Dedé e Alecsandro são sócios de empresa que ajuda boleiros a 'virarem milionários'

Rafael Valente e Vladimir Bianchini, de São Paulo, para o ESPN.com.br
Gazeta Press
Dedé (à esq.) e Alecsandro são amigos dos tempos de Vasco
Dedé (à esq.) e Alecsandro são amigos dos tempos de Vasco 

É bastante comum a história de jogadores que ficaram em situação financeira difícil após o final da carreira, mesmo depois de faturarem muito dinheiro. Temendo fazer parte desse grupo o zagueiro Dedé, do Cruzeiro, e o atacante Alecsandro, do Palmeiras, iniciaram há cerca de dois anos um projeto para se protegerem. A ideia deu certo e hoje eles ajudam outros boleiros a 'virarem milionários'.

Eles trabalham em conjunto com o consultor Marcio Cezar Aguiar do Santos e montaram uma empresa (a Angel) que dá instruções de investimento. A ideia animou tanto a dupla de boleiros, que estavam no Vasco naquela época, que foi natural eles ampliarem.

"Jogador muitas vezes não tem tempo e conhecimento para aplicações, investimentos, câmbio... É importante ter uma pessoa de confiança e qualificada para fazer isso. Conheço muitos jogadores que têm alguém que faça esse tipo de trabalho de maneira informal, normalmente são os pais, os sogros ou amigos. Pouca gente tem experiência ou qualificação para saber o que está fazendo", disse Dedé à reportagem.

Mas o defensor do Cruzeiro não dá palpites nos negócios para o qual investe o próprio dinheiro nem no de colegas que integram o projeto. Quem cuida disso é Cezar.

"Não quero me meter em um trabalho que não conheço, pois estaria fazendo igual aos demais que opinam sem conhecimento", explicou Dedé.

O cruzeirense atua de outra forma. Ele e Alecsandro indicam boleiros para Cezar. Quem fica interessado é apresentado a ideia e se aderir paga parte dos vencimentos à empresa.

"O que pretendo fazer, e faço, é indicar como amigo, pois a ideia é ser um anjo da guarda para os jogadores, como diz o próprio nome da empresa (Angel)", disse Dedé.

Arquivo Pessoal
Marcio Cezar e Dedé na sede da empresa Angel
Marcio Cezar e Dedé na sede da empresa Angel

"Essa é a nossa ideia: sermos o anjo da guarda dos jogadores. Damos consultoria aos jogadores quando ele vai comprar um imóvel para ele saber quanto é a taxa. Estamos no dia a dia dos atletas e o futebol é um meio pequeno. Vai no boca a boca. Operamos em todos continentes menos na África. Cuidamos de estrangeiros que vêm para cá como os casos do Erazo e do Cazares", disse o empresário de 38 anos.

Hoje, a Angel Sports Management, sediada na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, tem 60 jogadores como clientes. São atletas especialmente do eixo sul-sudeste. A ideia é ampliar para outros locais do Brasil. 

"Teve cara que economizou até R$ 80 mil numa remessa. Eu falo assim, amanhã o dólar subirá, o cara me segue e dá certo. Não existe mágica. Eu fico de olho no câmbio e deposito naquele dia. Tem cara que consegue economizar até um carro zero com a variação cambial".

Cezar conta que os boleiros costumam se meter em algumas roubadas por conta de falta de conhecimento.

"O cara está no estrangeiro e vem um doleiro que quer mandar dinheiro para Brasil, mas o cara faz de forma irregular. A gente soube de casos de um jogaodr brasileiro que veio ao aeroporto com 60 mil euros nas calças e ficou preso. Perdeu tudo e ferrou com a vida dele. Ele ganha um dinheiro legal, não tem motivo para fazer errado", analisou.

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Com quase dois anos de empresa, Marcio, que antes trabalhava como consultor financeiro em um banco e atendia alguns atletas do Vasco da Gama tem planos ambiciosos.

"Um dia essa empresa pode virar um banco pelo volume de ações que fazemos. Eu vivo do sucesso dos jogadores e quero ser uma fábrica de milionários. A Angel é responsável por abrir a visão, buscar investimentos palpáveis e criar fortuna no futuro. Se tiver alguém mal sucedido a culpa tambem é minha", garantiu.

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