'CBLoL2016': Após dois longos anos a CNB volta á final do brasileiro de League of Legends

ESPN.com.br
Riot Games Brasil
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CNB chega em sua terceira final de CBLoL

O clima entre CNB e Keyd não estava muito diferente da última semana da etapa de pontos. Tenso e cheio de rivalidade a Keyd resistiu o quanto pode, mas foi derrotada com autoridade pela CNB por três jogos contra apenas um.

Vencendo a primeira, a terceira e a quarta partida a equipe dos Blumers, última colocada na primeira etapa da competição, infernizou a Keydstars com escolhas e estratégias agressivas. Começando pelo destaque da partida, que desta vez não foi um jogador e sim um campeão. Jhin, O Virtuoso, foi o grande nome da série com 100% de vitórias, três vezes na mão da CNB e apenas uma na da Keyd o campeão foi preciso e indispensável para iniciar de muito, muito longe grande parte das lutas. Sempre em uma posição segura causando lentidão e prendendo seus adversários.

Com escolhas melhores e atuações superiores a CNB foi sólida e explorou o ponto mais fraco dos seus adversários, o jogador do topo Robô. Em todas as etapas de seleção de campeão a equipe dos guerreiros mostrou sua falta de confiança no jogador. Em um metagame focado em campeões carregadores, ou de offtankers, Robô só jogou com personagens de utilidade, com isso ele deixou de ser um pilar preocupante em todas as partidas e foi focado constantemente. A falta de confiança de seus companheiros pode ter vindo das suas atuações inconstantes durante todo o torneio e quando não se tem confiança na capacidade de seus jogadores a equipe tem um sério problema.

Do outro lado a CNB não tinha apenas confiança, tinha vontade, desejo e esperança de voltar a uma final de CBLoL depois de um ano e meio amargando a lista das equipes secundárias. Dentro de todo esse período de espera é importante ressaltar que o técnico Djoko tem um dedo importante, nos fracassos, vitórias e na capacitação da equipe.

Foi ele o responsável pela preparação de PBO e WOS e na "liga" que a equipe conseguiu com a entrada de Tin, Minerva e LEP. Fazendo jogos bons, mas não convicentes, o empate, com gosto de derrota, para a paiN foi o que eles precisavam para melhorar e mudar. Depois daquele confronto a CNB a começou a se preocupar muito mais com seu estilo se jogo, seus campeões e suas iniciativas do que com as do adversário e essa foi a peça que faltava para a equipe, não apenas na etapa de grupos, mas também nas semis.

O último jogo é um bom exemplo disso, com Rek'sai nas mãos do caçador Minerva e Zyra nas do suporte WOS a equipe conseguiu controlar seus campos e os do adversário, com isso Nappon e Robô ficaram muito atrás e seus problemas começaram a ser explorados. Forçando a habilidade mais importante de Malphite - nas mãos do topo da Keyd - a CNB conseguiu evitar iniciações poderosas e entrava e saia de dentro da zona de luta enquanto PBO, de Jhin, conseguia fazer seu papel em causar dano e desacelerar a Keyd.

Felicidade para uns e tristeza para outros, da última vez que a CNB conseguiu chegar a uma final seu jogador do meio e capitão era Takeshi, atual meio da Keyd, que de lá para cá conseguiu bons resultados mas só amargou o segundo lugar. Com a derrota nem mesmo isso o jogador, um dos mais populares de nosso cenário, terá nesta etapa. Outro fato curioso é que das quatro finais que valiam vaga para o WildCard do Mundial a CNB esteve em três e duas foi com o jogador.

Agora os Blummers esperam o vencedor da semifinal de amanhã entre INTZ e paiN para saber quem será seu adversário no dia 9 de julho no Ginásio do Ibirapuera em São Paulo. Independente do vencedor a equipe sabe que deve se preparar para jogar, também, contra a torcida em um dos templos do esporte brasileiro.

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