Pelé declara apoio a Champagne na eleição da Fifa: 'Vai lutar pela democracia no futebol'

Rafael Valente, de São Paulo (SP), para o ESPN.com.br
Divulgação
Pelé com Jérôme Champagne, candidato à presidência da Fifa, em encontro em 2006
Pelé com Jérôme Champagne, candidato à presidência da Fifa, em encontro em 2006

Pelé decidiu apoiar Jérôme Champagne na eleição para a presidência da Fifa, que ocorrerá no próximo dia 26 de fevereiro, em Zurique, na Suíça. O Rei do Futebol até gravou um vídeo justificando sua preferência pelo francês de 57 anos.

"Eu apoio a candidatura de Jérôme Champagne porque eu o conheço desde 1996, quando eu eu fui ministro dos Esportes e ele foi membro do comitê organizador da Copa da França [1998]. Ficamos amigos e eu sei qual é a visão que ele tem sobre futebol e sobre o futuro do esporte. Por esses motivos eu apoio a candidatura dele", disse Pelé, em inglês.

"Estivemos juntos durante muitos anos e sempre que conversamos sobre futebol ele demonstrou preocuapção com o futuro do esporte. Há muito trabalho tem muito trabalho para ser feito e ele está comprometido em democratizar o futebol", prosseguiu.

O vídeo, que tem duração de quase quatro minutos, foi incluído no site oficial da campanha de Champagne. Pelé gravou a maior parte do depoimento em inglês, mas ao final da gravação deixou uma mensagem de boa sorte em inglês, francês, português, espanhol.

"Eu tenho certeza nele [Champagne]. Ele tem experiência. E sou amigo de qualquer um que goste de futebol, e eu quero o melhor para o futuebol. Eu sei que todo mundo que ver a Fifa muito bem organizada, democrática e assim todos que amam futebol", completou Pelé.

O apoio a Champagne representa uma mudança de opinião de Pelé. Em junho do ano passado, antes de Josephn Blatter ser afastado mas já em meio ao caos na FIfa, ele declarou ser favorável a manutenção do suíço, que havia sido reeleito em 29 de maio do último ano."É importante ter gente com experiência", disse o Rei, naquela ocasião.

Na eleição da Fifa, Champagne concorrerá outros quatro candidatos: o príncipe Ali Al Hussein (vice-presidente da Fifa para a Confederação Asiática), o xeque Salman Bin Khalifa Al Ebrahim (presidente da Confederação Asiática), o Gianni Infantino (secretário-geral da Uefa) e Tokyo Sexwale (ex-prisioneiro do Apartheid).

Champagne já foi dirigente da Fifa, onde atuou de 1999 a 2010 em cargos diferentes. Trabalhou no comitê que organizou a Copa da França, em 1998, mas deixou a entidade máxima do futebol em 2010. Passou a viajar pelo mundo como consultor de futebol e chegou até a virar conselheiro da Confederação da Palestina. A candidatura dele a Fifa tem como propostas combater a desigualdade entre as confederações e adotar tecnologia nos jogos.

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