Promessa brasileira vai de disputada por rivais de Manchester a terceiro time em três anos

Thiago Cara e Vladimir Bianchini, do ESPN.com.br
ESPN.com.br
Gabriel em ação no City. Abaixo, acertando com Atlético-PR, Corinthians e Inter
Gabriel em ação no City. Abaixo, acertando com Atlético-PR, Corinthians e Inter

Em agosto de 2013, Gabriel Fernando Almeida foi notícia na Inglaterra, pivô de uma disputa de bastidores entre os rivais Manchester City e United. A polêmica transferência, que nunca se concretizou, marca a ainda curta carreira do jovem, que, desde então, voltou ao Brasil e já vai para o terceiro clube nos últimos três anos.

Nascido em 1996, o meia acaba de assinar contrato com o Internacional. Vai defender o time B colorado, podendo chegar ao profissional. Será a sétima camisa diferente que Gabriel veste - Sporting-POR, Flamengo, Tottenham-ING, Manchester City-ING, Corinthians e Atlético-PR. Tudo isso com apenas 19 anos de idade.

Fã dos espanhóis Juan Mata e David Silva, o jogador se formou na Europa. "Meu pai foi para Portugal para trabalhar, e eu comecei a jogar em uma escolinha com um amigo dele, que era o treinador. Meu pai, no começo, não queria que eu jogasse porque sabe os sacrifícios que os jogadores passam, mas ele aceitou", disse Gabriel, ao ESPN.com.br.

O jovem lembra que ficou no Sporting dos 7 aos 9 anos, quando foi para a Inglaterra, passando a jogar nas divisões inferiores do Tottenham. Em Londres, chegou a conhecer jogadores como Jermain Defoe, que prestigiava alguns treinos. A primeira volta ao Brasil aconteceu para o Flamengo. "Joguei com Jorge, Lucas Paquetá..."

O City e a transferência frustrada

Um ano e meio depois, teve início sua passagem mais vistosa, no City. "Estava acontecendo uma revolução, porque o clube tinha sido comprado pelo xeique. Eles fizeram uma academia nova para a base e achei que seria muito bom para meu futuro. Eles me convidaram, e aceitei voltar para a Inglaterra", conta Gabriel.

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"Quando completei 15 anos, treinava com os profissionais às vezes. O (técnico Roberto) Mancini gostava do meu futebol, e me colocava para treinar. Falei com Balotelli, Aguero, Tevez", lembra o jovem, que guarda boas histórias com o ex-volante e técnico da base Patrick Vieira e o zagueiro Vincent Kompany.

Arquivo pessoal
Gabriel ao lado de Kompany e Micah Richards no Manchester City
Gabriel ao lado de Kompany e Micah Richards

"Vieira era o cara que mais conversava comigo. Eu lembro que, sempre que eu fazia algo errado, ele não me deixava sair de campo até eu fazer a coisa certa. Dentro e fora de campo, era um paizão, me auxiliava com posicionamento no meio-campo. Além disso, me levava para resenha com os caras famosos do City no vestiário".

"Os caras me colocaram por uns 10 minutos numa rodinha de bobo para aquecer. Daí, o Kompany falou assim: 'Daqui dois anos quero que você faça isso comigo, não me deixe pegar a bola'. Foi um baita incentivo", relembrou.

Foi então que surgiu a possibilidade de se transferir para o Manchester United. Em 12 de agosto de 2013, Gabriel chegou a escrever em sua conta no Twitter que estava deixando o City, com um agradecimento "aos torcedores pelo apoio e à comissão técnica pela ajuda a desenvolver meu jogo".

"O empresário começou a negociar com diretores do United, e estava tudo certo. Depois, não entraram em um acordo financeiro. Era o empresário do Rio Ferdinand. Eles queriam que eu fosse para lá. Não deu certo", recorda. "Fiquei mais um tempo no City, e eu não quis renovar. A gente propôs um acordo e eles não queriam aceitar."

A volta ao Brasil

Meses após o negócio fracassado na Inglaterra, em novembro, o Corinthians anunciou a chegada de Gabriel, contratação aprovada via DVD. O jovem chegava para reforçar o time sub-17 alvinegro, que tinha jovens como o lateral Guilherme Arana, o volante Maycon e o atacante Malcom (hoje no Bordeaux-FRA).

Arquivo pessoal
Gabriel na Copa Santiago, pelo Corinthians
Gabriel na Copa Santiago, pelo Corinthians

Em 2015, foi para o Atlético-PR, seguindo os passos, inclusive, do próprio Arana. "No Corinthians, tive problemas com contrato e não chegamos a um acordo na renovação. Foi um ano no sub-17, fui vice-campeão da Copa Santiago (no RS) e campeão paulista (Gabriel chegou já na reta final da competição e não entrou em campo)".

Com a camisa rubro-negra, Gabriel conta 18 gols em 20 jogos. Na campanha do vice da Copa do Brasil sub-20 de 2015, porém, o meia só foi titular uma vez, deixando sua marca na vitória sobre o Criciúma. Na semifinal contra o Atlético-MG, entrou no fim (jogou 9 mins), assim como na ida de decisão contra o São Paulo (15 mins).

Agora, ele busca decolar no Internacional. A multa, segundo o pai, Marcelo, é digna de um grande jogador: 14 milhões de euros (quase R$ 54 milhões) para o mercado interno e 60 milhões de euros (R$ 230 milhões) para o exterior. 

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"Eu tenho uma expectativa bem grande no Inter. Recebi um apoio muito grande da diretoria. Vou para o Inter B e depois buscar um espaço no profissional. Mas eu penso no momento, não quero pensar lá na frente, quero me dedicar ao Inter e mais nada."

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