Novidade de Tite, Geromel viu grito de 'segunda divisão' sepultar futuro no Palmeiras

Marcus Alves e Vladimir Bianchini, do ESPN.com.br
Geromel conta que não bate mais pênaltis por causa do irmão do Zé Elias

Pedro Geromel é o melhor zagueiro em atividade no país.

Ainda assim, ao desembarcar no Grêmio no fim de 2013, chegou como desconhecido, descoberto a partir de uma revista estrangeira e deixado de fora de praticamente todos os jogos na pré-temporada. Ele superou tudo isso para se transformar em uma das novidades de Tite para a sua estreia na seleção brasileira contra o Equador, na próxima quinta-feira, às 18h (de Brasília), em Quito.

Um dos pilares da campanha tricolor na Série A, Geromel foi chamado para substituir Rodrigo Caio, do São Paulo, cortado.

O atleta de 30 anos se apresenta nesta segunda-feira.

E irá pôr fim de uma vez por todas a um eventual pé atrás que ainda exista em relação ao seu nome, fruto, sobretudo, de sua rodagem nula por gramados nacionais até a vinda para o Grêmio.

Amigo de longa data, o corintiano Elias fez a sua parte para que fosse diferente. O Palmeiras, no entanto, deixou escapar o defensor, cujo futuro no clube foi sepultado após derrota marcada por provocação pela queda para a Série B em 2002.

"O Elias estudava na mesma classe que o Geromel. Um dia, ele me disse: 'professor, posso trazer um zagueiro para fazer uma avaliação?' Eu disse que podia. Depois de 10 dias, ele foi aprovado. Vi que era um zagueiro com muito potencial, longilíneo e com leitura de jogo muito grande", relembra o técnico Caio Zanardi, que comandou a dupla, ao ESPN.com.br.

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Com passagem pelas seleções de base, ele está hoje no Fort Lauderdale Strikers, clube de Ronaldo Fenômeno nos Estados Unidos.

No Palmeiras, com Geromel, Elias, Ilsinho e companhia, quase fez história no Paulista Sub-17.

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"Na semifinal com o Corinthians do Abuda e do Élton, tínhamos uma campanha invicta: 20 jogos, 19 vitórias e um empate. O Corinthians tinha dois empates. Esse jogo foi em 2002 , quando o Palmeiras acabou rebaixado para a Série B. O primeiro jogo foi no Parque São Jorge e a torcida não parava de gritar 'ão, ão segunda divisão'. Os meninos sentiram isso e perdemos o jogo", conta Zanardi.

Divulgação
Geromel se recuperou de caxumba
Geromel está desde 2014 no Grêmio

Foram dois anos no Palestra Itália. O gremista, que já havia passado por Portuguesa, Juventus e Santos, ficou pelo caminho na transição para o sub-20.

O diagnóstico é de que faltou paciência na categoria acima.

"Eu via que ele tinha muita qualidade, sabia sair jogando e tinha um posicionamento espetacular, mas, como a maioria dos garotos, precisava ser trabalhado. O problema é que o imediatismo sempre fala mais alto, tem gente que não quer perder tempo com um cara com potencial. Preferem um cara pronto com menos potencial, mas que irá resolver seu problema", analisa Caio Zanardi.

"Ele ficou um ano conosco no sub-17 e, depois na transição para o sub 20, não foi utilizado", completa.

A convite de um colega, Geromel acabaria deixando o Palmeiras e se mandando para o modesto Desportivo de Chaves-POR. Entraria no radar do superagente Jorge Mendes, se destacaria na Bundesliga pelo Colônia e teria, inclusive, o seu nome citado por Puyol em entrevista no Barcelona.

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Ainda assim, veio parar como quase desconhecido no Grêmio. Hoje, é sonho de consumo de nove em cada dez clubes no Brasil.

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