Exclusivo: Dualib, 96 anos, fala de Andrés, Kia, MSI e Brasileiro-05 'mais ou menos roubado'

Diego Garcia, Lucas Borges e Vladmir Bianchini, do ESPN.com.br
Gazeta Press
Alberto Dualib e Kia Joorabchian na apresentação de Tevez no Corinthians, em 2005
Alberto Dualib e Kia Joorabchian na apresentação de Tevez no Corinthians, em 2005

O relógio marcava 19h da quinta-feira quando, aleatoriamente, alguém puxou o assunto na redação da ESPN Brasil. "E o Alberto Dualib, hein? Está com 96 anos, firme e forte". Dali em diante, o presidente mais vitorioso em 105 anos de Corinthians foi o tema da conversa entre os presentes.

Muitas histórias saudosas: a chegada do ídolo Marcelinho Carioca, os épicos tempos do Corinthians de 98, 99 e 2000, a primeira passagem de Tite pelo Parque São Jorge, os frustrados sonhos do estádio próprio, Carlitos Tévez.

Outras, nem tanto: a malfadada parceria com a MSI e com o empresário Kia Joorabchian, o controverso título brasileiro de 2005 (das partidas remarcadas pelo escândalo de arbitragem de Edilson Pereira de Carvalho), as acusações de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha que culminaram com a renúncia do dirigente em 2007 e o consequente rebaixamento na Série A.

Era tanto pano para a manga, que surgiu a ideia de - por que não? - discar o número de Dualib no telefone e convidá-lo para a "resenha". O quase centenário cartola não só atendeu a chamada, como topou dar uma entrevista que durou quase 45 minutos.

Saciou nossa curiosidade (fugiu das polêmicas) e foi além, lembrando do dia em que Vampeta o puxou de canto no vestiário para oferecer R$ 1 milhão, dos R$ 12 milhões que colocou do próprio bolso no clube, da fuga de Renato Gaúcho momentos antes de anunciá-lo como reforço alvinegro e do "verdadeiro culpado" por fazê-lo chorar no dia em que o Timão caiu para a Segundona.

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Alberto Dualib, presidente do Corinthians de 1993 a 2007
Alberto Dualib, presidente do Corinthians de 1993 a 2007, hoje está com 96 anos

ESPN - Como tem sido a vida distante do futebol?
Dualib -
Eu não perco nenhum jogo. Assisto todos.

ESPN - E o que está achando do time do Corinthians?
Dualib -
Dentro de como está o futebol, é um time bom. Mas perderam vários jogadores e isso atrapalha o técnico. Ele acerta um padrão de jogo com um time, aí saem quatro ou cinco, acerta com outro, e assim sucessivamente.

ESPN - Foi você que trouxe o Tite a primeira vez para o clube (em 2004), não é?
Dualib -
Eu que o trouxe. Da primeira vez fui eu, ele não era nem conhecido.

ESPN - Você imaginava que ele ia chegar onde chegou?
Dualib -
Como homem ele sempre foi excelente. Na época a gente não conhecia o trabalho dele. Ninguém conhecia.

ESPN - E por que foi contratado, então?
Dualib -
Foi uma aposta, aí gostamos muito dele. Inclusive, é meu amigo até hoje. Ele deu entrevista outro dia dizendo que quem o trouxe fui eu.

ESPN - Como é a relação com o Tite hoje?
Dualib -
Estive com ele em uma visita ao CT outro dia, ele disse que estava lá graças a mim, que eu o trouxe.

ESPN - Ele saiu por um problema com o Kia?
Dualib -
Exatamente, o Kia brigou com ele. Foi no vestiário, não lembro bem, parece que perdemos um jogo e ele foi questionar no vestiário. Procurei defender o Tite, mas na época o vestiário pertencia a eles (MSI), eram eles quem dirigiam o futebol.

ESPN - A MSI foi boa para o Corinthians?
Dualib -
A MSI era responsável por tudo no futebol, do mesmo jeito que pagava tudo. Era uma parceria. No final, não foi bom. No final, foi um desastre, pois o Kia entrava em tudo, queria mexer em tudo, e em um regime presidencial isso não é admitido.

