'Dono' da seleção, Walace foi parar no Grêmio porque cartolas de ex-clube não o conheciam

Marcus Alves, do Rio de Janeiro (RJ), para o ESPN.com.br
Getty
Walace durante a goleada de 6 a 0 sobre Honduras na semifinal
Walace durante a goleada de 6 a 0 sobre Honduras na semifinal

A reinvenção do Brasil em sua caça à medalha de ouro é atribuída, em maior parte, à entrada do gremista Luan entre os titulares.

Coube ao seu companheiro de clube, Walace, no entanto, arrumar o meio-campo, fortalecer a marcação e abrir espaço para o crescimento do meia Renato Augusto, que vinha sendo criticado por sua lentidão e chegou a ser perseguido pelas vaias durante a fase de grupos.

O volante de 21 anos entrou no time e não saiu mais.

Para isso, desbancou o santista Thiago Maia, até então o principal destaque da seleção olímpica.

Na goleada de 6 a 0 sobre Honduras nas semifinais, ele mostrou as suas duas facetas: 'destruidor', ao desarmar dois ataques adversários e cortar três passes; e também técnico, com o maior número de toques na bola no meio, 64.

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Antes preterido e motivo até mesmo de crítica ao técnico Rogério Micale em sua formação de elenco por sua presença ao lado de Rodrigo Dourado no banco de reservas em um elenco que deveria supostamente se mostrar mais versátil, Walace será figura chave na final contra a Alemanha, neste sábado, às 17h30 (de Brasília), no estádio Maracanã, no Rio de Janeiro.

Será ele o encarregado por frear um ataque que marcou 21 gols ao longo de sua campanha.

O Grêmio mudou a sua carreira.

Antes meio-campista, ele virou volante em Humaitá.

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A sua chegada a Porto Alegre foi possível apenas por causa do desconhecimento dos cartolas de seu ex-clube, o Avaí.

Em 2013, o time catarinense procurou o Grêmio interessado na volta do meia Marquinhos ao clube. Ouviu, então, uma resposta positiva à consulta, mas seguida de uma exigência: os gaúchos queriam uma das promessas de sua base.

O pedido era recorrente em negócios envolvendo atletas encostados.

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Ao escutar o nome de Walace direto do coordenador de formação tricolor Júnior Chávare, o representante do Avaí franziu a testa, segundo relato, e disse que não havia nenhum garoto chamado assim. Chávare insistiu, citou que o atleta tinha vindo do Simões Filho, da Bahia, e que atuava no sub-20.

"Para que vocês querem analisar a troca se nem conhecem o menino? Libera logo e assinamos aqui mesmo", pressionou o ex-scout da Juventus-ITA no Brasil.

E, assim, no outro dia, Walace deixava Florianópolis a caminho de Porto Alegre para agora fazer uma escala no Rio de Janeiro no sonho pela medalha de ouro.

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