Sair da Libertadores seria dar as costas ao 'melhor futebol de clubes do mundo', diz Conmebol

Mendel Bydlowski, de Assunção (PAR), para o ESPN.com.br
Conmebol: 'Se eles dão as costas para o melhor futebol de clubes do mundo, é um assunto do México'

A Conmebol não pode fazer nada mais para segurar os clubes mexicanos na Libertadores. Em entrevista exclusiva aos canais ESPN em Luque, onde fica a sede da entidade, no Paraguai, Alejandro Dominguez, o presidente da entidade, lamentou a situação, mas disse que todos os esforços para mantê-los foram feitos.

"Como presidente, primeiro aceitamos o México como um sócio pleno da Libertadores, e somente da Copa Libertadores. A partir daí convidamos todas as confederações e os diretores de competições de todas as confederações. Naquele momento (da reunião), tinham 18 times classificados para a próxima Libertadores, entre os quais o Chivas. Mandamos convites para todos eles. Lamentavelmente, o clube mexicano não participou (da reunião), mas o diretor de competições mexicano, sim. A partir daí, trabalhamos com todas as associações, porque é um ano de transição e todos tem que sofrer com as modificações", começou o dirigente.

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"O nosso plano original foi ajustado para cada uma das associações membros. O Brasil, por exemplo, fez muitas alterações para participar da Libertadores. Com o México, fizemos um esforço enorme, muito esforço mesmo. Posso dizer que é quase inexplicável. Meu compromisso é desenvolver o futebol sul-americano e potencializar o futebol local de cada país. Então todos estão passando por transformações para se adequar, e o México tem que dizer o que quer fazer", cobrou.

"Se eles dão as costas para o melhor futebol de clubes do mundo, é um tema do México. Nós fizemos todos os esforços e demonstramos em documentos, reuniões e atitudes políticas que nos interessa que eles continuem na Libertadores. Mas depende deles, não da Conmebol. A Conmebol já fez todos os esforços", garantiu.

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O mandatário do futebol sul-americano ainda mandou uma espécie de recado aos mexicanos: "Se quiserem jogar, joguem. Se não, tem que jogar em outro lugar".

O comunicado oficial do abandono da Libertadores pelo México deve acontecer até o final desta semana.

Presidente desde janeiro deste ano, Alejandro Domínguez assumiu a Conmebol em meio à maior crise de sua história: o Fifagate, deflagrado em maio de 2015 na Suíça, colocou na cadeia os grandes figurões do futebol sul-americano. As acusações de pagamento de propina, os contratos escusos e a credibilidade em xeque estavam sob a mesa do ex-chefe do futebol paraguaio.

"A Conmebol nunca abria as portas para discutir sobre projetos, calendários ou estilo de campeonato. Nosso fim é o futebol. O dinheiro é um meio. Antes o futebol era um meio e o dinheiro era o fim. Isso mudou, mudou para sempre. Enquanto eu for presidente, nosso objetivo é só o futebol", afirmou.

Neste ano, o presidente já refez contratos de TV, processou nos EUA a empresa responsável por fechar os antigos negócios pela Libertadores e realizou mudanças no calendário sul-americano de 2017, o que desagradou a muitos.

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