ESPN - Se arrepende?
Dualib -
Não me arrependo. Ganhamos título.

ESPN - Voltou a falar com o Kia alguma vez?
Dualib -
Nunca mais. E nem quero.

ESPN - Chegou a conhecer a arena nova?
Dualib -
Não fui ainda. Fui visitar o estádio pronto, mas não fui ver jogo. Jogo noturno, na minha idade, não dá para sair daqui e ir a Itaquera.

ESPN - Por que o estádio que você tentou construir não deu certo?
Dualib -
Até terreno eu comprei. Não deu certo porque as opiniões divergiam muito. Uns queriam em Itaquera, a maioria queria em local mais acessível, e ficou nisso. Tentei fazer quatro vezes, e não deu certo. No fim, entrei com a planta para fazer lá no próprio bairro de Itaquera, contrariando a propria prefeitura, que disse que não podia fazer nada lá, por causa da Petrobras.

Reprodução/Facebook
Acusado de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, Dualib esteve na Arena Corinthians
Andrés e André Negão em Itaquera com Dualib

ESPN - Ficou satisfeito com a arena construída?
Dualib -
Muito bonita, muito boa. Eu estava enganado, pois está lotando sempre.

ESPN - O estádio é benéfico, mesmo com as contas todas?
Dualib -
O que, por exemplo?

ESPN - Os CIDs que não vendem, a renda que vai direto para o fundo, tudo isso.
Dualib -
Eles fizeram um compromisso de R$ 1,2 bilhão. Então, tem que pagar. Acho que ficou muito caro. R$ 1,2 bilhão em um estádio, só mesmo para a Copa do Mundo.

ESPN - E o Andrés (Sanchez, sucessor de Dualib), fala com ele ainda?
Dualib -
Ele sempre me liga e conversamos. A relação é muito boa. Ele era meu diretor de futebol, vice-presidente. Com o Andrés converso sempre. Outro dia, estava com o Mustafá e o Andrés me ligou. Aí, lembramos os bons tempos. Lembrou das eliminações para o Palmeiras na Libertadores. Mas agora passou, acabou a decepção.

ESPN - Não ficou mágoa do Andrés por ele ter liderado o movimento que culminou na sua saída?
Dualib -
Isso faz parte da política de um clube. E depois, eu já estava há 15 anos lá. Senti que era a hora de sair. O pessoal que estava comigo não me deixava sair.

ESPN - Você saiu com uma imagem injustiçada do Corinthians?
Dualib -
Quem me conhece sabe que não. É difícil mudar o perfil de uma pessoa por causa de um clube de futebol.

ESPN - Você colocou muito dinheiro no Corinthians?
Dualib -
Sim, senhor. R$ 12 milhões.

ESPN - Recebeu algo de volta, algum centavo?
Dualib -
Eu nunca mais recebi nada.

ESPN - Foi por amor ao clube?
Dualib -
Se você me perguntar se valeu a pena, eu vou falar que não.

ESPN - Por que não?
Dualib -
Veja bem, muito dinheiro. Na época era muito dinheiro, como é hoje também. Eu tinha cinco empresas, fechei todas elas por causa do Corinthians. Me dedicava muito ao Corinthians. Todas as empresas de 1943, cinquentenárias. Empresas de artefatos de borracha para distribuição automobilística, entre outras.

ESPN - Como é a sua situação financeira hoje?
Dualib -
Remediada.

ESPN - Sua família pedia pela sua saída?
Dualib -
Muitas vezes. Tentei sair quando ganhamos o Mundial (2000) e não consegui. Quando você administra um clube, fica 15 anos lá, aí se cerca de amigos que não querem sair do posto. Tirando o cabeça, os outros saem também, e isso obriga que a pessoa vá para o sacrifício e continue. Pois 15 anos é muito tempo, no Corinthans se cobra muito. E essa pressão para continuar no poder acontece com todos. Até no governo.

ESPN - O que mudou do futebol daquela época para hoje?
Dualib -
O futebol naquela época era de graça. Com R$ 1 milhão eu passava o mês, era o dinheiro da Globo na época. Hoje, a Globo paga R$ 30 milhões por mês.

