Com saída da Dry World, Atlético-MG cogita fabricante própria em 2017

Marcus Alves, do ESPN.com.br
Gazeta Press
O Atlético-MG teve de assumir os salários de Robinho após imbróglio com Dry World
O Atlético-MG teve de assumir os salários de Robinho após imbróglio com Dry World

A principal loja oficial do Atlético-MG deixou de ser administrada por sua fornecedora de material esportivo, a Dry World, e voltou ao controle do clube no último fim de semana. É apenas mais um passo no rompimento definitivo da parceria que embalava o sonho alvinegro de arrecadar entre patrocínio e peças de roupa até R$ 100 milhões em cinco anos.

A relação com a empresa canadense será mantida até dezembro.

Conforme mostrado anteriormente pelo ESPN.com.br, com a dificuldade da marca no repasse de diversos itens, atraso nos pagamentos e briga na Justiça entre sua matriz e filial, o Atlético-MG perdeu a paciência e foi ao mercado atrás de um novo contrato.

Até aqui, as conversas esbarram no aspecto financeiro.

O time mantém em sigilo as empresas com quem conversou.

Ainda assim, uma alternativa que tem sido estudada e pode virar realidade a partir de 2017 é a fabricação de seu próprio uniforme.

A produção, claro, se daria de forma terceirizada, a exemplo do que faz hoje o Santos, que conta com quatro 'braços' diferentes no processo para fazer com que tudo funcione: a Kappa, que desenha os modelos, a SPR, que se encarrega da distribuição, a Filon, que cuida da produção, e a Meltex, responsável por gerenciar suas lojas.

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O Galo já foi procurado por mais de uma empresa interessada em entrar na jogada.

A Filon, tradicional parceira da equipe, é uma delas, porém, não agrada internamente em virtude, sobretudo, de problemas na relação entre as partes no passado.

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A manutenção da Dry World, cuja operação é dividida no país entre a sua matriz canadense e a sua representante Dry World/Rocamp, empresa com sede interior do Paraná, é carta fora do baralho. Entre outros motivos, porque o clube foi obrigado a assumir nesta temporada os salários do atacante Robinho após 'calote' da marca.

Ela assinou contrato de dois anos renovável por mais três com o time.

"Em questão de semanas, resolvemos essa situação", afirmou o presidente atleticano Daniel Nepomuceno.

Os canadenses têm acordo também com Fluminense e Goiás.

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