Bolinha, Falcão, Gafanha...Na contramão do futebol, futsal se mantém fiel aos apelidos

Henrique Munhos e Thiago Cara, do ESPN.com.br
ESPN.com.br
Apelidos seguem em alta no futsal brasileiro: Falcão, Teves, Pirulito, Oitomeia...
Apelidos seguem em alta no futsal brasileiro: Falcão, Teves, Pirulito, Oitomeia...

Quando foi contratado pelo Palmeiras, Tchê Tchê foi aconselhado a deixar o apelido de lado e assumir o nome Danilo. O jogador negou, mas é exceção. No futebol, especialmente nos grandes clubes, alcunhas bem-humoradas são cada vez mais raras, fugindo das tradições de um país que até conhece Edson ou Manuel, mas gosta mesmo é de Pelé e Garrincha.

Para os saudosistas, porém, uma boa notícia: no futsal brasileiro, os apelidos são a regra e o difícil é encontrar um time que não conte, ao menos, com um atleta conhecido por um nome exótico - seja com origem na infância, na inspiração em um craque, uma fruta e por aí vai...

O maior nome da modalidade, por exemplo, é Falcão, que deixou de ser conhecido como Alessandro Rosa Vieira por inspiração em Paulo Roberto Falcão - seu pai, João Eli Vieira, tinha semelhanças com o ex-jogador, e o apelido acabou passando também para o filho.

Também de família e de um ex-jogador veio a alcunha de Thiago Mendes Rocha, muito mais conhecido como Guitta. "É de criança, por causa do Higuita, goleiro. Aí associou, começando a jogar... Higuita, Guitta e ficou", explicou o goleiro do Corinthians e da seleção brasileira ao ESPN.com.br.

O Corinthians, inclusive, é uma das equipes da Liga Futsal que poderia formar um quinteto inteiro só com jogadores com apelidos: além de Guitta, Careca também é goleiro; Nenê e Índio são fixos; Pepita e Munin estão entre os alas; além de Vander Carioca como pivô.

No Marreco, do Paraná, Uhelliton Bonfim de Souza é Oitomeia, José Roberto Robim Júnior é Banana, Cleverson Eduardo Stein é Canhoto, Jonathan Nascimento da Silva é Jhow, Magoistais José de Souza é Magui e Thiago Teles Martins é Bolinha...

Divulgação
Xuxa, com a camisa da seleção brasileira
Xuxa, com a camisa da seleção brasileira

O Atlântico Erechim, do Rio Grande do Sul, tem Nenê, Dé, Dudu, Café, Baranha, Maizena, Kefé, Gafanha, Garrincha... Já o Magnus/Sorocaba, além de Falcão, também tem Neguinho, Pixote, Keko, Charuto e contava com Xuxa, que hoje defende Joinville. A origem do apelido? Essa mesmo que você está pensando.

"Quando era pequeno, jogava na categoria fraldinha, era loirinho e tinha cabelo tigelinha. Na época, a Xuxa era muito famosa, aí pegou e ficou nome de guerra", revelou o ala Luis Fernando Coelho Saydel, que também defende a seleção brasileira.

Outro caso curioso, entre tantos outros, é o de João Paulo dos Santos, pivô que veste a camisa 20 de Assoeva e é conhecido apenas como Teves. O motivo? A semelhança com Carlos Tevez, o argentino do Boca Juniors, não nega...

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