Mentor, Flávio Canto vê Rafaela Silva como 'melhor judoca de todos os tempos' após ouro

Gazeta Press
Rafaela Silva bate líder do ranking no judô e conquista 1º ouro brasileiro na Olimpíada

Revelada nos Instituto Reação, criado pelo ex-judoca Flávio Canto, Rafaela Silva conquistou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro na tarde desta terça-feira. Emocionado, o mentor da judoca de 24 anos festejou o feito logrado na Arena Carioca 2.

Rafaela Silva é a primeira atleta da história do judô brasileiro, entre homens e mulheres, a ser campeã olímpica e mundial, já que ganhou a edição de 2013 do evento, também disputado no Rio de Janeiro. O feito foi valorizado por Flavio Canto.

"Ela é agora campeã mundial e olímpica, a primeira do Brasil a conseguir esse feito. Talvez seja a melhor judoca de todos os tempos em termos de resultado. Inacreditável", disse Flávio Canto, com dificuldades para encontrar palavras para se expressar após o título.

"É muito especial, estou muito contente. É um sonho se realizando para ela, para todos nós. Eu ainda estou assim? A chave hoje foi se abrindo de um jeito, ela foi lutando como lutou em 2013. Ela ser campeã mundial já foi algo extraordinário", declarou.

TOSHIFUMI KITAMURA/AFP/Getty Images
Rafaela Silva Comemora Ouro Judo Rio-2016 08/08/2016
Rafaela Silva comemora com sua medalha

Bronze em Atenas 2004, Canto criou o Instituto Reação em 2003. A organização não governamental promove o desenvolvimento humano e a inclusão social por meio do esporte e da educação, fomentando o judô desde a iniciação com crianças de comunidades como Rocinha, Cidade de Deus, Tubiacanga, Pequena Cruzada e Deodoro.

"Quando começou o Reação, sempre imaginamos que um dia isso pudesse acontecer, mas desse jeito, sendo campeã mundial e olímpica aqui no Rio, é muita sorte. Não sei, o jeito que ela lutou hoje, superou todo o mundo", afirmou Flávio Canto, ainda emocionado.

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O ex-judoca também lembrou o drama vivido por Rafaela Silva nos Jogos Olímpicos de Londres 2012. Na segunda rodada, contra a húngara Hedvig Karakas, ela acabou desclassificada por um golpe ilegal e, por meio da Internet, recebeu ofensas racistas.

"Logo que saiu daquela derrota, chegou arrasada no hotel e começaram as ofensas racistas, aquelas coisas que a gente acha que não existem mais, mas infelizmente ainda existe. Ela ficou muito mal, super deprimida, pensou em parar tudo e acabou voltando", recordou.

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