Ginástica artística masculina do Brasil começa a definir nesta quinta equipe para Rio 2016

Bianca Daga, do ESPN.com.br
Ricardo Bufolin/CBG
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Ginástica artística masculina do Brasil levará equipe completa para a Rio 2016

A menos de três meses dos Jogos Olímpicos, faltam poucas definições sobre os atletas que defenderão o Brasil em casa, no Rio de Janeiro, em agosto. Pela primeira vez na história, a ginástica artística masculina do país conseguiu classificar uma equipe completa para disputar o maior evento esportivo do mundo. Serão cinco ginasticas titulares mais um reserva e, agora, chegou a hora de a comissão técnica definir quem vai levar. Duas competições internacionais e quatro avaliações nacionais ajudarão na escolha, a primeira delas nesta quinta-feira, a partir das 14h, no Centro de Treinamento Time Brasil, na Barra (RJ).

São 12 atletas que brigam pelas seis vagas na seleção brasileira: Arthur Zanetti, Diego Hypolito, Sérgio Sasaki, Petrix Barbosa, Caio Souza, Péricles da Silva, Ângelo Assumpção, Felipe Arakawa, Henrique Medina, Lucas Bitencourt, Francisco Barreto e Arthur Nory. No Campeonato Mundial do ano passado, em que o Brasil ficou em oitavo (com nota 259.577) e conquistou a vaga para a Olimpíada, a equipe foi formada por Arthur Nory, Athur Zanetti, Caio, Diego, Francisco, Lucas e Péricles.

Depois da primeira avaliação, na quinta-feira, haverá mais três: no sábado (14 de maio), a partir das 8h, e duas em junho, nos dias 16 e 18. Em todas, a banca de arbitragem será composta por um ou dois árbitros internacionais. Além dos quatro testes, as etapas de Copa do Mundo também ajudarão na definição dos nomes. Já foram disputadas quatro - Glasgow/Escócia, Doha/Catar, Cottbus/Alemanha e Osijek/Croácia - e faltam duas, em São Paulo (20 a 22 de maio) e em Portugal (23 a 26 de junho).

"Nem todos os atletas disputarão necessariamente duas etapas de Copa do Mundo. Então, desse total de seis avaliações, vamos usar as quatro melhores notas de cada um, entre Copa do Mundo e avaliações, e descartar as duas piores. Na média das quatro, quem chegar mais próximo das metas estabelecidas fica com a vaga. Até o final de junho, a equipe estará definida", explicou Fernando Lopes Carvalho, um dos técnicos da seleção brasileira de ginástica artística masculina.

Alguns atletas são generalistas e outros especialistas. As médias de notas determinadas como metas variam de aparelho para aparelho. "No individual geral, por exemplo, tem que somar próximo a 90 pontos na somatória dos seis (solo, salto, argolas, barra fixa, cavalo com alça e barras paralelas). Nas argolas, 15.800. No solo, 15.750. A seleção poderá ter um especialista e quatro no individual geral ou dois especialistas e três no individual geral. Isso só será decidido depois das avaliações", explicou.

Dieog Hypolito e Ângelo Assumpção são especialistas em solo e salto. Arthur Zanetti e Henrique Medina nas argolas. Péricles no cavalo com alças. Francisco Barreto na barra fixa e no individual geral. Sérgio Sasaki no individual geral. Caio Souza nas paralelas e no individual geral. Lucas Bitencourt no individual geral. Arthur Nory na barra fixa e no individual geral. Petrix Barbosa no individual geral. E Felipe Arakawa no individual geral e no cavalo com alças.

"No ano passado (no Mundial), o Zanetti, por exemplo, fez um trabalho voltado para solo e salto que não são especialidades dele; o Diego teve que treinar barra, pararelas e cavalo (o objetivo era conquistar a vaga da equipe para a Olimpíada). Agora não. Agora, os especialistas deixam de trabalhar pela equipe para aperfeiçoarem suas séries e buscarem sua vaga na seleção. O Diego está com 60% de treino no solo, 20% no salto e os outros 20% nos outros aparelhos para contribuir na preparação física", completou.

A seleção vem amadurecendo. Em Londres-2012, conquistou a primeira medalha olímpica do Brasil na história da modalidade, incluindo o feminino e o masculino, com o ouro de Arthur Zanetti nas argolas. Mas pensar em medalha por equipe ainda é sonhar muito alto. "Se formos com quatro generalistas, a chance será maior. Mesmo assim, não acredito em pódio. Se o Brasil se superar muito, pode ficar em quarto ou quinto lugar. Por isso, acredito que acabaremos indo com especialistas", finalizou.

Atual campeão olímpico, Athur Zanetti manteve seus bons resultados em quatro anos, inclusive tendo sido campeão mundial em 2013, e é um dos favoritos a conquistar o ouro nas argolas no Rio de Janeiro. Diego Hypolito, bicampeão mundial no solo (Melbourne-2005 e Stuttgart-2007) e hoje com 29 anos, é candidato a se classificar para a final no aparelho. Arthur Nory, quarto colocado na barra fixa no Mundial de 2015, pode ficar entre os oito melhores. Sasaki, Nory e Caio Souza tem chances de serem finalistas no individual geral.

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