Campanha arrecada US$ 50 mil para que medalhista de prata no Rio peça asilo

EFE
OLIVIER MORIN/AFP/Getty Images
Feyisa Lilesa faz sinal de protesto após cruzar a linha de chegada da maratona
Feyisa Lilesa faz sinal de protesto após cruzar a linha de chegada da maratona

Uma campanha na internet conseguiu arrecadar quase US$ 50 mil em menos de 24 horas para que o etíope Feyisa Lelisa, prata na maratona dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, possa pedir asilo nos Estados Unidos ou outro país após realizar um gesto polêmico contra o governo da nação africana perto da linha de chegada.

Lelisa ergueu os braços e os cruzou a metros do fim do percurso no Rio, num gesto associado com os protestos dos oromo, que há meses vêm enfrentando o governo central etíope, cuja repressão das manifestações já deixou centenas de mortos.

Em entrevista posterior à prova, o fundista esclareceu que realizou o movimento para chamar a atenção sobre o que está acontecendo em sua região natal e destacou que a partir de então passava a correr risco de morte. Segundo ele, na volta a Etiópia, poderá ser preso ou mesmo assassinado.

No entanto, diante do alvoroço criado nas redes sociais, o chefe do Escritório de Comunicações do governo etíope, Getachew Reda, disse à imprensa local que Lelisa não sofrerá acusações por suas opiniões políticas.

"Convocamos todos os etíopes e defensores dos direitos humanos a contribuírem para apoiar o atleta Feyisa Lelisa, que mostrou um grande heroísmo ao se transformar em um símbolo internacional para os protestos oromo", diz o texto da campanha.

O movimento espontâneo obteve em apenas 18 horas a arrecadação de praticamente a totalidade dos US$ 50 mil que tinha como objetivo.

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