Bronze na Rio 2016, Maicon Siqueira cobra apoio da confederação brasileira de taekwondo

Gustavo Faldon e Ricardo Zanei, do Rio de Janeiro (RJ), para o ESPN.com.br
Getty
Maicon Siqueira ganhou bronze no taekwondo
Maicon Siqueira ganhou bronze no taekwondo

Poucos minutos depois de ter conquistado uma improvável medalha de bronze no taekwondo nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, Maicon Siqueira, de 23 anos, aproveitou seu momento de brilho para criticar a confederação brasileira da modalidade.

"A Confederação apoia, mas eu gostaria que a Confederação apoiasse ainda mais e estivesse mais presente com os atletas e buscasse conversar com as respectivas academias, que é onde o atleta está. Acompanhar, poder estar, ver o que o atleta está precisando", disse o lutador.

"Aconteceu comigo de não ter dinheiro nenhum para disputar uma competição. Com o apoio da Confederação nessa parte financeira é importante, extremamente importante, é onde o atleta consegue rodar e colocar o atleta nos Jogos Olímpicos. Se não fizer isso, você não está nas Olimpíadas", completou.

A visibilidade agora para o meu esporte será melhor. Tem muito talento no taekwondo, que basta as pessoas olharem para a modalidade para ver que existem muitos campeões lá dentro", disse o mineiro de 23 anos.

Imagens que ficam: veja o painel olímpico de fotos dos Jogos do Rio 2016

Maicon Siqueira venceu o britânico Mahama Cho na repescagem que o garantiu a medalha de bronze na categoria até 80kg.

Antes de se tornar medalhista olímpico, o brasileiro, que tem 8 irmãos, chegou a trabalhar como pedreiro e garçom para sustentar a família. 

"Como qualquer outro brasileiro, trabalhando para sustentar a família e poder realizar o sonho. Trabalhei, consegui sustentar a família e continuar no taekwondo até entrar no alto rendimento", explicou.

Maicon também falou sobre Anderson Silva. O ex-campeão do UFC chegou a cogitar ir para os Jogos Olímpicos no taekwondo, mas acabou desistindo.

"Taekwondo é aberto para qualquer um, qualquer pessoa, quem está no MMA, no muay thai, no jiu-jitsu. Lógico, quando ele falou que ia disputar a vaga teve mais visibilidade para a modalidade, teve mais mídia, todos viraram os olhares para a modalidade. A meu respeito, não interferiu em nada. Tanto ele como qualquer outro é um adversário, está ali para ganhar e dar o seu melhor, e que o melhor vença. Ia ser uma luta normal, ele em busca do resultado, eu em busca do resultado", finalizou.

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