Coronel Marinho não crê em árbitros profissionais 'a curto e médio prazo'

ESPN.com.br
Novo chefe da comissão de arbitragem descarta banir sorteios: 'Só cabe se mudar a lei'

Apresentado à imprensa nesta quarta-feira como novo presidente da comissão de arbitragem da CBF, o coronel Marinho disse não acreditar que a profissionalização dos profissionais que comandam as partidas de futebol acontecerá logo.

"Nunca vou dizer que não chegará, mas a curto ou médio prazo, não chegará (a profissionalização dos árbitros). Hoje eles têm condições para se desenvolver. Temos árbitros profissionais aí fora que erram. Vai profissionalizar e acabar os erros? Não. Temos que trabalhar com o que o ambiente oferece e a legislação permite. É que as pessoas se tornam cada vez mais exigentes com as coisas. A gente não quer ficar parado na mesmice", afirmou o ex-dirigente da federação paulista (FPF).

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O novo presidente prometeu não "passar a mão" na cabeça dos juízes e auxiliares que errarem durante um jogo. "Ninguém vai passar a mão na cabeça de ninguém. Agora, se ele estiver certo, vou defendê-lo até o último momento", falou.

"Temos um fator importante que é a transparência. Isso faz parte do jogo, ouvir reclamação do dirigente, ele está no seu direito. E eu posso responder se está certo ou errado. Temos que responsabilizar esse tipo de coisa (erro), o árbitro. Ele tem que se aprimorar sempre, não pode se acomodar. Tem que ter atuações dignas, primorosas. Árbitros e assistentes, que também são fundamentais. Decidem partidas, às vezes até mais do que árbitros. Temos pessoas talentosas dentro da arbitragem", continuou.

Coronel Marinho vai suceder Sergio Correa, bastante criticado pelos clubes, mas que seguirá na comissão como diretor do árbitro de vídeo.

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"Sempre tem que buscar o melhor. E talvez seja essa uma das razões", disse o novo presidente sobre se a saída de Sergio Correa tem a ver com as constantes reclamações da arbitragem por parte dos clubes.

A primeira resposta do novo chefe da arbitragem foi sobre os sorteios: "Não tem como acabar. Está na lei, é um sistema obrigatório. Se mudar a lei, pode acabar"

"Vai ser reavaliado, estamos estudando, discutindo. Não é fácil montar essa escala do sorteio. Vamos avaliar os melhores árbitros para atender os interesses das competições. Tem que ter muito cuidado nessa fase do campeonato. Tenho em torno de 20 árbitros que podem participar de qualquer jogo", analisou coronel Marinho.

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