Alcoolismo afetou astro no auge; agora ele tenta recomeço com salário mínino na NBA

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Ty Lawson ganhou outra chance no Sacramento Kings
Ty Lawson ganhou outra chance no Sacramento Kings

Estrela em Denver, esperança de uma franquia que buscava se reestruturar e salário de mais de US$ 11 milhões. Entre 2011 e 2015, o armador Ty Lawson ganhou fama e destaque nos Nuggets, mas um vício atrapalhou a carreira que parecia deslanchar.

Após a temporada 2014-15, o 'baixinho' de 1,80m começou a se envolver em polêmicas dentro da franquia.

De acordo com os próprios dirigentes dos Nuggets, Lawson abusou do consumo de álcool durante alguns anos, mas o sucesso dentro de quadra acabava 'escondendo' os problemas. "Havia vários momentos em que estávamos no treinamento e sabíamos (da bebida). Dava para sentir o cheiro", disse Josh Kroenke, presidente da equipe, no meio de 2015.

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Lawson decepcionou em sua passagem pelos Rockets
Lawson decepcionou em sua passagem pelos Rockets

"Amo o Ty e sempre vou amar, mas quando vi que ele estava indo para esse caminho negro, sabia que chegaria um momento em que teríamos que nos livrar dele. Criava uma dinâmica estranha", admitiu o dirigente.

Mas esse não foi o único caso em que Lawson deixou má impressão. Em um período de seis meses (entre janeiro e junho de 2015), ele foi preso duas vezes por dirigir sob influência de bebida alcoólica. Além disso, o armador deixou de aparecer em um evento de basquete para crianças e adolescentes - o tradicional camp -, que aconteceu horas após a segunda detenção.

Mesmo assim, ele foi trocado para os Rockets e chegou com status de estrela. Para se recuperar, foi obrigado pela Justiça a passar 30 dias em uma clínica de reabilitação. Segundo ele próprio, a experiência "abriu seus olhos". "Não achava que o alcoolismo ficasse tão ruim. Mas ficou. (Na clínica) Havia pessoas que foram obrigadas pela família, e eu, condenado a isso. Ver que pode ficar tão ruim, que poderia morrer. Nem sempre se vê algo até passar por isso", comentou Lawson, no final de 2015.

Porém, o resultado ficou longe do prometido. Reserva em Houston, ele entrou em quadra apenas 53 vezes, jogou cerca de 22 minutos por partida e teve média de menos de seis pontos. Em março, oito meses depois de chegar, Lawson foi dispensado de seu contrato de US$ 12 milhões - ele havia concordado em não garantir os pagamentos da temporada seguinte, e foi isso que aconteceu.

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Sem nada para receber após deixar o Texas, o armador ainda teve passagem rápida pelo Indiana Pacers, com salário de pouco mais de US$ 200 mil. Após 20 partidas - de temporada regular e playoffs -, Lawson não impressionou (teve médias de 2.3 pontos em 10 minutos por duelo da pré-temporada).

Agora, mesmo com todos os contratos milionários contratos assinados em toda a NBA - que já movimentou quase US$ 3,5 bilhões (R$ 11,3 bi) no atual período de agentes livres -, Lawson teve que buscar um novo time.

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Na última segunda-feira, o jogador de 28 anos definiu seu futuro - ao menos em curto prazo. Ele assinou por um ano e pelo valor mínimo com o Sacramento Kings, US$ 1,3 milhão. A temporada 2016-17 será mais uma, e talvez a última, chance de Ty Lawson de se provar na NBA.

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