Brasil sofre de seu veneno e pena com politicagem na Venezuela

Paulo Cobos, de Natal (RN) para o ESPN.com.br
Getty
Policiais ao redor do Estádio Metropolitano de Mérida
Policiais ao redor do Estádio Metropolitano de Mérida

Por apoio popular e para agradar políticos, a CBF tira os jogos da seleção das maiores cidades do país e dificulta a logística dos adversários nas eliminatórias sul-americanas, exigindo viagens mais longas e gastos extras com o fretamento de aviões, já que a ligação direta de voos regulares não existe.

Mas, a partir deste domingo, quando viaja de Natal para Mérida, onde enfrenta a Venezuela na próxima terça-feira, a seleção de Tite, hoje no segundo lugar do classificatório para o Mundial de 2018, irá provar seu próprio veneno.

Mérida, na região dos Andes venezuelanos, a mais de 1.600 m de altitude, tem 330 mil habitantes. O aeroporto mais próximo fica a mais de 80 km de distância. A rede hoteleira é pequena, e ainda sobre com o desabastecimento de itens básico de alimentação e higiene provocados pela crise econômica que a Venezuela vive.

Antes destas eliminatórias, a cidade só havia recebido um jogo na história da seleção local valendo vaga no Mundial. Só que aí apareceu um político disposto a gastar verba pública em momentos de penúria para fazer propaganda com futebol.

Governador da região onde fica Mérida, Alexis Ramirez convenceu os cartolas venezuelanos a levar o jogo contra a Argentina, no mês passado, e Brasil, agora, para a cidade.
Para isso, só em investimento no estádio gastou o equivalente a mais de R$ 1 milhão. E passou a fazer propaganda pesada de como a cidade ‘virou a casa do futebol".

E os jogadores da seleção, que pelo momento complicado da Venezuela vão ficar pouco mais de 48 horas no país, terão que conviver com um ambiente tenso.

Para garantir a segurança do jogo, serão nada menos do que 3.950 homens, praticamente um para cada 10 torcedores (serão cerca de 42 mil, com todos os ingressos vendidos).

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Na Venezuela, o Brasil tem a chance de assumir a liderança das eliminatórias. Sem Neymar, suspenso, o time precisa vencer a frágil seleção rival e torcer para que o Uruguai, atual primeiro colocado, sofra uma derrota para a Colômbia como visitante.

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