Marcelo Melo diz não temer Djokovic: 'Quem tem de estar preocupado é ele'

EFE
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Marcelo Melo venceu na estreia de duplas
Marcelo Melo venceu na estreia de duplas

Após a estreia vencedora na chave de duplas do tênis nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro ao lado de Bruno Suares, o brasileiro Marcelo Melo já mirou os próximos adversários, os sérvios Novak Djokovic e Nenad Zimonjic, e garantiu não ter medo de encarar um dos tenistas mais badalados do circuito e número 1 em simples.

"Acho que quem tem de estar preocupado é ele (Djokovic), que vai enfrentar um cara que foi número 1 do mundo (em duplas) há pouco tempo, o Bruno foi 3, e a gente vem jogando muito bem. Fora que estamos jogando em casa. Então vamos pensar do nosso lado, acho que a gente tem nível para ganhar deles. O território é nosso, vamos entrar com o pensamento muito positivo e aproveitar a energia do público, que hoje fez a diferença", analisou Marcelo na zona mista do Centro Olímpico de Tênis após a vitória sobre os irmãos gêmeos tailandeses Sonchat e Sanchai Ratiwatana.

Marcelo ainda se disse feliz pelo carinho da torcida, que, segundo o mineiro, vem aumentando à medida que ele e Bruno crescem no circuito e têm mais espaço na grade televisiva.

"A torcida sempre ajuda, vemos na Copa Davis. O público tem pouca chance de nos ver ao vivo, é sempre pela televisão, hoje em dia tem passado muito mais, aí acredito que eles guardam essa energia da TV e a gastam quanto têm a oportunidade. É um carinho muito grande, e a gente anda muito feliz com o que tem acontecido em nossa carreira e vai fazer de tudo para que dê certo", declarou.

Ainda sobre o público, Bruno Soares, por sua vez, considerou que os Jogos Olímpicos acontecerem no Brasil serve para que a população tenham um momento de alegria em meio às incertezas do cenário político e econômico nacional.

"Temos atravessado um momento difícil politica e economicamente, o que não é fácil, e sentimos que sediar um evento assim traz um pouco de paz durante um mês e algo para que as pessoas podem olhar", opinou Bruno.

Djokovic é o atual líder do ranking de simples, e Zimonjic, embora já tenha 40 anos, também tem grandes resultados na carreira como duplista e também já foi número 1 do mundo. O campeão do Aberto da Austrália deste ano, ao lado do britânico Jamie Murray, admitiu que espera dificuldades na segunda rodada.

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"Eles simplesmente combinam um dos melhores jogadores de simples de todos os tempos e um dos melhores jogadores de duplas de todos os tempos. Não há o que esperar além de uma partida muito difícil, mas vamos jogar o nosso jogo, focar nas nossas coisas", disse.

"O circuito é legal porque a turma se dá bem. A gente convive o ano inteiro, então todo mundo se dá relativamente bem. O clima que tem na Vila Olímpica é bom por isso, por podermos trocar experiência com outros atletas, outros jogadores, mas quando entra na quadra acaba isso tudo. O que a gente quer é aquela redondinha que o pessoal coloca no peito", ressaltou.

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