Entenda, pelo dinheiro no cofre, por que Barça massacra na Espanha e Leicester lidera na Inglaterra

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Barcelona e Leicester City, os líderes dos campeonatos Espanhol e Inglês, respectivamente
Barcelona e Leicester City, os líderes dos campeonatos Espanhol e Inglês, respectivamente

Qual a semelhança entre Barcelona e Leicester City?

Se você fosse buscar algo na história dos dois clubes, seria difícil de encontrar. Na temporada 2015/2016, porém, os caminhos estão convergentes.

O todo-poderoso Barça é o líder do Campeonato Espanhol, enquanto o Leicester é o surpreendente primeiro colocado da Liga Inglesa, deixando para trás os elencos bilionários de Arsenal, Chelsea, Liverpool, Manchester City (a quem venceu neste sábado por 3 a 1 fora de casa) e United.

Mas como isso é possível?

A divisão do dinheiro pelos direitos de transmissão explica, em partes, essa história recente de sucesso.

Na Espanha, por exemplo, o Barcelona aprovou um orçamento de 633 milhões de euros, sendo entre 140 e 160 milhões dele apenas de sua fatia nos direitos de TV.

O Levante, lanterna do Espanhol e seu rival neste domingo a partir das 9h (de Brasília) - com transmissão ao vivo da ESPN Brasil -, tem 40 milhões de euros para gastar nesta temporada (sendo 34 milhões só pelos direitos de TV), ou 6,3% do que os catalães têm à sua disposição. O Granada, penúltimo colocado, teve seu orçamento aprovado em só 24 milhões de euros.

A divisão dos direitos de transmissão na Espanha, por sinal, era um tema tão recorrente que todos os clubes - excetuando Barça e Real - foram pedir ajuda para que o governo espanhol interviesse na situação. O resultado foi a criação de um decreto no qual forçosamente o dinheiro repartido de forma mais igualitária.

Enquanto isso, na Inglaterra, já existe há anos um sistema feito para evitar uma disparidade tão grande entre os considerados grandes, médios e pequenos.

Na fórmula, todos os 20 times da Premier League dividem mais de 50% do 1,6 bilhão de libras por temporada de forma idêntica: cada um recebe 54,1 milhões de libras; depois, menos de 20% é dividido de acordo com a posição conquistada no último campeonato e o restante leva em conta a presença de torcida no estádio.

Assim, por exemplo, o campeão Chelsea ganhou 98,99 milhões de libras da última temporada - e hoje está apenas na 13ª colocação. Já o Leicester - que acabou a última edição na 14ª posição - ficou com 71,6 milhões de libras, ou 72,3% do que o Chelsea angariou. Mais democrático, não?

Há outro fator que contribui para o sucesso do líder do Inglês: desde 2010, um grupo asiático está à frente do clybe, o Asian Football Investments - que tem como sócia a maior empresa de freeshops do mundo, a King Power.

Desde então, o Leicester City trocou de fornecedora de material esportivo (hoje é a Puma), conseguiu vender os 'naming rights' do estádio para a própria King Power e retornou à primeira divisão nacional após uma década de ausência.

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