Falcão dá adeus à Copa do Mundo, é ovacionado por adversários e chora

Gazeta Press
ESPN.com.br
Getty
Jogador foi jogado para cima pelos adversários após a partida
Jogador foi jogado para cima pelos adversários após a partida

A surpreendente eliminação da seleção brasileira para o Irã nas oitavas de final da Copa do Mundo de futsal da Colômbia na noite desta quarta-feira marcou o fim de uma era. Considerado o maior jogador da história da modalidade, o craque Falcão fez sua última partida com a camisa brasileira em Mundiais.

Nem mesmo a derrota nos pênaltis, que marcou a pior campanha do time verde-amarelo na história do torneio, evitou que o camisa 12 fosse ovacionado em Bucaramaga. Após as comemorações com a classificação histórica, os iranianos trataram de erguer Falcão e jogá-lo para o alto, em sinal de honra ao mito que encerrou sua história na Copa do Mundo.

"Minha história de Copas do Mundo acaba aqui. Espero ter deixado um legado. Me esforcei, me preparei para isso. Não dá para culpar o Ari (que perdeu o pênalti). Perdemos para uma seleção que vai chegar, a gente sempre falou que eles seriam favoritos. Mas é muito om ter esse reconhecimento do público e dos adversários", falou Falcão, com a voz embargada lágrimas nos olhos, ao SporTV.

O camisa 12, que tem dois títulos mundiais pelo Brasil (2008 e 2012), reconheceu que a derrota para o Irã foi o momento mais triste de sua carreira. "São duas sensações: em 2012 aconteceu tudo de bom, naquele momento foi uma história bonita, achei que não estaria aqui agora, talvez na história mais triste da minha carreira", disse.

Aos 39 anos de idade, o ala, que atua pelo Magnus/Sorocaba, afirmou que deseja fazer uma partida de despedida da seleção para apagar a má lembrança da derroa diante dos iranianos.

"Fiz de tudo, me doei, todos nós perdemos e parabéns ao Irã. Agora é tentar esfriar a cabeça, colocar a cabeça no lugar. E espero ter deixado um legado positivo. Vou tentar fazer um jogo de despedida da seleção porque foi, realmente, bem frustrante", revelou o jogador.

Apesar da decepção e despedida, Falcão ficou marcado no Mundial de 2016 por bater a marca histórica de Manoel Tobias, tornando-se o maior artilheiro da história dos Mundiais, com 47 gols marcados - Tobias soma 43.

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