacional, Vitório Piffero, deu entrevista coletiva nesta quinta-feira ao lado de todo o elenco do time colorado e pediu para que a última rodada do Brasileirão não aconteça, pois estão todos "extremamente abalados com essa catástrofe" que atingiu o time da Chapecoense.

"Estamos extremamente abalados com essa catástrofe. Temos muitos amigos em Chapecó e na Chapecoense. O Inter manifesta seu apoio incondicional aos familiares das vítimas e ao clube. Iremos ao velório para prestar nossas homenagens. Assinarei um ofício para encaminhar à CBF para que a Chapecoense não seja rebaixada nos próximos anos. O sentimento é que não poderia mais ter futebol em 2016. Mas evidentemente que ficamos sujeitos às ordens da CBF. Não sei, a proposta é não ter mais futebol em 2016. Como fazer o que fazer eu não sei. Essa proposta é por absoluta falta de condições emocionais. Eu não estou abrindo mão de nada, estou colocando um sentimento. O Campeonato estaria incompleto", disse Piffero, em aspas reproduzidas pelo Twiter da Rádio Gaúcha.

O Inter, hoje, está na zona do rebaixamento do Brasileirão com 42 pontos. Para escapar, precisa vencer o Fluminense, fora de casa, e torcer para o Sport não vencer o Figueirense, no Recife. Ou que o Vitória perca do Palmeiras na Bahia e tire uma diferença de cinco gols a mais de saldo. 

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O time colorado, aliás, entrou nesta quinta com recurso no STJD contra o Vitória, pedindo que o time baiano perca pontos pela escalação de Victor Ramos.

O meia Alex concordo com as palavras do cartola sobre o elenco estar abalado.

"Não é ir contra nada, contra ninguém. O fato é muito maior do que qualquer situação. Em solidariedade a todos da Chapecoense, aos familiares das vítimas ou dos sobreviventes, que se envolvem com a Chapecoense, a cidade de Chapecó. A gente quer dizer que se fala muita coisa, mas, para ser bem direto, não se compara às situações e o momento mais do que excepcional de tristeza. O campeonato fica nessa dúvida. A nossa manifestação e o nosso sentimento real, independente de interesse. Não tem tabela, não tem nada. A gente gostaria de deixar bem claro, por uma questão de respeito e emocional, que a gente não teria condição de jogar a última partida. Como somos profissionais, respeitamos hierarquias, leis e regras. Se houver, vamos cumprir. O nosso sentimento, realmente, com a situação toda, pelo que sentimos, é de não ter rodada", disse o atleta.

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Nesta quarta, o Inter já havia entrado em polêmica ao ver seu vice-presidente Fernando Carvalho comparar a tragédia da Chapecoense, que matou 71 pessoas após queda do avião que ia à Colômbia disputar a final da Sul-Americana. Morreram 19 atletas, 16 membros da comissão técnica e oito cartolas do clube, além de 21 jornalistas e sete tripulantes da aeronave.

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"Além do sentimento, pois nossos jogadores a maioria se relacionava com os atletas, deu para ver hoje, na reunião para dispensar o treinamento, retomaremos amanhã, mas temos nossa tragédia particular aqui, que é fugir do rebaixamento. E esse adiamento de rodadas vai ser prejudical. Como é momento de consternação geral, não é hora de reclamar, mas certamente, esse adiamento trará alguns embaraços que, lá adiante, vamos ter que comentar", disse Carvalho, em entrevista coletiva nesta terça. Depois, o dirigente pediu desculpas.

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