Após temer falência, confederação de futsal 'respira' com retorno dos patrocinadores

Henrique Munhos, de Uberaba (MG), para o ESPN.com.br
Gazeta Press
Marcos Madeira (centro) tem o apoio dos atletas e a volta de empresas como Penalty e Correios
Marcos Madeira (esq) tem o apoio dos atletas e a volta de empresas como Penalty e Correios

Um ano e dois meses. Este é o tempo de Marcos Madeira no comando da Confederação Brasileira de Futsal (CBFS). Se não é suficiente para a realização de projetos e para se avaliar uma gestão no esporte, foi suficiente para que o presidente passasse por diversas emoções.

A começar pela eleição, polêmica, que revoltou os jogadores e fez crescer um movimento por transparência na modalidade, movimento este que garantia que os atletas rejeitariam os chamados da seleção. Em julho, CBFS e estrelas fizeram as pazes, mas a situação econômica estava longe de estar tranquila, tanto que, sem patrocinadores e cheio de dívidas, Marcos Madeira confessou ao ESPN.com.br que não saberia se chegaria até 2016 como mandatário e que temia até a falência da confederação.

"Cheguei a pensar que não chegaria onde chegamos. A situação era critica ao extremo, mas com trabalho e conhecimento, deu para equacionar. Devemos ainda, pagamos bastante coisa, mas está tudo sob controle. Você não sabia o que você devia, chegavam ações de tudo quanto é lugar, cada dia pipocava uma coisa. Não tínhamos o domínio da situação. Hoje temos o domínio, sabemos o quanto devemos, quem devemos e como vamos pagar", relatou Madeira.

A reportagem conversou com a diretoria da CBFS na última quarta-feira, quando foi revelado, em Uberaba (MG), o novo uniforme da seleção, fabricado pela Penalty, empresa que, assim como os Correios, voltou a patrocinar a equipe. Somando-se a Futura Sports, fornecedora dos pisos para os ginásios, e a Travel Ace, empresa de seguros, são quatro os patrocinadores da confederação.

Ricardo Artifon/CBFS
Uniformes novos da Penalty foram apresentados quarta-feira
Uniformes novos da Penalty foram apresentados quarta-feira

"No começo a meta era mostrar para os stakeholders que existia mudança, de uma gestão nova, profissional. Fizemos medidas, organizamos um seminário de futsal com 200 pessoas, aderimos ao Profut e temos seis projetos aprovados na Lei do Incentivo ao Esporte. Tudo isso serve para aumentar a credibilidade, e prova disso é a Penalty, que tínhamos um acordo até final de 2015 e, após apresentarmos resultados, fizemos com que eles apostassem cada vez mais no futsal", declarou Bernardo Caixeta, diretor de marketing da CBFS.

Parceria antiga do futsal brasileiro, a Penalty volta a se juntar à CBFS justamente confiando nessa nova gestão. A saída da modalidade, segundo Roberto Estefano, fundador da marca e presidente do Conselho Administrativo do Grupo Cambuci, se deu porque eles viram "o futsal desmilinguir", mas agora acreditam na "ressurreição" do esporte.

"O futsal é um esporte que nasceu no Brasil, é o esporte mais praticado do país, e é um mercado muito importante em termos de material esportivo. Esses condomínios que estão sendo construídos nas grandes metrópoles sempre tem uma quadrinha de futsal, não cabe um campo. O Madeira assumiu uma confederação complicada, sei que não está sendo fácil. Mas a CBFS tem gestão moderna, foi criado um conselho fiscal, foi um criado conselho de administração, e agora é dar um tempo para colocar a casa em dia. Já está muito melhor do que estava há seis meses", declarou Estefano.

* O jornalista viajou a convite da Penalty

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