Psicóloga do handebol usou lema 'anti-medalha' na véspera do jogo contra a Holanda

Bianca Daga, do Rio de Janeiro (RJ), para o ESPN.com.br
Getty
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Seleção brasileira feminina de handebol perdeu para a Holanda nos Jogos Olímpicos

Ao menos para quem acompanhou de perto a derrota do Brasil no handebol feminino para a Holanda por 32 a 23 nas quartas de final dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, nessa terça-feira, percebeu um certo nervosismo nas jogadoras e a pressão pela melhor colocação na história - ou até quem sabe a medalha inédita. Tudo o que o trabalho piscológico desenvolvido antes de elas entrarem em quadra tentou evitar.

"Fizemos um trabalho de jogo a jogo. Para esse, em específico, apontamos para o desenvolvimento de um foco e o lema era ‘jogar o jogo, e não o que estava em jogo'. A ideia foi comprada pelas atletas e pela comissão técnica. A preparação foi feita. Mas temos adversidades, que podem corroborar ou anular uma ação. Foi o que aconteceu. Não era nosso dia", contou ao ESPN.com.br a psicóloga Alessandra Dutra.

Alê trabalha com a seleção brasileira desde 2009, quando Morten Soubak assumiu o comando técnico. No vestiário do Campeonato Mundial de 2013, o dinamarquês pediu que fossem confeccionadas 16 medalhas de alumínio antes da final contra a Sérvia, para simular a prata e mexer com o brio das jogadoras. Deu certo, e elas conquistaram o título inédito.

O mesmo método, com ações mais expressivas, não é usado sempre. "O das medalhas fazemos mais para final, semifinal. Para o jogo contra a Holanda, baseado neste lema, fizemos uma palestra e um caderno com atividades de desenvolvimento e foco orientado e combativo. O fato de a gente ter perdido não significa que elas não tenham evoluído na performance."

A pivô Dani Piedade - que está com 37 anos e já havia avisado, antes, que a Olimpíada seria sua despedida - não viu salto alto do Brasil no jogo, "Eu não me via como favorita. Via 10 equipes que podiam brigar por medalha. E via nossa equipe com muita capacidade", avaliou.

O Brasil deixa os Jogos Olímpicos na mesma fase em que foi eliminado para a Espanha, no Mundial de 2011, em casa, e para a Noruega, na Olimpíada de Londres-2012. No Mundial do ano passado, na Dinamarca, a seleção comandada por Morten Soubak parou nas oitavas de final, com derrota para a Romênia.

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