Apesar de avanço com nova gestão, futsal feminino vai para 2º ano sem Liga Nacional

Henrique Munhos, do ESPN.com.br
Divulgação
Seleção é hexacampeã mundial, mas se reúne apenas uma vez por ano
Seleção é hexacampeã mundial, mas se reúne apenas uma vez por ano

Há duas semanas, a seleção brasileira de futsal lançou seus novos uniformes. Entre os modelos, estavam o goleiro Guitta, os alas Xuxa e Cabreúva, e o pivô Pito, que estão entre os principais jogadores do país, além da goleira Bianca, do time de Cianorte e da seleção feminina.

A presença de Bianca, em um esporte predominantemente masculino, é uma mostra de que a Confederação Brasileira de Futsal (CBFS) passou a olhar pelas mulheres. A goleira confirma o fato, e relembra que a conquista da última Copa do Mundo, em 2015, teve a estrutura necessária por parte dos dirigentes e as meninas não viveram o drama de um ano antes, quando precisaram fazer uma "vaquinha" e contaram com o ex-jogador Romário e com um banco para ir à Costa Rica.

Sob a gestão de Marcos Madeira, que assumiu em março do ano passado, ainda foi organizado um Campeonato Brasileiro, com um time de cada Estado do país e será repetido em novembro. Contudo, o torneio durou 10 dias, e foi a única competição nacional para o futsal feminino.

Liga Nacional, contudo, não houve e nem haverá em 2016. Já são dois anos sem um campeonato similar ao que há entre os homens, e os times se restringem então as competições estaduais, além de Jogos Regionais e Jogos Abertos, já que a maioria dos times tem parcerias as prefeituras dos municípios.

A seleção, por sua vez, se reúne apenas uma vez por ano, para a disputa do Campeonato Mundial. "´É um pedido nosso para que haja mais convocações, para treinos, amistosos...para que dessa forma possamos ficar mais tempo juntas. Além disso, para que novas jogadoras que se destacam nos torneios sejam convocadas. Hoje, com apenas um torneio, não há um teste para essas meninas e muitas vezes elas acabam ficando de fora", disse Bianca ao ESPN.com.br.

O presidente Marcos Madeira confessou que o futsal feminino está atrás do masculino, mas ressaltou que o desenvolvimento da modalidade para as mulheres está entre as prioridades de sua gestão.

"Vamos trabalhar a respeito da liga, que já existiu, existe de direito mas hoje não existe de fato. Esse ano não deve dar mais tempo, mas para o ano que vem faremos. Falei e friso novamente: o futsal feminino vai caminhar junto com masculino. Todo projeto que temos, o feminino está incluso. Pode demorar um pouco mais, porque esta lá embaixo, não é igual masculino, mas pode ter certeza que vai caminhar junto", disse Madeira.

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