ESPN - Teve dirigente que embolsou dinheiro?
Dualib -
No meu tempo, não. O dinheiro era aplicado no clube.

ESPN - Com o dinheiro do seu bolso, comprou quais jogadores?
Dualib -
Um foi o Edmar [ex-Guarani]. Custou 1,8 milhão, mais 400 de luvas. Também teve o Denner, da Portuguesa. Dei 1,5 milhão para comprar o Dener, depois o Conselho de Orientação Fiscal não aprovou, me devolveram o cheque e ficou tudo em águas passadas.

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Dinei e Marcelinho Carioca comemoram título brasileiro
Dinei e Marcelinho comemoram título brasileiro


ESPN - Como era lidar com aquelas estrelas?
Dualib - Sempre me dei muito bem, tanto que alguns estão velhos e me telefonam. Todos eles me ligam.

ESPN - Qual o melhor time que você viu jogar?
Dualib -
98, 99 e 2000.

ESPN - Lembra alguma história boa deles agora?
Dualib -
O Vampeta ficou um grande amigo, uma pessoa fenomenal. O Vampeta era sensacional. Uma vez, tinha que pagar um prêmio de R$ 1 milhão e não tinha caixa. Ele falou: 'Eu tenho R$ 1 milhão, te empresto'. Eu falei que não (risos). Você vê como ele era comigo. Já o Marcelinho Carioca é o maior jogador da história do Corinthians e da minha administração. Comprei ele por R$ 500 mil do Flamengo. Inclusive, o próprio presidente do Flamengo, depois que eu fechei negócio, falou: 'Você vai ver o que vai acontecer'. O Marcelinho é meu amigo até hoje, o maior vencedor de título da história do Corinthians. E o presidente do Flamengo achava que estava vendendo jogador que não ia dar frutos (risos).

ESPN - Lembra mais algum caso da sua época?
Dualib -
Teve aquele jogador do Grêmio. O Renato [Gaúcho, jogador do Grêmio de 1982 a 87 e em 1991 e atleta do Flamengo entre 1989 e 1990 e em 1993]. Fechei contrato com ele. O Figer [Juan, empresário] estava junto, e no quarto do hotel o Figer estava batendo o contrato, e aquele lateral do Flamengo, um famoso, Leandro. Roubou ele do quarto do hotel e levou embora para o Flamengo. O Renato era o maior jogador da época. Avisaram que estava tocando o telefone no quarto dele e aí ele desapareceu. Ele fugiu do hotel. O Renato falava para mim: 'Você imagina, presidente, como vai ser eu fazendo aqueles golaços com essa torcida?'. Aí eu fui lá anunciar que ia apresentar, a televisão esperando, comecei a dar uma entrevista. Quando mandei chamar, ele tinha desaparecido. Caí do cavalo, fiquei mal (risos).

ESPN - Quem foi o maior técnico da sua época?
Dualib -
Vanderlei Luxemburgo, até chegar o Tite.

ESPN - E do Tévez, o que lembra?
Dualib -
O Kia comprou ele. Jogou muita bola, ganhou título.

ESPN - Um título conturbado, não é (do Campeonato Brasileiro de 2005)?
Dualib -
Mas consagra. Título consagra. Tanto jogadores como administração.

ESPN - E a polêmica de quem fala que o título de 2005 foi roubado, o que o senhor responde?
Dualib -
Mais ou menos.

ESPN - Mais ou menos?
Dualib -
Foram aqueles 11 jogos. Jogos que perdemos e depois ganhamos. E eu falei para o cara do Internacional: 'Caramba, eu tirei o título da sua boca'.
Observação da redação: O Campeonato Brasileiro de 2005 teve 11 jogos anulados e remarcados, todos apitados por Edilson Pereira de Carvalho, o pivô da Máfia do Apito, desvendada após reportagem da Revista Veja. Se o torneio não tivesse os respectivos jogos anulados, o Internacional teria sido o campeão com um ponto de vantagem em cima do Corinthians, que na classificação com as partidas remarcadas acabou campeão com três pontos em cima do rival colorado.

ESPN - Que cara? Fernando Carvalho (presidente do Inter na época)?
Dualib -
É. Eu falei para ele: 'tirei o título da sua boca'.

