Federer vence final épica diante de Roddick e torna-se maior campeão de Grand Slams da história

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Roger Federer deu neste domingo mais um enorme argumento para os que defendem que ele é o maior tenista de todos os tempos. O suíco conquistou o Torneio de Wimbledon, retomou a primeira colocação no ranking mundial e tornou-se o maior campeão de torneios de Grand Slam da história - soma 15 contra 14 do norte-americano Pete Sampras, que assistiu à partida em Londres e aplaudiu de pé o novo rei.

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No ranking, Federer passa a somar 11220 pontos contra 10735 do espanhol Rafael Nadal, que, lesionado, não pôde defender seu título em Wimbledon e fica menos de um ano na posição máxima do tênis mundial. No currículo, Federer tem agora 60 títulos como profissional, um quarto deles em Grand Slams: são 3 Abertos da Austrália, 1 Roland Garros, 6 conquistas em Wimbledon e 5 no Aberto dos EUA.

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Para chegar ao feito, o suíco teve que lutar muito para ganhar na final do norte-americano Andy Roddick, com parciais de 5-7, 7-6 (8-6), 7-6 (7-5), 3-6 e 16-14, em mais de quatro horas de jogo. A única quebra de saque veio no quinto set, quando Federer liderava por 15-14 e derrubou o sólido serviço do rival para fechar a partida.

Roddick, que só venceu um Grand Slam na carreira (Aberto dos EUA de 2003), é um freguês de carteirinha de Federer - agora, no retrospecto, são 19 vitórias do suíço contra 2 do norte-americano. No entanto, em tantos anos de derrotas, ele nunca havia desafiado tanto o adversário.

Entre 2004 e 2006, eles jogaram seis finais seguidas, todas com vitórias de Federer e sem necessidade de um set decisivo. Foi neste período que o suíço frustrou Roddick ao ganhar as decisões de Wimbledon, em 2004 e 2005, e do Aberto dos EUA, em 2006. Agora, com mais dificuldades, veio a vitória da edição 2009 do Grand Slam inglês.

Federer completa sua volta por cima após um ano de 2008 estranho, em que ganhou só quatro torneios (a menor marca desde 2002, quando tinha 21 anos de idade), e um início de 2009 instável, sem conquistas. O suíço reagiu com a vitória no Masters 1000 de Madri, no saibro. E logo aproveitou a derrota surpreendente de Rafael Nadal nas oitavas de Roland Garros para, finalmente, levantar o troféu do Grand Slam francês. Com o sexto título de Wimbledon em sete anos, volta ao número um.

Duelo tem Roddick compenetrado e Federer frio, ao seu estilo 

No duelo, Roddick mostrou desde o início que não seria o freguês de sempre. Concentrado, o norte-americano encarou Federer de frente e quebrou o serviço do adversário após 5-5 no primeiro set para fechar em 7-5.

Na segunda parcial, Federer sabia que precisava abaixar o ânimo de Roddick, mas deparou-se com um tenista focado em ampliar sua vantagem. E Roddick teve a chance de fazê-lo, mas falhou. Equilibradíssimo, o segundo set foi a 6-6. No tie-break, o norte-americano abriu 6-2, mas sentiu o peso de enfrentar um dos melhores tenistas de todos os tempos, afobou-se, perdeu quatro set-points e viu Federer vencer por 8-6 e levar a parcial.

Os erros seguidos no fim do segundo set davam a entender que Roddick sucumbiria, até pelo fator psicológico, a partir do terceiro set. Mas de forma até surpreendente, o norte-americano seguiu concentrado, mostrando uma frieza típica exatamente do suíço.

O terceiro set também foi a 6-6 e, consequentemente, ao tie-break. E mesmo com o gelo de Roddick, foi Federer quem levou a melhor. O suíço abriu 6-3, cedeu dois pontos mais, mas não vacilou como o adversário no set anterior e fechou em 7-5.

Quarto set recoloca Roddick na disputa

A parcial do jogo para Roddick também começou equilibrada. Mas só até o quarto set, quando o norte-americano quebrou pela segunda vez o serviço de Federer no duelo, fez 3-1 e vibrou muito, porque sabia que ali voltava a ter chances de título.

Manteve a vantagem e a fechou em 6-3. O quinto e decisivo set foi um espelho dos anteriores, com equilíbrio sendo a tônica. Ninguém errou seu serviço, mas com Federer encaixando melhor os seus, conseguindo muitos pontos em aces. No 8-8, Roddick chegou a ter 40-15 a seu favor com o suíço sacando, mas vacilou e não conseguiu a quebra.

Federer, enfim, quebra serviço de Roddick e torna-se o maior vencedor de Grand Slams

Federer também teve sua chance de quebrar o serviço do adversario, quando o placar apontava 14-13. Esteve à frente por 0-15 e depois em 15-30, mas cedeu e viu Roddick retomar o controle e executar seu serviço.

No 15-14 a seu favor, no entanto, Federer não vacilou. Teve 0-30 de vantagem, viu Roddick virar a parcial em 40-30, mas venceu o cansaço, revirou o placar e fechou o set em 16-14, após quebrar pela primeira vez no duelo o serviço de Roddick.

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