'League of Legends': Big Gods deixa cenário brasileiro e compra vaga na liga norte americana

Rodrigo Guerra / ESPN.com.br
Divulgação
Time brasileiro vai para o exterior tentar uma vaga nas ligas mais competitivas do cenário de 'League of Legends'
Time brasileiro vai para o exterior tentar uma vaga nas ligas mais competitivas do cenário de 'League of Legends'

A Big Gods anunciou que sua nova equipe de League of Legends tentará uma vaga no Challenger Series dos EUA, algo como o Circuito Desafiante da liga norte-americana. Com isso, a equipe será a primeira organização brasileira a jogar em uma liga internacional.

Os Bigodes compraram a vaga da equipe norte-americana Eanix nas Qualificatórias para o Desafiante do Spring Split de 2017. A Eanix havia participado do Desafiante do Summer Split 2016, mas acabou ficando no fim da tabela e caindo para a "repescagem".

A disputa da qualificatória acontece em 14 de dezembro. Entretanto, o adversário da Big Gods só será conhecido entre 10 e 12 de dezembro com o fim das Qualificatórias Abertas para times amadores.

A organização brasileira ainda não anunciou sua composição para o torneio, mas confirmou Ednilson "Jukaah" Vargas como técnico da equipe. Jukaah já teve passagens por grandes equipes do competitivo no Brasil, como paiN Gaming, KaBuM! Black e Keyd Stars.

Seguindo as regras da Riot Games, a Big Gods só poderá ter dois jogadores não residentes da América do Norte em sua composição - ou seja, a equipe só poderá ter dois brasileiros, caso deseje levar um talento nacional para o exterior. Um jogador só é considerado residente da região após passar, pelo menos, 24 meses de um total de 36 meses antes de um torneio.

Em entrevista para a ESPN, Danilo Salgueiro, CEO da Big Gods, conta o motivo para a equipe ir para o cenário competitivo norte-americano. "Os Estados Unidos contam com o cenário competitivo de eSports mais desenvolvido do mundo e levamos isso em conta ao decidir expandir a atuação da Big Gods para esse mercado. O Brasil tem a torcida mais apaixonada e uma das mais engajadas - então pensamos em unir o melhor dos dois: ter a representatividade e o alcance do cenário norte-americano, com o tempero e a ‘ginga' brasileira no eSport"

Danilo conta também que parte do processo de ir para o circuito norte-americano é uma das articulações da companhia como um todo. "A Big Gods é uma equipe pertencente à Egg & Bacon, agência de marketing e comunicação focada em ligar as marcas ao mundo gamer e aos eSports. Além do escritório em São Paulo, a agência está expandindo seus negócios com um novo escritório localizado na Califórnia. Então, foi natural que a Big Gods seguisse os passos da Egg & Bacon, para atuar em um cenário competitivo mais maduro".

Os Estados Unidos contam com o cenário competitivo de eSports mais desenvolvido do mundo e levamos isso em conta ao decidir expandir a atuação da Big Gods para esse mercado

Danilo Salgueiro, CEO da Big Gods

Perguntado se 'Counter-Strike' influenciou na mudança para a América do Norte, Danilo disse o principal fator é o mercado mais desenvolvido. "O principal motivo que leva as equipes de CS:GO a sair do Brasil é a falta de estrutura. No caso do League of Legends, temos grandes equipes no Brasil e uma boa estrutura criada pela Riot Games. Uma coisa comum entre as duas modalidades é que o nível de ambos nos EUA são muito mais altos, as regiões são consideradas Tier 1 nos mundiais. Uma diferença é que times brasileiros de CS:GO conseguem se mudar por completo para os EUA e em League of Legends podemos ter apenas dois jogadores de outras regiões. Esses pontos acima somados a um mercado de eSports mais desenvolvido como um todo, nos motivou na busca desse desafio".

Além de Jukaah, a equipe ainda estuda se terá outros brasileiros na composição. "O cenário brasileiro de League of Legends conta com jogadores de altíssimo desempenho e que certamente se destacariam também nos EUA. Ainda estamos analisando algumas possibilidades e podemos ter mais brasileiros atuando na equipe sim", diz Danilo.

Histórico

Criado em 2015, o projeto inicial da Big Gods no League of Legends contou com grandes patrocínios e um time liderado por Leonardo "Alocs" Belo. Após um Circuito Desafiante meio fraco em 2015, a equipe passou por diversas mudanças de composição e dominou o Desafiante no ano seguinte, garantindo uma vaga no tão sonhado CBLoL.

Entretanto, por uma falha administrativa, a Big Gods foi punida pela Riot Games logo antes do início da Segunda Etapa do CBLoL 2016 por não entregar as documentações necessárias dos jogadores na data solicitada. Com isso, os Bigodes já começaram o torneio com -16 pontos e praticamente relegados de volta ao Circuito Desafiante.

Após a relegação ser confirmada, a equipe colocou todos os seus jogadores a venda em dos principais talentos da equipe como Rafael "Rakin" Knittel, que hoje em dia é jogador da paiN Gaming.

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