ESPN - Ficou manchada a conquista por isso?
Dualib -
Não, pois não teve trambique. Foi um título legítimo.

Agência Estado
Com 36,8% dos jogos perdidos em 2007, o Corinthians foi rebaixado; Betão foi o símbolo da queda
Betão chora rebaixamento em 2008

ESPN - E o árbitro Edilson Pereira de Carvalho, falou com ele alguma vez?
Dualib -
Não. Eu falei com alguém no Rio de Janeiro, em uma homenagem, que falei sobre esse título. Comentei com uma pessoa que era muito contestado o título. O pessoal estava contestando. Eu falei: foi um título legítimo, ganhamos no campo.

ESPN - Você foi absolvido do processo por lavagem de dinheiro da MSI?
Dualib -
Você vê? Arquivaram tudo. O processo foi pelo negócio da MSI. E no final não deu em nada. Era tudo invenção do pessoal que fica inimigo. Eu quando mandei comprar o Tévez achei que estava comprando um baita jogador, e era mesmo, pois depois na Europa se consagrou. E quem pagou foi a MSI, R$ 25 milhões. Na época era muito dinheiro por um jogador.
Observação da redação: Kia Joorabchian, Boris Berezovsky e Nojan Bedroud, além de Alberto Dualib e Paulo Angioni, foram acusados pelo Ministério Público Federal de lavar US$ 32 milhões por meio de investimentos no Corinthians, mas acabaram absolvidos em 2014 tanto das acusações de lavagem de dinheiro quanto das de formação de quadrilha no caso conhecido como MSI/Corinthians.

ESPN - E o caso Ivens Mendes? Pode explicar?
Dualib -
Aquele cara me pediu camisa do Marcelinho Carioca, porra. Ele me pediu 100. Perguntei: 'Quanto?'. Ele falou: '100 camisas'. Eu pedi para o fabricante, que mandava 100 camisas do Marcelinho para ele distribuir em Minas Gerais, onde ele era candidato a deputado. Ele dizia que cada camisa dava 100 votos. E aí surgiu aquele negócio do 'Um, zero, zero'. Ele entendia assim. Dizia 100 camisas. E usaram a gravação do 'Um, zero, zero' para dizer que eu estava pagando. O futebol é assim mesmo, o futebol já chama futebol.
Observação da redação: o 'Caso Ivens Mendes' ocorreu em 1996, quando o Jornal Nacional divulgou gravações de esquema de corrupção na CBF, supostamente envolvendo vendas de resultados, com Ivens Mendes, então presidente da Comissão Nacional de Arbitragem de Futebol, como pivô. Dualib surgiu em uma gravação por uma voz que pedia ajuda financeira, mencionando "um, zero, zero", o que na época ficou suspeito como R$ 100 mil reais a ser pago. Ivens Mendes fazia campanha a Deputado Federal por Minas Gerais. O 'Caso Ivens Mendes' culminou com o cancelamento do rebaixamento de Fluminense e Bragantino, em 1996.

ESPN - Como foi o dia que o Corinthians foi rebaixado? Muitos creditam ao senhor.
Dualib -
Ah, não. Eu saí em agosto (de 2007, ano do rebaixamento). Não, pois estive três vezes em perigo de rebaixamento, e nunca caí. Nunca deixei. Assumia o futebol, acompanhava e fazia preleção, fazia de tudo para ganhar o jogo. Senão ia ser um desastre. Nunca caímos comigo. Quem caiu, caiu na mão do Andrés Sanchez.

ESPN - Por que isso aconteceu?
Dualib -
Perdeu o traquejo na época. Eu estava há 15 anos no clube e sabia o caminho das vitórias. No último jogo, uma vez, em 1997, em Goiás, eu fui lá, fiz a preleção, mostrei a vantagem de ficar e os jogadores entenderam e me atenderam.

ESPN - Como se sentiu quando caiu?
Dualib -
Eu chorei. Chorei cinco vezes ainda. Chorei. Chorei, estou te falando. Chorei porque caiu para a segunda divisão, e eu nunca deixei cair.

