Prêmio de gol mais bonito revive mito Puskas, que morreu há 10 anos

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Puskas com a camisa da Hungria
Puskas com a camisa da Hungria

Desde 2009, Ferenc Puskas é o nome do prêmio dado pela Fifa ao autor do gol mais bonito de cada temporada. Uma homenagem da entidade máxima do futebol a um dos maiores atacantes do mundo e cuja morte completa exatos dez anos nesta data.

Foi também em uma quinta-feira, 17 de novembro, que Puskas se despediu do mundo. Aos 79 anos, morreu em consequência de Alzheimer, doença que o castigou por seis anos, agravada por problemas respiratórios e cardiovasculares. 

Puskas despediu-se em Budapeste, capital da Hungria, após passar mais de um mês internado, na mesma  mesma cidade em que nasceu, em 2 de abril de 1927. O sobrenome imortalizado por ele foi adotado na adolescência substitundo Purczeld, uma escolha do pai para esconder a origem alemã e evitar qualquer perseguição.

INÍCIO MODESTO E PRIMEIRAS GLÓRIAS

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Na final da Copa dos Campeões de 1960, Puskas fez 4 gols na final contra o Frankfurt
Puskas com a camisa do Real Madrid

No futebol, Puskas começou aos 16 anos no Kispest, pequeno clube de Budapeste, Gordinho e baixinho, não tinha exatamente o físico de um atleta, mas, mesmo assim, tornou-se um grande goleador, o que fez com que progredisse rapidamente.

Defendeu o Kispest de 1943 a 1949. Não conseguiu dar ao time um título, afinal era uma estrela solitária, mas foi artilheiro máximo do campeonato em 1947, com 50 gols.

Ao final da temporada de 1949, Puskas passou para o Honved, clube que passou a unir todos os craques do país graças ao apoio das forças armadas.

Foram cinco títulos do Campeonato Húngaro e três vezes artilheiro máximo da competição. No mesmo período se consagrou como símbolo da melhor geração de jogadores que já existiu no país. A seleção da Hungria era uma força na Europa.

Ficou quatro anos sem perder (20 jogos), entre 1950 e 1954. Conquistou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Helsinque, na Suécia, em 1952, e foi vice-campeã da Copa do Mundo de 1954, na Suíça, ao perder de forma improvável para a Alemanha Ocidental.

Puskas conseguiu o feito de marcar gols nas duas finais (olímpica e mundial). No entando, após a Copa, a Hungria passou a viver um momento conturbado politicamente.

PERÍODO DIFÍCIL E MAIS TÍTULOS

Revoltas populares fizeram com que o controle soviético tornasse mais violento. Em 1956, durante uma partida na Bélgica pela Copa do Campeões, Puskas e outros craques fugiram.

A decisão fez com que diretores da Hungria recoressem a Uefa, o que fez Puskas perder alguns anos de carreira. Voltou a jogar apenas em 1958, quando conseguiu naturalizar espanhol e defender o Real Madrid, ao lado de Di Stefano.

Mesmo já veterano, foram novos anos de glórias para Puskas. Em oito temporadas, foi campeão mundial, tricampeão da Copa dos Campeões, pentacampeão espanhol e vencedor de uma Copa do Rei. Foi ainda artilheiro máximo do Espanhol quatro vezes.

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O ataque do Real Madri com Kopa, Rial, Di Stefano, Puskas e Gento
O ataque do Real Madri com Kopa, Rial, Di Stefano, Puskas e Gento

Puskas chegou ainda a defender a Espanha em quatro partidas, uma delas contra o Brasil pela Copa do Mundo de 1962, no Chile, com vitória canarinho por 2 a 1.

Aposentou-se do futebol aos 40 anos, em 1967. Virou técnico, tendo inclusive dirigido a Hungria em 1993. O trabalho mais conhecido, no entanto, foi com o Panathinaikos, da Grécia, finalista da Copa dos Campeões de 1971 (vencida pelo Ajax).

PRÊMIO PUSKAS

Puskas fez 84 gols em 85 jogos pela Hungria. Foram 324 gols pelo Real Madrid em 372 jogos. A fama de goleador correu o mundo. Foi eleito o melhor atacante europeu do século passado. Assim, nada mais justo que batizasse o prêmio dado pela Fifa.

Criado em 2009, já condecorou o português Cristiano Ronaldo, o brasileiro Neymar e o sueco Ibrahimovic. Mas teve surpresa também. Como a vitória de outro brasileiro no ano passado. Foi Wendel Lira, por um tento marcado pelo Goianésia no Campeonato Goiano.

Veja o golaço de Wendell Lira, vencedor do Prêmio Puska de 2015

O primeiro vencedor foi Cristiano Ronaldo por um gol marcado pelo Manchester United contra o Porto na Uefa Champions League de 2008-09. O turco Altintop foi o segundo premiado. Levou o troféu por um gol marcado pela Turquia contra o Cazaquistão, em 2010, durante partida válida pela eliminatória para a Eurocopa de 2012.

Neymar venceu a terceira edição pelo gol marcado durante um clássico Santos e Flamengo pelo Brasileiro de 2011. Foi o terceiro gol santista na derrota por 5 a 4.

Depois dele venceram o russo Miroslav Stoch, o sueco Ibrahimovic e o colombiano James Rodríguez, em 2012, 2013 e 2014, respectivamente.

O último vencedor foi Wendell Lira, então atleta do modesto Goianésia, e que inclusive já se aposentou do futebol por falta de oportunidades.

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