Brasileira dá esperança, mas finaliza marcha atlética fora do pódio

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A brasileira Érica de Sena (centro) na prova de marcha atlética, no Rio de Janeiro
A brasileira Érica de Sena (centro) na prova de marcha atlética, no Rio de Janeiro

Prata no último Pan-Americano, a pernambucana Érica de Sena estava cotada para brigar por medalha na marcha atlética. Correspondeu à expectativa durante boa parte da prova, chegando a figurar na quarta colocação, mas não conseguiu. Cruzou a linha de chegada em um sétimo lugar, no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira.

O tempo final dela foi 1min29s29, enquanto a campeã, a chinesa Hong Liu, que está 18 meses invictas na categoria, concluiu em 1min28s35.

A medalha de prata ficou com a mexicana Maria Guadalupe Gonzalez, enquanto o bronze foi para a chinesa Xiuzhi Lu.

A brasileira largou bem na prova e até o final permaneceu no pelatão de elite, com a posição variando do quarto ao oitavo lugar. Ao final dos primeiros 5km, Érica estava na sétima colocação. Dois quilômetros depois caiu para a oitava colocação.

Érica pulou para a quarta colocação ao completar 12km e deu esperança de conquistar uma medalha, uma vez que apresentava um ritmo forte e parecido com as líderes. Mas foi apenas uma esperança. Aos 14 km, caiu para quinta. E, aos 16km, para sétima.

A partir daí ficou claro que ela não conseguiria o pódio. A briga se resumiu ao sexto lugar com a portuguesa Ana Cabecinha, com as duas trocando de posição.

A brasileira entrou como uma das candidatas à medalha pelo desempenho na última edição dos Jogos Pan-Americanos (prata) e o vice na etapa de Chihuahua do Mundial.

Neste ano, ela foi terceira na Copa do Mundo da categoria, em Roma, após a vencedora da prova perder a medalha de ouro por doping. Durante a competição, Érica registrou o recorde sul-americano de marcha atlética, com o tempo 1min27s18.

"Infelizmente não é o resultado que eu queria. É um resultado inédito para o Brasil, nunca uma brasileira ficou em sétimo. Mas eu esperava ter conseguido algo melhor", reconheceu Érica, que mora em Cuenca, no Equador.

"Não posso falar que faltou alguma coisa. Eu tive tudo, tive o apoio da torcida, do Comitê Olímpico Brasileiro, da Confederação Brasileira de Atletismo. Treinei muito para estar aqui, me dediquei muito, mas infelizmente outras atletas foram mais rápidas do que eu", afirmou.

Já Cisiane Lopes, a outra brasileira na prova, figurou bem distante do pelotão de elite. Ao completar os primeiros 4km, caiu para a 43ª posição. Descartada do pódio.

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