ESPN - E quando ganhou a Libertadores, como foi?
Dualib -
Fiquei muito feliz. Na minha época, o Palmeiras era uma seleção. O São Paulo era uma seleção. O Marcos fazia milagre no gol, perdi duas para o Palmeiras.

ESPN - E você quase contratou o Marcos?
Dualib -
Você lembra? Mas o Palmeiras não quis. O Mustafá era meu amigo, era uma sacanagem também. O Marcos foi o maior goleiro. Vi ele fazer defesas impossíveis, mágicas. Na época, até, a parceria que fizemos com o Banco Excel (em 1997) iniciaram um trabalho para contratar o Ronaldo Fenômeno, que estava no auge na Itália. Tinha um diretor do banco que falou que ia trazer ele, eu já logo disse que ia ter que vender o banco, que era muito difícil. Acabou vindo anos depois.

ESPN - Sua casa pegou fogo ano passado?
Dualib -
Pegou fogo. Eu morava na Vila Madalena, uma noite estava dormindo, 3:30 da manhã, e acordei com fogo no quarto já. Eu não sei o que aconteceu na parte elétrica, que queimou tudo. Perdi tudo. Seguro nunca paga o total, vocês sabem disso. Só a reforma custou R$ 170 mil.

ESPN - Tinham recordações do Corinthians lá?
Dualib -
Sim, e queimou tudo. Muitas camisas antigas. Tinha uma coleção de 500 camisas antigas e novas, de todos os clubes do mundo, queimou tudo. Tinha que tirar meu corpo para não me queimar, tive que pular o fogo com a toalha na cara para não sair. Molhei uma toalha, enrolei no rosto e pulei para não me queimar.

ESPN - O que achou das gestões após a sua? Sanchez, Gobbi (Mário), Andrade (Roberto de)...
Dualib -
No futebol, é assim: se ganhou título, então é uma boa administração. Ninguém pode discutir.

ESPN - Tem relação com o André Negão (atual vice-presidente do Corinthians)?
Dualib -
Sim, e muito boa. Aliás, ele é amigo de todos. Era meu amigo quando eu estava lá, já.

ESPN - O que achou dessa polêmica com ele e a Lava Jato?
Dualib -
Para ser sincero, nessa época eu estava viajando e não assisti nada. Estive fora de São Paulo por quatro ou cinco meses, viajando mesmo. Eu estou velho, e se não fizer agora, não faço mais. Enquanto as pernas levarem, eu vou fazendo.
Observação da redação: André Luiz de Oliveira, o André Negão, que é vice-presidente do Corinthians, em março deste ano foi detido sob suspeita de recebimento de propinas da Odebrecht nas obras do Itaquerão e posse ilegal de armas, pagou fiança de R$ 5 mil e foi solto.

ESPN - André Negão será o próximo presidente do Corinthians?
Dualib -
Não sei. Não sei se ele quer.

ESPN - Acha que a Lava Jato chega na Arena?
Dualib -
Eu não acompanho isso não, viu.

ESPN - E as polêmicas envolvendo a CBF?
Dualib -
Não estou acompanhando coisa difícil, viu. Minha cabeça está bem ruim para assimilar.

ESPN - Quem indicaria para próximo presidente do Corinthians?
Dualib -
Não tenho ninguém.

ESPN - Sente falta do Corinthians?
Dualib -
Muita.

ESPN - Do que?
Dualib -
Das minhas amizades. Todo mundo era meu amigo lá. Até hoje telefonam para mim, marcam um almoço e uma janta, eu participo. É um clube que em 1994 nós fundamos, chama Chorumelos. Vai todo o pessoal da época, lá. São 300 pessoas.

ESPN - Nunca mais foi no Parque São Jorge?
Dualib -
Não.

ESPN - Não tem vontade de ir?
Dualib -
Não.

ESPN - Por que não?
Dualib -
Por que não. Lá tem o pessoal da Gaviões da Fiel, e eles não gostam de mim.

ESPN - Vai ver o Derby de domingo?
Dualib -
Pela televisão. Não perco um jogo.

ESPN - Qual o palpite?
Dualib -
Corinthians ganha, 2 a 1.

ESPN - Gols de quem?
Dualib -
Aí já é difícil falar, viu (risos).

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